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Tudo Tem Um Motivo


Você já parou para se perguntar qual a origem das sociedades? O que justifica sua existência? O que determina quem faz parte de um povo, nação ou Estado?

Acredito que é óbvio a importância que o sentido de pertencimento representa para cada pessoa dentro de um grupo social, afinal somos todos interdependentes.

A organização do Estado e ainda mais os atuais modelos dos chamados Estados Democráticos de Direito se estruturam para aglutinar um povo em forma de nação fortalecendo os princípios elementares de identidade, valor e organização reiterada.

Isso significa que a organização fortalece a sociedade, seja em nível que for, pois é um elemento caracterizador das civilizações. Essa ordem é importante para que todos possam ter oportunidades iguais de desenvolvimento social. Então, é salutar que toda a estrutura seja fortalecida, ou seja, seus elementos essenciais e norteadores se cumpram.

Com a formação das constituições, o poder absoluto dos monarcas fora rompido e o Estado encontrou limites ao seu poder. Desta forma e, consequentemente, os direitos fundamentais passaram a ser garantidos contra o abuso e o arbítrio.

Com direitos mínimos e básicos protegidos basta ser humano para usufruí-los. Mas, a realidade prova que não é tão simples assim e,  é preciso lutar para que o que está formalizado, se materialize.

Por todos os lados vemos que tais direitos fundamentais são violados e constrangidos e, então, invocamos o próprio poder do Estado na figura de sua justiça para que diga, se de fato, fomos ou não lesionados e que repercussão se faz necessária para as devidas correições. Este, pelo menos é o desafio de democracias jovens como a brasileira. 

Eu sou empregado público desde 2005 e, de lá pra cá, conheci uma nova e perversa realidade, que é a dos violadores dos direitos democráticos. A cada dia que passa fico mais indignado e encontro neste blog um meio de dividir e, por consequência, alertar as pessoas para o que ocorre por aqui, e desta maneira possam, em situação análoga, aproveitar alguma lição que os proteja.

De modo algum evoco a posição de dono da verdade, mas de emissor de opinião e de cidadão. Não sendo autoridade e especialista, mas vítima, passo então, a visão deste angulo, evidentemente.

Conversando com um colega, expus minha estratégia na divulgação dos abusos cometidos por assediadores morais, como uma forma de disseminar a informação e chamar a atenção para que se pense sobre o tema. 

Com a proliferação do conhecimento se buscará a defesa de direitos que forçará em algum momento os agressores a se ajustarem.  Por outro lado, não tem como conhecer seus direitos sem ser confrontado pelos limites de seus deveres que não deixa de ser uma forma de estar protegido também.

Sabe- se que o assédio moral é eminentemente de natureza psicológica - daí, se dizer ser um dano. Lesão esta, que fere os direitos e garantias fundamentais, entre eles, o da dignidade da pessoa humana, que é princípio basilar de nossa Constituição.

Como disse, o assédio moral possui uma natureza psicológica, ainda mais, partindo dos agressores que com suas condutas antissociais desafiam quaisquer normas sociais, sejam jurídicas, ou ético/ morais.

Nesta semana pude acompanhar um pouco de longe, por conta de problemas familiares, a extensão da falta de escrúpulos dessas pessoas. A empresa vem promovendo algumas mudanças de caráter obrigatório, ao mesmo tempo, de forma conveniente, algumas pessoas estão pretendendo se beneficiar às custas dos trabalhadores.

Já em outras portagens eu comentava da necessidade que os principais agressores possuem de ter lacaios que façam seu trabalho sujo, ou melhor, sujem as mãos por eles.

Via de regra, são pessoas que pelo troco de alguma vantagem pretendida disseminam as ideologias dos seus senhores. Eles passam a ser intermediários  entre o grupo e os manipuladores. A coisa é tão sórdida que eles sequer se constrangem de manifestar suas opiniões ao grupo, ainda que desmascarados.

No passado, o processo era mais simples, mas pude acompanhar que apesar de ainda obterem certo sucesso em obscurecer o entendimento das pessoas, aos poucos, suas intenções vão sendo detectadas e o grupo manifesta sua rejeição.

Seja como for, a sensação é a de matar um leão por dia,  pois o insidioso não se cansa de tentar levar vantagem sobre os outros. Eles são os desconstrutores daqueles princípios e pressupostos que sustentam as sociedades. 

Quando discutímos entre nós como se dão esses abusos e arbítrios, o resultado não é alguma avaliação concreta, mas a perplexidade de não entender a dimensão da cara de pau dessas pessoas.  Eu brinco com os colegas dizendo que vivemos em um mundo paralelo e bizarro onde a lógica é inversa e o absurdo, a regra.

Por isso, caso se queira ter os direitos efetivamente materializados devemos resistir a toda forma de violação dos mesmos,  pois somente assim poderemos conquistar um mundo mais próximo do ideal de justiça. Raniery


raniery.monteiro@gmail.com
http://mentesalertas.wordpress.com/

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