quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Absurdo Sem Sentido

“Na tentativa de se eximirem de suas responsabilidades, oficiais nazistas utilizaram como parâmetro de defesa exatamente o argumento de que, simplesmente, estavam cumprindo as leis válidas”.

“Segundo o Direito dos Estados totalitários, o governo tem o poder para encerrar em campos de concentração, forçar a quaisquer trabalhos e até matar os indivíduos de opinião, religião ou raça indesejável. Podemos condenar com a maior veemência tais medidas, mas o que não podemos é considera-las como se situando fora da ordem jurídica desses Estados.” (Hans Kelsen)
Fonte: Justificando

Todos têm uma ideia mínima acerca do conceito por trás daquilo que é legal, regrado, normatizado, enfim, de caráter obrigacional. No entanto, tenho percebido que nada confunde mais as pessoas do que isso. A razão encontra-se, acredito, no fato de se basearem em seu senso comum para deduções de caráter individual.

Ora, o Direito é uma ciência e como tal alicerça-se em processos epistemológicos próprios que geram sua metodologia específica, se atualizando na mesma proporção da evolução social. As leis por sua vez, nascem e morrem na medida da saturação de sua eficiência, o que faz todo sentido- aliás, há uma lógica em curso nisso.

Então, é razoável concluir que aqueles que atuam nesta área humana, denominados operadores do Direito, são os mais competentes tecnicamente para discutir seus institutos. E mesmo assim há inúmeras divergências, haja vista ser esta uma área que apesar de se basear na razão absorve outros tantos fatores, como os valores e os fatos, e por isso mesmo não adquire característica análoga às ciências físico-matemáticas.

Com isso se quer dizer que suas conclusões não são de simples elucidações, daí se afirmar que seus pareceres atendem aos casos concretos, pois da mesma forma que um homem não é igual ao outro, seus conflitos seguem a mesma dinâmica. Daí, que não se pode conceber que decisões sejam tomadas ao sabor de simples ilações de caráter opinativo ou pessoal.

Por ocasião da segunda guerra mundial, os alemães obedeceram cegamente às instruções de seu líder na ocasião, que pelas leis em vigor estava autorizado a montar uma indústria da morte. Veja que todo processo lógico-técnico lhe assegurava isso, pois bastava uma lei para que tal atrocidade fosse legitimada, por mais absurdo que isso fosse.

Evidentemente que a história se encarregou de não amparar uma distorção absurda dessas. Conclua por si só que é preciso um sentido à norma; que atenda um determinado fim; não sendo ela um fim em si mesmo, ou atendendo a si própria, pois seu objeto é o homem- a quem serve.

E vai mais além, dentro do rol de normas cogentes ou dispositivas, públicas ou privadas há a chamada hierarquia onde em seu topo está a Constituição que lhe é suprema e determinante sobre todas as outras, que por sua vez, não lhes podem colidir sob pena de se tornarem nulas de pleno direito já que seriam consideradas inconstitucionais.

E não acaba aí, pois há a chamada hermenêutica que determina a devida interpretação e atualização da norma para que acompanhe a dinâmica da evolução social, como já dito, composta de procedimentos definidos pra sua realização, o que se pressupõe que uma autoridade legítima e competente é que dará sua palavra final nas questões desta ordem, como os superiores tribunais.

Ora, já deu pra chegar a uma conclusão elementar de que o Direito uma esfera maior que a lei (sua partícula) não é obra de uma única mente, muito menos possa se basear no fruto da opinião de cada um, mas exige exaustivos debates acerca de assuntos em ordem de importância e prioridade que se queira disciplinar.

E por que estou escrevendo tudo isso? Porque venho sendo exposto diariamente ao abuso e arbítrio de pessoas que simplesmente resolveram ignorar os princípios e institutos do direito, leia-se: Normas e Princípios Constitucionais, Códigos, leis em ordem hierárquicas estabelecidas para fazerem o que bem entenderem e de acordo com suas próprias cabeças à revelia de tudo o que esteja estabelecido nesses regramentos institucionais.

Criaram um manual de disciplina que simplesmente ignora tudo, disseram-me que ele está acima da própria Constituição e códigos civis, trabalhistas e processuais e que farão o que bem entenderem, inclusive, aplicar ou não os artigos contidos ali conforme sua conveniência ou capricho. Não importa se o que fizerem for ilícito desde que atenda às suas vontades.

Perguntei ao meu chefe sobre a atitude de determinada funcionária do DP e me fora dito que ela é uma escrava da norma e que fazia não o era de má-fé, mas puro cumprimento do lhe fora ordenado mesmo que isso importasse em absurdos e ilegalidades ou, como lhe disse não sendo ninguém obrigado a fazer nada, senão em razão de lei. Então, ela não pensa ou reflete sobre o sentido da regra, mas a aplica simplesmente exatamente como os alemães na segunda guerra mundial mataram mais de seis milhões de pessoas incluindo crianças, mulheres e idosos...simples assim.

Acontece que o que me confunde é que se você entrar no site desta empresa verá que ela diz seguir os princípios jurídico-administrativos da administração pública que são os seguintes princípios Constitucionais:

- Princípio da Legalidade;
- Princípio da Impessoalidade;
- Princípio da Moralidade (administrativa);
- Princípio da Publicidade;
- Princípio da Eficiência.

Alguém aqui deve estar profundamente equivocado acreditando estar investido de poderes maiores que os conferidos ao próprio Estado, ou está pouco se importando com as repercussões jurídicas de seus atos derivadas de um sentimento de impunidade.


Seja como for resta a única coisa que se possa fazer em casos de flagrante violação legal que é encaminhar aos devidos órgãos competentes para que intervenham e manifestem o seu parecer sobre a questão, pois ao que parece esse é o único caminho a  ser tomado em casos onde o diálogo esgotou os seus recursos.

Portanto, pode-se argumentar que a disciplina impõe a ordem e consequentemente a norma, mas quando esta é destituída de seu devido sentido não deve ser cumprida, pois se não sabemos seu conteúdo técnico em toda a sua extensão sabemos intuitivamente, no entanto, que a ordem absurda...não se cumpre.
Raniery








raniery.monteiro@gmail.com

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A Força da Consciência

Meus assediadores consideram-me uma pessoa perigosa pelo fato de saber me defender ante a indignação pela forma como sou tratado à revelia dos princípios Constitucionais.

O temor deles se dá pelo fato de que ao agir assim acabo quebrando o elo da manipulação que habilmente deflagram há tanto tempo. Sendo assim, outros se sentem impelidos a fazer o mesmo que eu e isso acaba impactando nos interesses dos agressores. Pense: se manipulador perde o controle sobre o grupo, os benefícios auferidos pela estrutura que montou sofrerá um exemplar colapso.

Recentemente um lacaio me confessou a sua surpresa ao descobrir que ainda estou na empresa após todos os ardis que intentaram contra mim. Em sua lógica eu não resistiria a tantas lesões de direitos e pediria pra ser demitido. De fato, sua estratégia encontrou determinadas lacunas que foram devidamente preenchidas por aqueles que desconhecem suas garantias.

Neste sentido, e após conhecer praticamente cada passo da estratégia dos assediadores, me veio à mente a biografia de um homenzinho franzino que fora subestimado por um império e que, por meio da resistência e da desobediência civil, protagonizou uma das derrotas mais emblemáticas sobre a tirania.

Numa época em que a apologia à violência encontra adeptos que se orgulham de sua violência e truculência encorajados por armas ou por técnicas de artes marciais o pequeno Hindu de Porbandar cidade costeira no Índico estado de Gujarat desafiava qualquer padrão cuja inspiração, entre outras, veio de outro homem pacífico que vivera dois mil anos antes nos arredores da Galiléia.

Mohandas Karamchand tinha diante de si uma tarefa considerada não só visionária como impossível, no entanto, seu Espírito de indignação não arrefeceu e demoliu os poderes de um gigante soberbo que se impunha pela violência e pelo medo. Nem mesmo a ameaça de ser escomungado de sua religião o deteve. Formou-se em Direito na terra do inimigo e aprendeu as regras de seu jogo.

Mas, foi quando entendeu que se neutralizasse a capacidade do algoz de lhe impor o temor permitindo exatamente que a ameaça se concretizasse virou o jogo contra seus carrascos e libertou seu povo do jugo. Na verdade seu grande mérito foi mostrar aos seus compatriotas que não tinham nada a perder, pois tudo já lhe tinha sido tirado, principalmente sua dignidade.

Curioso é que sua estratégia consistia em não confrontar o inimigo em sua força física, mas moral. Para tanto se valia da desobediência, marchas pacíficas, boicotes e... jejum! Numa dessas marchas o governo ameaçou de prisão todo aquele que aderisse ao evento programado para ocorrer em determinada rodovia estratégica. Resultado: um sem número de indianos presos e as carvoarias pararam de produzir. Consequência: o primeiro ministro britânico chamou Gandhi para conversar e recuou nas prisões e determinadas discriminações. O resto da história você já conhece.

Tudo foi uma questão numérica e matemática; os britânicos poderiam sufocar um ou dois líderes, mas não poderiam conter a todos. Portanto, resulta daí, o nervosismo dos assediadores morais quando não conseguem isolar alguém que lhes opõem resistência, ainda mais disseminando entre os seus pares tal capacidade.

Longe de mim comparar-me a Mahatma Gandhi, sem com isso furtar-me de sua inspiração para cerrar os punhos de minha consciência contra o abuso e o arbítrio dos covardes que se escondem por trás de seus cargos. Gandhi sabia que seria preso ou açoitado se continuasse, e, era exatamente isso que esperava que ocorresse. Mas, ao invés do problema acabar, os tiranos ingleses testemunharam seu fortalecimento.

Na Índia colonizada pela coroa britânica, as leis discriminavam seus nativos e privilegiavam os invasores. O povo hindu se curvava aos lordes da rainha sem direito, aviltados em sua dignidade. Hoje, vemos isso acontecer de forma análoga em lugares que disseminam o terror e a perseguição e que, no entanto, lançam jornaizinhos com declarações falaciosas maquiando o que de fato acontece.

Nesses lugares, dizem que promoções são meritórias, mas o que se vê é exatamente o oposto. Declaram que seguem os princípios da democracia, mas nos bastidores armam contra aqueles que lhes são indigestos. Colocam jugos sobre uns, entretanto passam a mão na cabeça de outros; depois, manifestam palavras de ordem e moral dizendo que não se justifica o alívio destes em face do erro daqueles, pois, como acreditam estar acima do bem e do mal, acham-se isentos de se retratarem a quem quer que seja- afinal, dizem eles: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Não, o homenzinho franzino não se intimidou com a carranca dos tiranos e através de um choque de consciência mobilizou seu povo para enfrentar aquele jugo desigual demonstrando, assim, que a força moral, isto é, da consciência, quando iluminada pelos valores da liberdade são capazes de fazer frente ao mais ameaçador ditadorzinho.

Sim, Mahatma nos ensinou a resistir por um ideal maior e legítimo: nossa dignidade- que é algo inestimável.  Também sim, violadores dos princípios Constitucionais (encarnados pelo conjunto dos Direitos e Garantias Individuais e Coletivos) devem temer e odiar aqueles que os invocam, pois encontrarão ali o seu fracasso e vergonha. E, finalmente, não! Não à inércia e à sujeição aos desprezíveis carcinomas que confrontam os ideais democráticos que tanto desequilibram nossa sociedade.

Portanto, resista...não se incline aos vermes, pois eles não são nada mais que isso. Invoque os poderes Constitucionais para que através de sua supremacia oponha resistência às suas violações.

Viva o Espírito de Gandhi...!
Raniery






raniery.monteiro@gmail.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Efeito Retardado

Sempre me chamou a atenção o fato das pessoas, de modo geral, terem preguiça para pensar. Evidentemente que isso não é um fato, pois todos pensam. Deixe-me fazer a devida correção: geralmente não se gosta de raciocinar sobre os problemas, pois isso significa ter que sair da zona de conforto.

Giordano Bruno nasceu em 1548, em Noli (Itália), foi um dos grandes pensadores do seu tempo. Bruno apresentava uma visão filosófica do Universo diferente de todos os seus contemporâneos, contendo ideias que apenas vieram a ser retomadas no século XX.

Ele defendeu a ideia que as estrelas do céu são sóis, e isso antes dos telescópios serem inventados. Ia mais longe, afirmando mesmo no seu livro, Del Universo Infinito et Mondi, que em torno desses sóis haveria planetas como aqueles que giram à volta do Sol.

Bruno surge na época em que a Igreja define uma política oficial relativamente à Astronomia, pelo que tendo defendido as suas ideias revolucionárias até ao fim, morreu na fogueira, condenado por heresia pela Inquisição, a 17 de Fevereiro de 1600.

Atualmente até o Vaticano admite, por exemplo, a existência de vida extraterrestre. O diretor do observatório astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, afirmou que Deus pode ter criado seres inteligentes em outros planetas do mesmo jeito que criou o universo e os homens. Na opinião do astrônomo, pode haver seres semelhantes a nós ou até mais evoluídos em outros planetas, ainda que não haja provas da existência deles.

“É possível que existam. O universo é formado por 100 bilhões de galáxias, cada uma composta por 100 bilhões de estrelas, muitas delas ou quase todas poderiam ter planetas”, afirmou Funes.

Coisa louca aconteceu há uns dois dias nos corredores da empresa onde trabalho que ilustra bem a questão do apego a paradigmas obsoleto somado a questões histórico-culturais.

Fui entregar um requerimento e cruzei no caminho com um representante do sindicato e um empregado do DP. Como de praxe compartilhei sobre as irregularidades e arbitrariedades cometidas por lá. Em determinado momento o cidadão vira pra mim e diz: “nossa estou surpreso de que você ainda esteja aqui; pensei que já tinha pedido demissão...”; isso na maior naturalidade.

A partir daí começou a contar como fazia pra cansar os empregados indesejados para que pedissem demissão e foi nessa hora que vi e ouvi pela primeira vez o assédio moral se manifestar abertamente e sem escrúpulos.

O curioso é que pra ele é tudo muito tranquilo, certo, moral. Daí me pergunto em que ponto em lugares assim a cultura institucionaliza a violência em nome da disciplina. No entanto, é o mesmo lugar que encabeça uma série de privilégios imorais a outras pessoas. Tudo vai se embrenhando de tal maneira que a maioria das pessoas acaba entrando em um processo de narcose que as impele a não mais se indignar com aquilo.

Mas, há uma explicação que nos vem nos mais diversos jargões empregados por lá: “aos amigos, as benesses da lei; aos inimigos, seu rigor”. Porém, pense: esse jargão não contém um raciocínio perfeito, muito menos um pressuposto legítimo como deveria ser, pois a lei em sentido geral não permite que privilégios sejam dados a uns nem que o excesso do rigor seja deflagrado a outros. Não! Há uma distorção aqui que na verdade encobre uma justificativa furada.

Lei alguma estende poderes, na verdade os limita, então, nem uma coisa nem outra poderiam ser utilizadas para uso pessoal, pelo contrário fere o princípio da impessoalidade conexo ao da isonomia.

Outro jargão muito usado para dissuadir os indignados é o “um erro não justifica o outro”. Toda vez que apontei as mais diversas irregularidades que se praticam por lá me fora dito isso como se fosse um argumento em si. Não o é evidentemente, pois quer dizer que para um grupo de pessoas que cometem deliberadamente indisciplinas sem que nada seja feito para corrigir seus comportamentos haverá um rigor desproporcional para com outras que não poderão ser beneficiadas pela mesma condescendência.

Perceba então a conexão entre os dois jargões onde através deles se podem manipular atos de ma fé sob uma capa de legitimidade, haja vista, que tais pseudo argumentos contém uma forma de corretos, morais, legais etc.

Isso tudo me levou a conclusão de que em determinados locais a cultura interna impregna de tal forma as mentes com o que é distorcido a ponto de anular o que de fato é legítimo. E não só isso: os que pensam desta maneira acreditam serem os portadores da verdade universal, portanto qualquer um que os questionar deverá ser punido exemplarmente.

Veja por si que o apego a determinadas “verdades” causa historicamente enormes prejuízos a não ser para aqueles que resistem às mudanças em seus inúmeros motivos. No caso da igreja católica tinha a ver com o controle sobre tudo e a manutenção do status quo. Nas empresas onde tais culturas se enclausuram não é muito diferente. Seja como for chega o dia que até em lugares inflexíveis a força da mudança se imporá e a falsa verdade de ontem dará lugar a que é legítima num ciclo natural de evolução.

Então, terminarei aqui saudando o extraordinário Giordano Bruno que ousou morrer em nome da verdade que acreditava e que, mesmo humilhado e torturado, não se acovardou diante daqueles que sequer são mencionados na história. O seu nome será lembrado por muito tempo, já o daqueles...

Raniery

raniery.monteiro@gmail.com

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Profetas Da Maldição

Assim disse o Mestre aos seus discípulos acerca do fim dos dias: E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mateus 24:11-12

Não é preciso ser profeta para perceber que o ódio tem sido um dos elementos motivadores da humanidade. Recentemente por ocasião das eleições aqui no Brasil e diante da vitória da candidata e presidenta Dilma Roussef uma onda de manifestações de ódio contra os institutos democráticos, incluindo declarações xenofóbicas, foram deflagrados por reacionários e fundamentalistas frustrados com o resultado do pleito.

Numa empresa pública conhecida, situada aqui em Santos, está sendo disseminado com maior rigor um estado de medo e ameaça, num explícito confronto aos institutos democráticos, partindo daqueles que se ressentem das normas e regras jurídicas que lhes impõem limites, dentro do chamado poder diretivo negocial.

Tais elementos acreditam encabeçar a manifestação de poderes acima do bem e do mal e decretaram a perseguição de todo e qualquer um que esteja em seus caminhos. Desta forma, solicitam que processos administrativos sejam desencadeados, à revelia da lei, passando por cima de qualquer regramento cogente, como se fossem maiores que o próprio Estado.

Mas antes, para que se entenda a situação, se faz necessário situá-la, tentando descrever o que ocorre numa empresa pública o sob sequestro de verdadeiras hostes malignas que encontram na possessão de servidores sob sua incorporação, a disseminação de toda sorte de improbidades.

Tais legiões se agrupam e se aninham no controle da empresa para solapá-la tanto quanto puderem. Deflagram todo tipo de imoralidade administrativa, contaminando o meio laboral, beneficiando os que se sujeitam aos seus caprichos e perseguindo implacavelmente aqueles que não lhes são servis.

Nos primórdios da humanidade imperava sempre a lei do mais forte e, por intermédio da brutalidade, um indivíduo conseguia fazer o seu interesse prevalecer. Sendo este um modo desagregador da sociedade, com o passar do tempo, a razão foi assumindo o lugar da força bruta, surgindo a chamada autocomposição, onde o conflito é resolvido pela atividade das partes em litígio, por meio do consenso, da renúncia ao direito litigioso, e até da transação, onde ocorrem concessões recíprocas. Todavia, algumas vezes, esta autocomposição pode não ocorrer. Além disso, as desigualdades sociais, presentes desde as primeiras formas de organização social, podem levar à prevalência dos interesses dos mais poderosos.

Com a evolução social, chega-se a ideia de entregar a resolução deste conflito a um terceiro (buscava-se uma decisão imparcial), surgindo o que se chamou de arbitragem facultativa, que era exercida, num primeiro momento, pelos sacerdotes ou pelos anciãos de determinada localidade. De facultativa, através da intervenção por parte de um terceiro, se torna obrigatória, assumindo o Estado o papel de terceiro (uma vez que se compreende que aquele que decide o conflito deve ser mais forte que as partes), e caso sua decisão fosse acatada, seria imposta coercitivamente. Considera-se, então, o processo (instrumento da jurisdição) como o método mais eficiente para composição de litígios, sendo este o meio através do qual o Estado Moderno presta a função jurisdicional.

Outro dia, neste lugar, o sistema de monitoramento flagrou uma empregada que num sábado, foi até a empresa, apontou eletronicamente sua presença, e depois, foi embora, voltando somente para dar a saída ganhando aquele dia, sob as custas do dinheiro público.

Há o já, e, velho conhecido caso, da amante de um chefe de serviço que ascendeu na carreira sob o enlace amoroso. Zelosa que é com o seu romance utiliza-se da viatura da empresa para, em pleno horário de serviço, fazer compras em um hortifrutigranjeiro distante de seu local de trabalho, sob a justificativa de fazer deliciosas refeições para o seu amado e influente consorte.

Isso acontece em praticamente todos os setores onde, por exemplo, uma garota compareceu de shortinho da moda e uma leve blusinha que cobriam o minúsculo bikini, naquele dia ensolarado, ou do senhor de meia idade que, indignado porque interrompeu uma degustação de vinhos de excepcional qualidade, foram interrompidos em seu entretenimento por ocasião do apontamento de sua presença na empresa, mas que no entanto, ao fim do seu período de horário, compareceram para a gravação biométrica de suas digitais formalizando assim sua presença para os devidos fins de apontamento e aferimento de proventos. Vale ressaltar o engajamento dos dois em protestos contra a bandalheira na política e contra os comunistas que querem transformar o Brasil em Cuba.

Tudo o que foi relatado acima é de conhecimento de todas as chefias da empresa, inclusive de quem, por força de regime disciplinar instituído, deve, obrigatoriamente, fiscalizar e seguir determinados procedimentos em caso da observância de tais irregularidades, mas que, no entanto, faz vistas grossas.

São esse mesmos agentes demagogos (os que fazem vistas grossas) que declararam uma cruzada moralizante contra servidores “desidiosos”- que os estão incomodando- e para isso, determinaram tolerância extremamente abaixo de zero. Sim, porque quando se utiliza de artifícios e ardis ilegais, mentiras, fraudes, ou quando se forjam processos administrativos, ou os dados (provas), ou, pior, quando se recusa documentos legítimos desqualificando-os para consubstanciar aparência de indisciplina, não é esse o nome que se dá? Demagogo e falso moralista?

Ocorre que nossa Constituição prestigia a prevalência dos Direitos Humanos tendo na Dignidade da Pessoa Humana seu valor supremo/ fundante traduzindo ordenamentos que auto-tutelem os Direitos Fundamentais que são oponíveis às relações privadas que estabelecem desigualdade entre as partes, portanto exigindo-se um mínimo ético que se traduz no respeito à dignidade da pessoa humana e aos direitos fundamentais.

A Dignidade da Pessoa Humana exerce função hermenêutica, ou seja, de interpretação que se irradia para todo o sistema jurídico estabelecendo parâmetros de valoração que levarão à devida compreensão das normas constitucionais para o exercício do poder diretivo que deve ser traduzido no respeito à dignidade do empregado.

Tipificada na norma consolidada, a prática de conduta indisciplinada do empregado, é permitida, no âmbito das relações de trabalho, a aplicação de penalidades de advertência, de suspensão inferior a trinta dias ou de demissão do trabalhador por justa causa, quando devidamente constatada e comprovada, dentro de prazo razoável, por conta de não incidir no chamado perdão tácito - inequívoco ânimo de não mais se utilizar do eventual direito potestativo, ou seja, atendendo ao princípio primordial da imediatidade que é para aplicação de qualquer pena ao empregado, não se restringindo apenas aos casos elencados no artigo 482 da CLT. Não são admitidas as penalidades que atentem contra a dignidade do ser humano vide assédio moral

Na aplicação da pena, o empregador deve observar a sua proporcionalidade, moderação, adequação, de acordo com a gravidade da conduta. Saliente-se que o exercício da livre iniciativa do empregador encontra limites no valor social do trabalho e a propriedade somente é protegida caso atenda à sua função social.

Portanto, resta claro que o direito da livre iniciativa em seu poder potestativo não deve se furtar atender sua função social e tratar indignamente aqueles que lhes vende sua mão de obra, por conta de se deflagrar processos perversos e destrutivos em nome da disciplina


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Covardes Atacam II

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:23

Quem acompanha este Blog conhece minha história e o início do processo de assédio moral pelo qual passo a quase uma década. Como recordar é viver não custa nada destacar que tudo começou com um grupo de covardes que me atacaram por meio de uma rede social sem me dar chande de defesa ou resposta.

Pois, é! Quase dez anos após aquele infeliz episódio e algumas relações reatadas, outros mau entendidos esclarecidos alguns personagens, no entanto, demonstram que não mudam por uma questão de caráter (ou mau caráter) e continuam a estimular colegas de trabalho a digladiarem - se por meio de covardes ataques em redes sociais onde sua versão não será contada e será execrado sem dó nem piedade.

Seria óbvio crer que eu não concordaria jamais com tais atos independentemente se o colega possui ou não razão pelo simples fato de não poder expô-la. Repudio qualquer ameaça, tentativa de isolamento, indução de represália de qualquer tipo, ainda mais, sem chance de se defender, pois isso, não é postura de quem é digno, mas é típico de quem ataca por trás porque teme fazê-lo olhos nos olhos, de quem sabe que o que faz é passível de sanção jurídica e que acredita se esconder em páginas exclusivas de grupos que se manifestam como quadrilhas. Aliás, como algo que está na rede mundial pode ser restrito? Quem é tapado o suficiente para acreditar nisso.....

Sob o pretexto de suposto rigor moralista (daqueles dos fariseus só pode ser) apedrejam sem olhar para si. Dentro de nós germina o potencial para cometer qualquer tipo de conduta réproba, e, isso, não somente explicado pela religião como também por ciências como o Direito, a Psicologia, etc. Portanto, tais ataques escondem na verdade projeções daqueles que atiram pedras e que se forem confrontados diante de sua próprias consciências não resistiriam e do mais hostil em diante todos largariam suas pedras e envergonhados voltariam ao seu mundinho medíocre.

De fato, tal episódio só serve para desviar o foco dos verdadeiros problemas que encontramos e que nos prejudica como tratamento discriminatório, improbidade, sucateamento, manipulação entre tantos que sabemos existir e que se pra alguns não importa não significa que não são graves.

Portanto reitero aqui o meu protesto e repúdio e desafio tais covardes a formalizar cada palavra, cada ameaça, em documento. Se não forem capazes disso significa que o que vocês estão fazendo não encontra respaldo em lugar nenhum, quer moral, quer legal, então, vocês são muito piores do que aquele a quem atacam.

Está claro a ignorância de vocês...leiam: O Assédio Moral no Ambiente de Trabalho por Meio das Redes Sociais
Hoje, quem é que se esconde...? 
Raniery

raniery.monteiro@gmail.com

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Amor do Assediador

Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem;... Mateus 15.19-20

Quando criança lembro-me de assistir na tv um desenho engraçado que somente agora eu entenderia os conceitos por trás dele que são, de fato, interessantes.

O Sombra ("Spy Shadow"- 1967), conta a história de Richard Vance, um espião internacional que teve uma formação mística com um monge tibetano, onde aprendeu o "Poder da Concentração", permitindo-lhe libertar o seu interior na forma de sua própria sombra, com uma consciência independente e sob o seu controle. A sua sombra pode mover-se através das fissuras mais ínfimas, incapaz de ser ferida por qualquer tipo de agressão física e com o poder de tocar os objetos que deseja. Sua única deficiência, naturalmente, é a de não poder combater na escuridão. Fonte: http://tvuol.uol.com.br/

Viver é uma experiência excitante. É o desafio de cada um e nós, e, nisso, todos temos algo em comum. Não significa dizer que é tarefa fácil ou que para alguns não seja uma cruz. Basta uma olhada no estado em que o mundo se encontra para constatar que as coisas não andam lá, essas coisas! 

No entanto, à medida que os anos chegam as experiências se acumulam, nos é dado a oportunidade de aprender com elas. Chamamos isso de amadurecimento. Eu particularmente tenho minhas dúvidas quanto a universalização disso em relação a todos nós, isto é, se todas as pessoas, de fato, amadurecem.

Por outro lado, quem poderia esclarecer tal assunto com maior propriedade seriam os especialistas, e, nada melhor que um estudioso do assunto pra poder apontar a índices de precisão, questões complexas como as dos comportamentos humanos. Foi quando nesses dias, assistindo a uma série antiga de TV que um dos personagens se referiu a outro como Ahab do conto Moby Dick, numa alusão à sua obstinação e seus demônios pessoais e, algo ficou martelando em minha mente; logicamente fui pesquisar e acabei me deparando com inúmeros ensaios filosóficos sobre a obra chegando à conceituação da Sombra dentro da psicanálise junguiana.

Aquele insight foi extremamente positivo no que diz respeito aos conceitos abordados que tem a ver com aquilo em nós que não gostamos que os outros identifiquem. Sim, nossas paixões, vícios, defeitos, etc. No entanto, socialmente, só apresentamos ou representamos o nosso melhor; não é assim nas selfies da vida, nos perfis das redes sociais, diante de amigos e de parentes?

Gostamos de pensar que somos bons e que maus são os outros. É o anjo e o demônio; O bem e o mau; a luz e as trevas... Mas, na existência ocorre que há inúmeros tons de cinza e não somente o preto no branco. 

Segundo os psicanalistas há uma grande probabilidade que ocorra um efeito de projeção nos casos de assédio moral onde o agressor afetado por uma característica positiva do assediado suscite em sua Sombra o lado bom que já teve ou até mesmo ainda o tem sob conflito. Por outro lado, o assediado pode inconscientemente, estar estimulando isso por meio de atos, comportamentos ou palavras.

Tenho um amigo no trabalho, ao qual nutro muita admiração e respeito e que sempre conversa comigo a respeito de algo análogo, sob o ponto de vista da doutrina espírita. Obviamente ele utiliza outros termos e palavras, mas que na essência, apontam para um mesmo procedimento. Como venho pensando nisso a algum tempo, através de uma introspecções, tento encontrar elementos que corroborem com as teorias, ao mesmo tempo em que me propondo algumas mudanças como consequência.

Veja, nada justifica as agressões desencadeadas pelo assédio moral, sobretudo, sob o ponto de vista jurídico que ignora aspectos de transtornos comportamentais, no entanto, e diante de toda a problemática e desgaste envolvidos, se você puder neutralizar a energia negativa oriunda desta dinâmica, que resolva determinados aspectos, acredito que seja de extrema valia e alivio, fora o fato de apontar a boa vontade em superar a questão.

Perceba, então, que se houver algo no assediado que dispare a necessidade de agressão do assediador provocada inconscientemente por aquele e que seja trabalhada a ponto de dissuadir este, penso que é isso o que deva ser feito e, ademais, melhorará sua própria capacidade de assimilar a maturidade. Com isso não quero dizer que o agressor cessará seus ataques, mas que ele não encontrará mais o motivo que impulsiona sua sombra ou que o faça se sentir ameaçado pelo assediado.

De fato, tal projeção aponta para outro um outro lado do agressor que nem nos mais insanos sonhos o assediado acreditaria possuir: a admiração, a fixação, e... o amor que o agressor nutre pelo agredido. Imagino que você esteja espantado com tal afirmação e confesso que me sinto estranho com isso também, mas me lembro de algumas postagens atrás de até brincar com a situação, que é mesmo inusitada. 

Porém, abra sua mente, e use a razão para concordar que faz todo sentido tudo isso quando se dá conta de que eles não largam do teu pé e vivem querendo chamar sua atenção seja como for.  Sua inadequação interna aponta para sentimentos de rejeição que não foram resolvidos na infância e que se tornaram um ciclo vicioso. Porque fora rejeitado, ataca e rejeita e é rejeitado reiniciando o sistema. 

Portanto, você não é odiado por algo ruim, mas é odiado porque o agressor ama algo de bom em você que a muito tempo se perdeu dentro dele e que não foi resolvido.

“E evidente que o mal não pode viver por si mesmo; ele só pode existir quando existe algo bom de que ele possa se alimentar.” Jung

Louco, né? Mas, é isso mesmo! Pense em tudo o que eles se dispõem a fazer e que envolve você. Pense por um momento por que gastariam tanta energia e disposição para ficar em seu encalço, não fosse o fato de...te amarem. ARG!!!!

“O ódio tem muito em comum com o amor, principalmente com aquele aspecto autotranscendente do amor, a fixação sobre os outros, a dependência deles e, na verdade, a entrega de uma parte da própria identidade a eles... Aquele que odeia anseia pelo objeto do seu ódio...“ Václav Havei

Eu costumo dizer que tudo é energia, e se houver algo que se possa fazer pra neutralizar esta que é extremamente negativa, que se faça. Evidentemente que não se deve concluir que o assediador é um coitadinho que mereça sua compaixão, pois isso será um grave erro que o estimulará a te atacar sem que haja defesas. 

Na verdade o que quis foi suscitar uma reflexão ou auto reflexão sobre nossa própria natureza e sobre os conceitos de bem e de mal que nos deparamos em sociedade, onde acredito, nada seja absoluto, mas relativo. 

Portanto, haverá algo de bom no assediador, ainda que sob profundidades, e algo de negativo no assediado ainda que não perceba sendo preciso uma boa dose de humildade e vontade de mudar para seguir a vida e suas incomensuráveis experiências.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A Moral do Ilegal

Meu país é mesmo um caso à parte. Temos belezas naturais magníficas ao mesmo tempo em que convivemos com contrastes absurdos. Historicamente somos um povo acostumado e resignado ao abuso e arbítrio dos governantes que acreditam estar acima do bem e do mal.

Coronelismo é o termo usado para designar uma política onde a elite parasita deste país sempre comanda os rumos e destinos sócio econômicos, sujeitando a grande massa aos seus caprichos, pra atender os seus interesses.

Desde o Brasil colônia a administração pública convive com os desmandos dos poderosos que entendem ser os detentores do que é público. Isto, por sua vez, impede que os serviços estatais cheguem a quem de direito.

Segundo a ONU, se desvia cerca de R$100.000.000.000,00 nessa modalidade de improbidade, no país. De fato, por onde olhamos o caos e o abandono do Estado é patente em relação aos seus serviços. Seja na saúde, segurança pública, educação ou em empresas públicas que se tornaram ninhos de bandidos de colarinho branco.

No entanto, o mais surpreendente, quando se convive com estes criminosos, não é o seu comportamento transgressor e, sim, sua intensa determinação em cobrar a disciplina daqueles que administram. É como se uma coisa muito imunda quisesse ensinar uma outra, apenas suja, ou mesmo apenas empoeirada, como se limpar. Ora, o porco chafurda na lama- essa é a sua natureza! Não pode ele ser exemplo de limpeza pra ninguém.

É assim que na democrática república brasileira os coronés do século XXI comandam com suas botinas sujas a coisa pública. Curioso, é que, quando se lê em seus manuais de disciplina, as menções a valores, aos princípios ou às missões chega-se mesmo a dar a impressão de que se pratica aquilo tudo por lá, quando, no entanto, na prática, o que se constata é uma distância abismal e oposta a esses elementos.
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De fato, os posseiros da administração pública adoram o formal, o aparente, o que está no papel, afinal de contas, isso nada mais é que o retrato fiel de quem são e de como agem. Por outro lado, ficam furiosos quando se expõem seu caráter e desencadeiam perseguições implacáveis às custas do dinheiro público.

Torna-se até repetitivo o assunto já que sempre agem de acordo com este modelo de conduta, ancorados na certeza da impunidade e se garantem nos chamados costas-quentes, que são aqueles que os apoiam e fazem vistas grossas aos seus atos- por conta de suas relações ilícitas.

Em lugares assim, se não se tem um "contato" haverá uma tendência a uma "disciplina" mais incisiva, rigorosa, dura, enquanto que o apadrinhado, a namorada/ amante, o filho (a) gozará da conivência; o que fere qualquer princípio destas mesmas administrações. Eu chamo isso de Princípio da Arrogância. Mas, na verdade é a boa e velha hipocrisia alimentada por egos desequilibrados.

Perceba que os discursos são incisivos: "é preciso a qualquer custo punir os questionadores...", pois são elementos perigosos que contaminam o grupo que, por sua vez, necessita ser controlado com rédeas curtas. Até porque, se assim não for, pode-se por em risco todo o "esquema" montado pra enriquecer ilicitamente a poucos. Imagine o grupo se opondo e resistindo aos desmandos e improbidades, o que não acarretaria? E ademais, não se pode dividir o bolo com todos...

São este tipos de seres que bloqueiam e causam atrasos no processo democrático, pois tendem a inibir aqueles que pretendam torná-lo efetivo ao executar suas funções. Sua moral é suja, ou, imoral, e seus discursos são vazios e dissimulados, pois é no conluio e pelo ardil que planejam suas tramóias. 

E a disciplina, a norma, as regras que tanto se empenham em que se façam cumprir? Somente servem pra atender aos seus interesses e mais nada. As utilizam como meio de controle pessoal e não atendendo ao interesse público. Sua única estratégia é se impor pelo terror e pela emboscada, pois sua covardia não lhes permite encarar de frente aqueles que estão em seu caminho.

Então, se conclui que a tarefa é árdua e o desafio é imenso em se tratando de combater um mal arraigado como câncer que devora o corpo, no entanto, é o que deve ser feito, pois nunca na história humana se conquistou algum direito sem luta. E com o assédio moral não é diferente, pois é uma questão a ser tratada como uma verdadeira guerra.
Raniery

raniery.monteiro@gmail.com