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Lá no mundo do esgoto


Ratso, é uma ratazana oportunista predisposta a uma conduta criminosa e desonesta, do longa “Putz, a coisa tá feia”, mas bem que poderia ser o...ah, deixa pra lá!

Manipulador, inconseqüente, inescrupuloso, ele não se faz de rogado ou sente qualquer culpa em enganar, ludibriar ou até explorar inocentes; tudo no mais alto índice de egocentrismo patológico e incapaz de aprender com as experiências. 


Não consegue estabelecer o menor projeto de vida e demonstrando um padrão crônico de infrações legais e morais no melhor estilo de vida parasitário. Já sei, já sei, você lembrou-se de imediato daquela pessoa que conhece: pois é, eu também. Uma meia dúzia pelo menos.

Não importa a nacionalidade, cor, etnia, sexo etc. Estão por todo lugar atazanando a vida das pessoas, e o que me dá raiva, na verdade, é saber que eles nem são a maioria delas.

A ratazana do vídeo é cheia de truques e mente descaradamente com uma tranqüilidade hipnotizante. Assim são, aqueles ratos que conhecemos. Vivem da arte de levar vantagem sobre todos e sempre estão envolvidos em encrencas de todo tipo. Esta gente faz o papel de vítimas como ninguém. Verdadeiros parasitas humanos esgotam nossa paciência e emoções. Faça o teste: fique longe daquele que te atormenta por uma semana e verá a diferença: é automático.

Às vezes dão a impressão de serem lunáticos, pois vivem fantasiando a realidade a todo instante numa irresponsabilidade ímpar.

Uma característica que me chama a atenção, é que, se acham os espertões, os sabe- tudo, mas quando postos à prova logo aparece a superficialidade de conteúdo.

Com extrema habilidade em tocar nas emoções e, principalmente, na compaixão das pessoas, eles manipulam a todos como verdadeiros titereiros.

Sorrateiros que são, estes roedores humanos adoram a sujeira e a trapaça. De forma premeditada sempre possuem uma rota de fuga, caso sejam descobertos. Vivem escondendo suas tramóias.

Outra de suas artes é a intriga. São mestres em criar a discórdia e promover a divisão, sendo capazes de separar até os melhores amigos através da fofoca e maledicência.

O roteiro do filme trabalha bem a coisa dos estereótipos humanos, explorando os variados tipos de comportamentos sociais. É possível que você veja uma série de pessoas conhecidas por lá, incluindo eu ou até você, quem sabe. Não ria. Eu disse pra não rir. Hei, eu não sou o gato biruta!

Parece bobagem, mas essas historinhas com fundo de verdade ou moral, muitas vezes nos fazem pensar sobre nós mesmos e o mundo; tendo, assim, um caráter lúdico. Fora, que você acaba se divertindo e aprendendo simultaneamente, e, no mínimo irá pensar sobre as coisas que são discutidas de forma indireta ali, pois falam das coisas da vida, das nossas coisas, de nossas vidas.

De qualquer forma, tudo não passa do exercício de nossa capacidade de interagir socialmente. Processo este, que se reveste de enorme desafio nas sociedades urbanas contemporâneas.

Admitamos. Quer gostemos ou não, essas figuras sempre estarão por aí, igualzinhos os ratos dos esgotos, e em algum momento cruzarão nosso caminho. Por mais nojento que seja, é a pura realidade. Mas, uma mente bem informada e alerta é capaz de saber o que fazer ou como reagir nessa hora.

 Agora, se você for inexperiente ou inocente demais, é capaz de já estar sendo sugado por esses vermes nesse exato momento, e terá que se desvencilhar da melhor, ou da pior, forma possível; a tarefa não é das mais fáceis, mas se faz necessária, a não ser que você queira ficar pelo resto da vida sendo chiclete de uma forma de vida miserável que são essas criaturas.
Faça algo de bom pra você: dedetize sua vida de todo tipo de Ratso que te atormente. 


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

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