sábado, 21 de novembro de 2015

Entre Parênteses

“Inveja é um sentimento que nos impede de ter acesso às coisas boas da vida. ”

“No fundo da inveja existe uma profunda baixa estima, encouraçada por um orgulho que visa a fornecer uma ilusão de onipotência. ”

”O invejoso deseja aquilo que eu tenho de bom, ou destruir o que eu tenho de bom. “

Dia desses eu estava fazendo uma sessão de oração ritual para evocar entidades específicas para que criassem uma fortaleza de proteção ao redor de minha família contra a energia impura de parentes invejosos enviando-a de volta a eles e reforçando a lei cármica do retorno para que não ficassem sem a devida “lição”.

Não que pessoas assim aprendam, já que vagam numa vida errante deixando um rastro negativo por onde passam, onde tocam e com quem se relacionam. E olha que estes, em questão, já foram castigados inúmeras vezes e de forma dura...

A inveja, um dos pecados capitais, demonstra muito bem uma das tantas características, digamos, não muito belas de nossa natureza humana.

Se isso amenizar, podemos alegar que este é um mecanismo evolucionário que herdamos de nossos ancestrais primatas, mas que se pulveriza quando confrontado com o fato de sermos mais complexos que eles, sobretudo, na categoria cultura. Afinal, desenvolvemos um senso moral como elemento da ética.

O invejoso vive um dilema contínuo, pois se vê ameaçado pela sombra do outro – objeto de seu distúrbio- que procura, então, imitar, mas que no máximo consegue se tornar uma caricatura malfeita. Ou seja, odeia o outro ao mesmo tempo em que quer se apropriar dele: quer ser o outro e odeia a si mesmo, senão não quereria ser aquele.

Essa sua inadaptação tem a ver com o modo como o invejoso constrói sua visão de mundo. Se na sua infância, seus pais não lhe deram o suporte correto, incutindo-lhe uma ideia de vulnerável, de vítima ou de coitado, não lhe mostrando como conseguir as coisas por si mesmo, então, na vida adulta, tenderá a reproduzir tais distorções, culpabilizando sempre os outros por seus fracassos e racionalizando a inveja como forma de se vingar.

Outra característica interessante do invejoso é a de agir como “sonso”. Se faz de bobo, de que não sabe de nada, e, que não está fazendo nada de mais. O que demonstra, na verdade, o seu real índice de perversidade, dada a sofisticação de atitudes que a dissimulação exige.

A intriga e a desagregação é o seu esporte preferido. Competem pela fragmentação, pois só atingem a linha de chegada quando conseguem causar a separação. Isso os alimenta. É o seu combustível. Sentem-se energizados quando sugam a harmonia dentro de uma filosofia desintegradora. Se não puderem ser você ou ter o que você tem podem optar por tirar o que é seu. Esta é a sua natureza mórbida.

Não à toa, os encontraremos aos montes entre parentes. Aliás, palavra muito parecida com o recurso linguístico (entre) “parênteses”. De fato, o invejoso acaba sendo um adendo e não o sujeito ou objeto da ação, pois ele nunca... é ele, pois vive à sombra do outro.

Freud demonstrou o conceito de sombra, como sendo o daquelas questões não resolvidas que mandamos para o subconsciente e que retornam em forma de projeções, como os recalques (termo que não foi criado pela cultíssima Valeska Popozuda).

Todo mundo tem um irmão que não se esforça e que a mãe e/ ou o pai “passa um pano” e daí o infeliz, ou fica na jugular deles, ou cria um mundo imaginário de competição com o irmão que deu certo. Chega a ser constrangedor, no entanto, pois a família finge (que é esfinge), que não vê e que nada está acontecendo e o “sonso”... fazendo aquela cara de paisagem.

Faça um teste e passe a observar a vida do seu invejoso predileto. Tudo o que faz, não dá certo. Por onde passa, deixa um rastro negativo. Parece coisa, mas sempre estão envolvidos em alguma patifaria sob a conivência e cobertura do pai ou da mãe que se esforçam em tentar demonstrar aos amigos o oposto do que o filho realmente é, sem, contudo, convencê-los. As pessoas do círculo de amizades também fingem que acreditam na encenação para não os magoar, mas tecem seus comentários pelo grupo.

A inveja é uma doença tão desgraçada que passa de pai para filho e de geração para a geração, por isso chegou intacta a nós até os dias de hoje. Enfim, coisas da vida, com as suas idiossincrasias e subjetividades.

Bem, se não há como impedir que o invejoso dilua sua gosma enquanto rasteja por aí, todavia, pode-se devolver a energia infecta com um bom ritual de banimento fechando o caminho de volta deixando-o protegido pelos guardiões habilitados é assim potencializar a lei do retorno...que entre outras coisas ata os pés do invejoso, aliás, literalmente, como pude vê-lo arrastando sua bunda no chão por não poder andar.

Veja a razão da maldição que sobrevém sobre aquele que pratica a inveja que é considerada a pior espécie de magia negra:

Está lá na Bíblia em Provérbios 06

11.    “Assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

12.    O homem invejoso, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca.

13.    Acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos.

14.    Perversidade há no seu coração; todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas.

15.   Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura.

16.    Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina:      

17.    Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente.
       
18.    E coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal.

19.    E testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.

Então, perceba, você que está sendo vítima da inveja, que é nesta base mística que se pode evocar os elementais para irem de encontro ao invejoso e puni-los.

Se você entendeu bem, o texto declara que as portas da aura deles ou os seus chacras encontram-se vulneráveis, pois não há proteção para gente perversa, seja ela da religião que for, pois a inveja é repudiada neste tipo de universo.

Por isso que toda vez que o nosso invejoso favorito se manifesta, nós nos divertimos por vários motivos:

Um deles é que o usamos como indicador de que estamos no caminho certo e o outro é que logo após a sua manifestação ele começa a se arrebentar. Não teve uma única vez que isso falhou.

Curiosamente identificamos um padrão comportamental nele que é interessante compartilhar: a cada arroubo de energia escura de inveja, seguida das correspondentes atitudes, há um intervalo de sonsera, onde ele se finge de bom, de que quer a harmonia, mas é tudo encenação.

Isto funciona assim para que ele possa se fazer de vítima entre os conhecidos, mas só na cabeça dele, pois a esta altura do campeonato todos já sabem que ele possui tal distúrbio e as pessoas chegam a nos perguntar quando ele finalmente irá amadurecer e viver a própria vida.

Eu prontamente respondo que...nunca! Acontece que há um espírito obsessor, uma energia parasita que fora criada por ele e que o infecta, agarrando-se a existência, ganhando força a cada vez que ele manifesta a inveja, ou seja, dificilmente haverá libertação e esta demandará muito jejum e oração para ser expulsa. 

Bem, eu poderia fazer isso (liberá-lo), mas...não quero, pois, a maior punição para gente assim é ficar sob a guarda destes verdugos espirituais e nunca progredir na vida.

Enfim, sou da opinião de que a inveja é o pior negócio para as nossas vidas. Bom, é torcer tanto pelos amigos quanto pelos inimigos, enquanto que aos primeiros isso se dá pela nossa admiração ou pelo nosso amor a eles; quanto aos segundos, tem a ver com o nosso sossego, nossa paz, já que não precisarão ficar ocupados conosco. Infelizmente os invejosos não se encaixam em nenhum modelo restando a eles a tortura mesmo.


Aliás, que inveja eu tenho dos torturadores de invejosos...
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Raniery