Pular para o conteúdo principal

Eletrochoque na gestão


Choque de Gestão nada mais é como uma forma de controle orçamentário para que se atinja maiores ganhos de produtividade com redução das despesas e eliminação do desperdício, melhor aplicação dos recursos do Governo e aumentando os benefícios para os cidadãos. Projetos semelhantes já foram implementados em diversas companhias de peso e atuantes no cenário nacional. 

Os benefícios qualitativos que se esperam com a implementação efetiva dessas ferramentas, são: Melhor utilização dos recursos governamentais; Redução dos desperdícios; Melhoria dos serviços; Estabelecimento de metas de despesas atingíveis; Formação de especialistas em cada tipo de despesa; Avaliação do desempenho de consumo dos gastos das diversas áreas, etc. 

Não é de hoje que eu chamo a atenção para a relação assédio moral e corrupção como um dos fatores que alimenta este tipo de violência, sobretudo no serviço público que é o meu caso. Não que nas empresas privadas não ocorra a mesma coisa, mas ali o nome que se dá é fraude, já na administração pública, improbidade.

Lendo uma matéria que trata sobre as melhorias que se fazem necessárias no setor portuário me deparei com a constatação, óbvia, sobre a necessidade de modernização das arcaicas estruturas portuárias, como a das Companhias Docas que rotineiramente aponto aqui como um dentre tantos elementos que descambam em situações que propiciam a prática odiosa do assédio psicológico. Lembro-me até de ter feito uma postagem com o título chefias arcaicas onde constato esta realidade. Aliás, como diz o ditado: pior cego é aquele que não quer ver.

Perceba que o que é apontado como um mecanismo prejudicial, é encarado pelos grupos que se apossaram da coisa pública como esperteza e benefício. Acontece que o parasita não se dá conta que é exatamente a esperteza dele que levará ao esgotamento e fragilidade do corpo, o que desencadeará uma reação, no primeiro momento pra livrar o corpo do parasita e no segundo, se nada puder ser feito, o corpo entrará em colapso e de qualquer forma o parasita perecerá, lógico que levando todos os outros com ele.

Eu não sei se este choque de gestão que chegará por aqui será bom ou ruim para os servidores públicos, mas sei que é algo necessário, pois é desanimador ir todos os dias trabalhar e ver como pessoas perversas se instalam e sugam a empresa, e, constatar que estou vendo ao vivo um mal que assola o país desde sua fundação, como se fosse um câncer que nunca acaba, ou uma doença crônica que nem mata e nem permite que o corpo ande em sua plena forma.

O que me pergunto é, como que todas as outras pessoas achavam que isso não iria ocorrer e se eximiram, ou se acovardaram e agora podem pagar por isso. Quantas vezes ouvi sermões de pseudomoralistas de que eu é que estava errado, pois “se todo mundo faz porque não fazer junto também” e que não adiantava nada brigar, pois de nada adiantaria. E agora...está ai a realidade, pelo menos a constatação daquilo que claramente estava errado e na contramão de tudo que se está fazendo atualmente no mundo. Tem hora que falar óbvio soa como loucura e você passa a ser ridicularizado.

Mas, basta uma simples palavra para identificar que tudo que se faz por aqui não anda nos conformes: capitalismo. Ora, é sabido que o capitalismo se pauta pela eficiência e corte de custos e que não tolera parasitas aos montes grudados nele. Nem é preciso ser gênio para saber disso, mas eles, não! Afinal de contas, são os mais espertos, os bandidões. Incrível!

A verdade é que o país e os cidadãos(ãs) não aguentam mais essa perniciosidade em seu meio. Ninguém tolera mais os discursos vazios de determinados políticos para explicar as mazelas que estão à vista de todos causadas por facínoras inescrupulosos capazes de qualquer coisa para enriquecer ilicitamente, pois não são competentes para o fazer por seus próprios braços. Enquanto inúmeros empreendedores se esforçam para manter negócios que produzem frutos para a sociedade não somente pelos empregos que ofertam, um bando de miseráveis solapa e onera os cofres públicos. Mesmo assim, a sociedade ainda está letárgica e sonolenta. Tem hora que não dá para ficar só nas palavras, mas é preciso ação, arregaçar as mangas, e reagir.

De qualquer forma já me dou por satisfeito pela constatação e propositura de solução que se ventila e não tenho o menor medo do que possa vir, pois tudo que consegui até hoje na vida foi por meu próprio esforço e nas maiores adversidades pelas quais passei me mantive em pé e não me entreguei sendo que meus esforços foram coroados. Por conta disso, tenho certeza que o divino esteve comigo o tempo todo e não me abandonou colocando seus guardiães à minha disposição e conforme a minha fé.

Para encerrar, posso dizer com orgulho que o meu andar é com a cabeça erguida, meu olhar é firme para frente e não me preocupo com que está atrás ou pelos lados, pois não devo nada a ninguém e muito menos estou nas mãos de quem quer que seja.

Raniery

raniery.monteiro@gmail.com


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cuecão de Couro?

Se a vida imita a arte eu não sei, mas em 1994, na comédia pastelão Ace Ventura Detetive de animais, a vilã Tenente  Winky no final da trama é desmascarada e ...bem, assista ao filme. De qualquer forma, tão surpreendente quanto a inusitada cena foi a confissão de um Seal americano através de uma rede social- ele trocou sua foto em seu perfil pela de uma mulher alta, morena, com uma blusa branca, sorrindo diante de uma bandeira americana. E escreveu: "Tiro agora todos os meus disfarces e mostro ao mundo minha verdadeira identidade como mulher". Chris Beck trabalhou 20 anos no Navy Seals, um comando especial da Marinha dos EUA que frequentemente faz operações secretas em territórios inimigos. Mas ao longo desse período o oficial guardava um segredo pessoal: desde a infância, ele sentia que era uma mulher nascida em um corpo masculino. Leia mais... Quem imaginária nos seus mais loucos sonhos que um camarada machão como esse escondia uma princesa desesperada por carin...

A psicologia aplicada ao Direito

A Psicologia Jurídica: suas interligações com o Direito e algumas especificidades Falaremos em Psicologia Jurídica, por motivos já explicitados no artigo A Psicologia Jurídica, uma área em expansão . Esta especialidade é recém reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia (Resolução n° 14/00 em 22/12/00), é uma área carente de bibliografia e as pessoas que decidiram seguir por esse caminho tem tido que desenvolver seus trabalhos através de experiências próprias. A iniciativa deste artigo é de trazer à baila algumas questões pertinentes a área da Psicologia Jurídica e fazer as pessoas pensarem sobre o tema. Também notificamos que segundo a Lei 4119 (1962): “Art. 13 § 2º- é da competência do psicólogo a colaboração em assuntos psicológicos ligados a outras ciências” (BRASIL, 1999, p.16). Portanto, explica-se a ligação da psicologia com o Direito, que foi designada através da Resolução n° 014/00 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) ao instituir o título profissional de ...

A covardia do machismo

Todo e qualquer agressor é um covarde por excelência, mas entre a grande variedade existente, talvez, nenhuma seja pior do que aquele que agride mulheres. Este tipo de imundície humana, se não for um psicopata, é um maldito machista criado no seio da sociedade. Quando nasce, o menino é “educado” pra ser o machão: - Filho meu, tem que “comer” todas. Não aceita mulher mandar em casa, aliás, não aceita que mulher sequer pense. Pra que elas precisam pensar? Comigo é domada no tapa. Esse discurso é incutido na mente do futuro desajustado social. E assim, nosso pequeno monstrinho, vai aprender, logo cedo, de que forma tratar uma mulher. Quando não é o pai que distorce a mente do filho, é a própria mãe que estimula essas anomalias humanas, criando verdadeiros parasitas que são incapazes de fazer o mínimo, como colocar seu próprio prato de comida, e, quando formar uma família, adivinhe o que vai acontecer. Esse camarada vai chegar do trabalho e se sentirá revoltado se sua escrava não já...