terça-feira, 24 de setembro de 2013

Turno Que Interrompe

Nosso organismo é uma usina viva de processamentos físico/ químicos. É uma máquina biológica impressionante. Nosso cérebro, um supercomputador, no entanto, qualquer forma de uso inadequado ou violação contra as leis da evolução o desregula e sofremos, evidentemente, as consequências.

Eu que o diga, pois estou com um familiar nestas condições e não está sendo nada fácil lidar com isso.

Numa discussão familiar fora levantado alguns aspectos de meu comportamento que eu não tinha percebido até, então. Numa dessas sincronicidades da vida o assunto vem sendo objeto de acalorados debates pelo grupo de pessoas de meu trabalho. Nosso horário de trabalho atualmente é o de escala de turno ininterrupto.

E onde está a coincidência com a outra discussão? Simples: os chamados fatores psicossociais. O nome é complicado, mas os efeitos são bem piores. Tais fatores dizem respeito a como o contexto laboral influencia nos vários aspectos da vida do trabalhador, de sua saúde a sua vida social podendo, como no nosso caso, ter outros tantos impactos, inclusive psicológicos.

Foi quando descobri que o turno desregulava meu relógio biológico programado a milhões de anos para me fazer funcionar de um jeito e por conta do trabalho o forcei de outro. Meu organismo, então, reagiu. Mas, eu até hoje não tinha me dado conta disso.

Entre outras coisas, o turno altera condições hormonais, cardíacas, de concentração, memória, motora, etc. Interfere nas relações sociais já que a maioria trabalha em horários administrativos com uma rotina definida privilegiando, por exemplo, os fins de semana onde nós estamos seguindo a escala. Esse isolamento social, por si só,  já pode ser apontado como um fator estressante.

Resumindo, as seis horas do meu trabalho cobra um preço muito mais caro em termos de desgaste que as oito, comuns aqui no Brasil, da maioria dos trabalhadores.

No caso da discussão do grupo de colegas do meu trabalho, tudo gira em torno de beneficiar os interesses e problemas de um outro grupo menor em detrimento e, por consequência, piora de nossas condições de horário de trabalho, pois todo e qualquer benefício teria como escopo minimizar os impactos que o turno nos causa. Não é o caso, já que foi deixado claro que a demanda atenderia a uma necessidade de falta de pessoal, ou seja, a um interesse da empresa e não da saúde do trabalhador.

Fiquei pensando, se seis horas já causam um estrago danado, doze, então, como querem o que não fará? Os partidários de tal horário alegam que ficarei menos tempo no ambiente de trabalho fazendo uma menção aos intervalos interjornadas. Só não explicam que ele será usado para recuperar o corpo para a próxima jornada e que se isso não ocorrer voltasse mais cansado e desgastado que antes. Eu, particularmente desconheço quem consiga ficar somente descansando em casa de forma eficiente nesses intervalos, portanto, fica óbvio, que, em termos de benefício real, a mudança prejudica e só beneficia ao intesse de poucos, que diga-se não estão minimamente preocupados conosco.

Portanto, de uma discussão familiar acabei descobrindo o que de fato meu horário de trabalho repercute em mim e pude chegar a algumas conclusões sobre as propostas que virão para alterar esse horário que, se de fato, forem as que estão sendo apresentadas não me atendem em nada e não são do meu interesse.
Raniery



raniery.monteiro@gmail.com
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Assédio Moral Fede!


Se você já pensou ou disse: que assediador de merda! - em algum momento quando estava sendo importunado por um, não imaginaria que por trás deles ( os cocôs) existe toda uma ciência e, pasme, podem ser tão úteis a ponto de gerar energia.

Cientistas criam bateria aproveitando energia que vem do cocô

Cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, criaram um jeito de usar bactérias presentes no cocô para produzir energia elétrica enquanto digerem matéria orgânica.  O segredo são as bactérias filamentosas “exo eletrogênicas”, que vivem em ambientes sem oxigênio, usam matéria orgânica em decomposição como alimento e liberam o excesso elétrons durante a digestão. Esses micróbios fazem nano fios de eletricidade naturalmente. Os cientistas desenvolveram, então, uma técnica para ”caçar” esses elétrons usando filamentos de carbono e óxido de prata, resultando em uma bateria.


A ideia é, no futuro, usar essa tecnologia nova para limpar sistemas de esgoto e lugares onde matéria orgânica é muito concentrada e não há oxigênio, como lagos e zonas costeiras muito poluídos. Cui e Criddle afirmam que essa bateria pode extrair até 30% do potencial energético do esgoto e que pode ser usada para alimentar os sistemas de tratamento dele.


Estudar as fezes não é coisa de maluco. 



Pode servir para entender melhor a nossa saúde, a nossa mente e até mesmo o passado de toda a humanidade. Leve o seu dispositivo para o banheiro e seja bem-vindo ao mundo da coprologia, a ciência que estuda o conteúdo da sua privada.



Pequeno manual do cocô



Uma peça saudável é marrom graças à estercobilina, um pigmento escuro formado na digestão da bile - aquele fluido produzido pelo fígado que facilita a ação das enzimas que digerem as gorduras. Alterações na cor podem vir da ingestão de certos alimentos ou corantes, mas também podem indicar doenças. 

Arqueologia fecal

O cocô não revela informações apenas sobre quem somos hoje. Coprólitos, fezes fossilizadas, dizem muito sobre a vida dos homens do passado - de hábitos alimentares a doenças. E, por causa disso, são considerados um tesouro para arqueólogos. Foi graças à análise de coprólitos humanos encontrados no Oregon, nos EUA, que Willerslev fez uma descoberta importante: o homem chegou à América mil anos antes do que se imaginava. Até pouco tempo, a teoria mais aceita era a de que uma leva de migrantes saiu da Ásia, cruzou o Estreito de Bering e chegou ao Alasca há cerca de 13 mil. A partir daí, eles teriam se espalhado pelo continente. Mas a análise dos coprólitos comprovou que o material tem mais de 14 mil anos de idade - mil a mais do que as pontas de lanças mais antigas encontradas. O estudo do DNA mitocondrial das fezes fossilizadas também revelou que eles pertencem a pessoas de um genoma vindo de outra parte da Ásia, que poderiam ser os antecessores da população indígena americana atual.

Terapia de privada

A crença de que o intestino preso pode interferir na personalidade vem da Idade Média (e se propagou depois. É só pensar em alguém "enfezado" = cheio de fezes). Mas a ciência comprovou agora que existe, sim, uma relação direta entre o nosso estado psicológico e o funcionamento intestinal. Um estudo feito na University College Cork, na Irlanda, mostrou que bactérias intestinais benéficas - os famosos lactobacilos vivos - podem influênciar o nível de estresse em ratos.  Só falta saber se isso também funciona com humanos. Outros trabalhos já mostraram que probióticos podem melhorar a saúde mental de pessoas com síndrome da fadiga crônica - além de melhorar a memória em humanos saudáveis. 
Fonte: Superinteressante

Pois, é! Que merda toda é essa, hein? Acho que nesse ponto, você que acompanha o Blog já deve até saber o que eu devo estar pensando. Preciso refinar minha técnica de redação para me tornar menos previsível, não é?

Me perdoe, mas não tive como não fazer a comparação, ou melhor, estabelecer as diferenças,  já que o cocô ainda pode ser útil de alguma forma. A única coisa em comum entre o assediador e o coliforme é que ambos fedem e se desenvolvem entre os dejetos e as bactérias e vão para o mesmo lugar,ou, para alguns ,saem do mesmo lugar.

A natureza é mesmo muito interessante e surpreendente, pois acaba mudando até nosso ponto de vista depois que a conhecemos de fato. E o que dizer de gente que só veio ao mundo pra exalar um cheiro fétido de seu caráter e condutas que adoecem o meio onde se proliferam e afetam negativamente as pessoas?

São tão réprobos que nos fazem aludir suas vidas às de fezes de tão desprezíveis que são. Mas, se pelo exposto alguém imaginar que ficariam constrangidos está muito enganado, pois suas consciências à muito apodrecidas não permite que isso ocorra.

Assediar moralmente é só uma face de um complexo de características antissociais que os perversos possuem. É na podridão de sua vida que se dissemina toda sorte de contaminações. Não podemos esquecer que onde há cheiro de bosta também terá todo tipo de inseto que as enxerga como refeição favorita e se lambuzam inteiramente.

Da mesma forma que os cientistas que encontraram uma finalidade para as fezes há partidários que argumentam do valor dos mau caráter pretendendo obter algum benefício deste tipo de energia repulsiva. Como as moscas que infestam os coprólitos os aduladores estarão oportunamente ao redor dos assediadores para se oferecer de intermediários entre sua sujeira e o grupo.

Pousando sobre suas sujas intenções levarão em suas patinhas imundas a contaminação no bater de suas asas para que a imundície prolifere suas ideias doentias.

Pode atê ser útil que os cientistas aproveitem uma forma se extrair benefício energético do cocô, mas pra mim o melhor lugar dele é privada abaixo, afinal, a não ser que se seja muito nojento, desconheço alguém que goste de se revolver na merda.



Pensando bem, se o corpo expele é porque não deve ficar dentro dele, não é mesmo?

Raniery


raniery.monteiro@gmail.com
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Tudo Tem Um Motivo


Você já parou para se perguntar qual a origem das sociedades? O que justifica sua existência? O que determina quem faz parte de um povo, nação ou Estado?

Acredito que é óbvio a importância que o sentido de pertencimento representa para cada pessoa dentro de um grupo social, afinal somos todos interdependentes.

A organização do Estado e ainda mais os atuais modelos dos chamados Estados Democráticos de Direito se estruturam para aglutinar um povo em forma de nação fortalecendo os princípios elementares de identidade, valor e organização reiterada.

Isso significa que a organização fortalece a sociedade, seja em nível que for, pois é um elemento caracterizador das civilizações. Essa ordem é importante para que todos possam ter oportunidades iguais de desenvolvimento social. Então, é salutar que toda a estrutura seja fortalecida, ou seja, seus elementos essenciais e norteadores se cumpram.

Com a formação das constituições, o poder absoluto dos monarcas fora rompido e o Estado encontrou limites ao seu poder. Desta forma e, consequentemente, os direitos fundamentais passaram a ser garantidos contra o abuso e o arbítrio.

Com direitos mínimos e básicos protegidos basta ser humano para usufruí-los. Mas, a realidade prova que não é tão simples assim e,  é preciso lutar para que o que está formalizado, se materialize.

Por todos os lados vemos que tais direitos fundamentais são violados e constrangidos e, então, invocamos o próprio poder do Estado na figura de sua justiça para que diga, se de fato, fomos ou não lesionados e que repercussão se faz necessária para as devidas correições. Este, pelo menos é o desafio de democracias jovens como a brasileira. 

Eu sou empregado público desde 2005 e, de lá pra cá, conheci uma nova e perversa realidade, que é a dos violadores dos direitos democráticos. A cada dia que passa fico mais indignado e encontro neste blog um meio de dividir e, por consequência, alertar as pessoas para o que ocorre por aqui, e desta maneira possam, em situação análoga, aproveitar alguma lição que os proteja.

De modo algum evoco a posição de dono da verdade, mas de emissor de opinião e de cidadão. Não sendo autoridade e especialista, mas vítima, passo então, a visão deste angulo, evidentemente.

Conversando com um colega, expus minha estratégia na divulgação dos abusos cometidos por assediadores morais, como uma forma de disseminar a informação e chamar a atenção para que se pense sobre o tema. 

Com a proliferação do conhecimento se buscará a defesa de direitos que forçará em algum momento os agressores a se ajustarem.  Por outro lado, não tem como conhecer seus direitos sem ser confrontado pelos limites de seus deveres que não deixa de ser uma forma de estar protegido também.

Sabe- se que o assédio moral é eminentemente de natureza psicológica - daí, se dizer ser um dano. Lesão esta, que fere os direitos e garantias fundamentais, entre eles, o da dignidade da pessoa humana, que é princípio basilar de nossa Constituição.

Como disse, o assédio moral possui uma natureza psicológica, ainda mais, partindo dos agressores que com suas condutas antissociais desafiam quaisquer normas sociais, sejam jurídicas, ou ético/ morais.

Nesta semana pude acompanhar um pouco de longe, por conta de problemas familiares, a extensão da falta de escrúpulos dessas pessoas. A empresa vem promovendo algumas mudanças de caráter obrigatório, ao mesmo tempo, de forma conveniente, algumas pessoas estão pretendendo se beneficiar às custas dos trabalhadores.

Já em outras portagens eu comentava da necessidade que os principais agressores possuem de ter lacaios que façam seu trabalho sujo, ou melhor, sujem as mãos por eles.

Via de regra, são pessoas que pelo troco de alguma vantagem pretendida disseminam as ideologias dos seus senhores. Eles passam a ser intermediários  entre o grupo e os manipuladores. A coisa é tão sórdida que eles sequer se constrangem de manifestar suas opiniões ao grupo, ainda que desmascarados.

No passado, o processo era mais simples, mas pude acompanhar que apesar de ainda obterem certo sucesso em obscurecer o entendimento das pessoas, aos poucos, suas intenções vão sendo detectadas e o grupo manifesta sua rejeição.

Seja como for, a sensação é a de matar um leão por dia,  pois o insidioso não se cansa de tentar levar vantagem sobre os outros. Eles são os desconstrutores daqueles princípios e pressupostos que sustentam as sociedades. 

Quando discutímos entre nós como se dão esses abusos e arbítrios, o resultado não é alguma avaliação concreta, mas a perplexidade de não entender a dimensão da cara de pau dessas pessoas.  Eu brinco com os colegas dizendo que vivemos em um mundo paralelo e bizarro onde a lógica é inversa e o absurdo, a regra.

Por isso, caso se queira ter os direitos efetivamente materializados devemos resistir a toda forma de violação dos mesmos,  pois somente assim poderemos conquistar um mundo mais próximo do ideal de justiça. Raniery


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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

De Olho Na Raposa

Quando determinado lugar que deveria ser protegido contra salteadores, tem, como vigia, justamente aquele que assalta, dizemos que colocaram a raposa para tomar conta do galinheiro, numa alusão ao absurdo que a situação representa.

Mas, isso é mais comum do que imaginamos, ainda mais em lugares cujos valores e princípios foram distorcidos para atender o interesse e o benefício de inescrupulosos.

Sendo assim, não é de se admirar que pessoas com tal índole sintam-se à vontade para transitar com total liberdade em lugares que os apóiam. Digo isso, porque é o que acontece onde trabalho- o que explica, entre outras coisas, o comportamento assediador de gestores (?) locais.

Eu me pergunto se as pessoas em geral aceitariam, por exemplo, que conhecido esquartejador fosse o seu cirurgião; se o pedófilo da paróquia, a babá de seu filho; se o estrupador em série, segurança de sua filha adolescente, mas o entanto, permitimos que este tipo de gente, cuja natureza é conhecida, seja nosso representante político, sindical, de associação etc.

Pense por um momento: tem cabimento confiar em uma pessoa de má índole e desonesta, cujo histórico a desabona? Como seria possível, por exemplo, um ladrão contumaz estar falando a verdade sem estar pensando em levar vantagem sobre você? 

Assim como água não se mistura em óleo, seria possível que pessoas de natureza e valores diferentes se associarem, sem que uma delas levasse prejuízo de forma previsível?

Pois, é! Dia desses fiquei me indagando sobre determinada pessoa que tomou a iniciativa de defender interesses de grupos que pretendem impor uma situação que influenciará a vida das pessoas. 

Como ele foi convocado para ser a ponte entre os interessados e os possíveis lesados. Usou uma estratégia surrada, mas eficiente para induzir as pessoas em erro: primeiro fez uma colocação como sendo a única solução para o caso, dizendo que os interessados não tinham o que fazer por estarem sendo obrigados- o que não é verdade; segundo, ele mudou a essência do problema,  que de redução passou a ser de extinção. Ex.: redução de horas extras, não é o mesmo que extinção delas; terceiro- colocou a responsabilidade sobre quem não a detém eximindo os verdadeiros responsáveis e, quarto, deixou no ar uma ameaça velada caso não se aceite o que os interessados propuserem.

Fato é que, mérito à parte, bastaria somente focar a atenção na fonte emissora da mensagem para concluir que há uma intenção por trás, já que ele é bem conhecido de todos, dado suas práticas réprobas, a ponto de seu nome ser somado ao adjetivo imundície, que é o esteriótipo que ganhou entre o grupo. 

Ora, uma pessoa completa pode mentir, enganar, trapacear ocasionalmente, mas sua consciência pesará e corrigirá suas atitudes, mas um ladrão contumaz, ou seja, alguém sem consciência, por exemplo, que é um mentiroso por tabela, não se emendará. Como é que se pode acreditar na honestidade de uma pessoa mau caráter dessas? Me admira como poderia sequer me representar. Logo, já se sabe qual o final deste filme.

Isso tudo só faz sentido quando se sabe que o galinheiro, a muito, foi tomado pelas raposas que controlam todo o seu perímetro e lesam os donos das galinhas que aceitam passivamente que tal situação ocorra, amargando constantemente os prejuízos.

A raposa pode até ser esperta, mas isso não significa que tenha que nos enganar. Aliás, sua lábia é um de seus pontos fortes, porém, só dá ouvidos a ela quem quer. Seu alvo principal sãos os desavisados, evidentemente.

A única coisa que ela esquece, é que pode se deparar com um cão pastor que denuncie suas intenções latindo e lhe dando visibilidade. 

Eu, particularmente, não caio no papo desta raposa sórdida, mas não posso impedir que os demais o façam, pois isso é com cada um.
Raniery
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Medo Que Motiva

Penso que a manipulação e o medo são forças interdependentes. Uma se alimenta da outra para sobreviver. Só manipulo explorando teu medo e você só o permite porque se submete a ele.

Seja como for, fato é, que este tipo de relação é tão antiga quanto o próprio homem. Na antigüidade o que não entendíamos atribuíamos aos deuses certa explicação e o sacerdote era seu oráculo. Este controlava o povo com ameaças se não acatassem suas ordens ainda que absurdas ou loucas.

Dezenas de milhares de anos se passaram e nada mudou. Continuamos a agir como se fossemos gado e nos submeter ao terrorismo de pequenos grupos que exploram nossa ansiedade.

Recentemente numa postagem de um colega na rede social ironizando as ações manipulativas da empresa deflagrou-se acalorada discussão com ataques aqui e ali em função das opiniões divergentes. 

Ora, discordar é saudável numa democracia, mas os manipuladores de plantão também deram suas caras e opinaram, não para participar, mas para deixar mensagem clara de que estavam prestando atenção em tudo para poder levar aos seus padrinhos o que o grupo pensa.

Evidentemente traçarão uma estratégia para atingir seus objetivos alinhados às intenções daqueles que pretenderão levar vantagens sobre os trabalhadores de nosso setor.

O engraçado disso tudo é que logo saíram responsabilizando os trabalhadores pelas decisões que foram "obrigados" a tomar. Colocaram em nossas mãos a decisão que se negada terá repercussões, pois estão de mãos atadas. 

O interessante desta tática é de nunca se responsabilizarem por nada que ocorre, mas transferir, ora aos órgãos fiscalizadores, ora aos empregados como se estes fossem responsáveis pelos lucros e riscos do negócio. Na hora dos ganhos o proletário não pode ganhar, mas na hora do prejuízo, ele que arque. Isso, não é novo nem original.

O empregado desavisado toma pra si a missão inglória de salvar a empresa e a categoria, pois ele é corporativista e um romântico inveterado que carregará nas costas o desafio de proteger seu ganha pão. Uma vez implantada esta mensagem em seu cérebro o programa se encarregará de produzir ações e atitudes correspondentes.

Chega  a ser frustrante ver centenas de pessoas hipnotizadas por estes discursos new fascistas. E o pior, são homens e mulheres inteligentes e informados que cedem aos apelos emocionais abrindo mão da razão e caem nas armadilhas de pessoas que agem pela estrita má-fé.

Fiz meu comentário também numa alusão aos manipuladores e instantaneamente um papagaio de pirata acusou o golpe e se denunciou. Se bem que seu histórico é suficiente para o fazê-lo.

Impressionantemente a ansiedade, uma derivação do medo distorce nosso senso de razão e influencia nossas decisões fazendo com que nos precipitemos e soframos posteriores consequências.

O manipulador é somente uma outra face do assediador. Se no primeiro momento sua intenção falhar, no segundo, ele colocará suas asas de fora e revelará sua verdadeira natureza apelando e explorando o medo pela ameaça.

Aprendi uma coisa uma vez: com chantagista não se negocia, pois se cedermos ao medo seremos, então, controlados pelo que ameaça.
Raniery

raniery.monteiro@gmail.com
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Emofionante

O fungo é uma coisa inteligente. Ele encontra o caminho mais rápido entre os alimentos e até mesmo mostrou sinais de ter memória – apesar de não ter um cérebro. E agora, cientistas descobriram que o bolor limoso possui sentimentos.

O que sãoOs mofos, também chamados de bolores,  são espécies de fungos filamentosos que se desenvolvem em matéria orgânica. Estes mofos possuem a capacidade de decompor a matéria orgânica.

Aspectos Um tipo de mofo muito comum em nosso dia-a-dia é o bolor de pão. Assim como a maioria dos mofos, o bolor de pão possui um aspecto de algodão. Com relação à coloração, podem assumir, principalmente, tons esverdeados, azulados, avermelhados ou esbranquiçados.

Mofos perigosos - Alguns tipos de mofos são danosos a saúde humana, como é o caso do bolor de pão e de outros alimentos. Isto ocorre, pois eles estragam e apodrecem os alimentos. Ao comer um alimento (pão, fruta, legume, etc) é sempre importante verificar se o mesmo não se encontra embolorado. Em caso afirmativo, o certo é jogar o alimento no lixo.

Mofos úteis -  Existem também algumas espécies de mofos que são úteis aos seres humanos. Podemos citar como exemplo os mofos do gênero penicillium. Estes mofos servem para os cientistas como base para a produção de antibióticos (penicilina), usados para combater vários tipos de doenças.
Algumas espécies de mofos tão são usadas na fabricação de determinados tipos de queijos.

Para estudar a inteligência do Physarum polycephalum, a equipe comparou os movimentos do organismo com emoções humanas (usando um robô), através da medição dos sinais elétricos que o fungo produzia enquanto se locomovia em microelétrodos. Então os cientistas conseguiram converter os sinais elétricos produzidos em sons.

O Physarum polycephalum é  limo amarelo comum que varia em tamanho a partir de várias centenas de micrômetros até mais de um metro. É uma agregação de centenas ou milhares de organismos unicelulares idênticos que se fundem em uma enorme “célula”.

Os sons convertidos foram ponderados em um modelo psicológico e traduzidos para uma emoção específica. Assim, os dados registrados enquanto o bolor se movia atrás de alimentos eram equivalentes a felicidade. O ódio, por sua vez, foi adquirido quando o bolor foi submetido à luz, já que ele é sensível a luminosidade.

Obviamente, o bolor limoso é incapaz de demonstrar seus sentimentos. Portanto, os pesquisadores utilizaram a cabeça de um robô para demonstrar os resultados da pesquisa. O público, durante a conferência Living Machines, acompanhou as reações do bolor traduzidas pela cabeça robótica.

Portanto, da próxima vez, pense duas vezes antes de jogar seu alimento embolorado no lixo, afina de contas, o bolor também tem sentimentos.
Fonte: NewScientist

Ao ler esse artigo fiquei pensando em como a natureza é impressionante e surpreendente. Quem imaginaria que um bolor pudesse se emocionar. Por outro lado fiquei frustrado, pois temos pessoas que são incapazes de nutrir sentimentos nobres como compaixão, solidariedade, moralidade, enfim, um instrumento que a evolução nos dotou para que fossemos seres sociáveis e proporcionasse aos seres humanos serem bem sucedidos.

O artigo cita que mesmo sem cérebro o bolor emula sentimentos o que não deixa de ser paradoxal já que humanos com bilhões de neurônios possuem em sua espécie indivíduos incapazes disso.

Mas, ao que parece há sim uma analogia. Determinados tipos de mofos são perigosos à vida já que onde tocam apodrecem e contaminam as coisas. O análogo humano também. Determinadas pessoas destroem os ambientes por onde passam e os apodrecem com suas ações e mau caratismo.

Perceba que tanto o bolor quanto o mau caráter é encontrado em tudo que é podre. São agentes mórbidos que delatam estados de morte. O seu alimento, ou fonte de energia, são corpos em estado de putrefação e se por algum motivo você os consumir absorverá de sua toxidade e se contaminará.

Assim são as pessoas que optaram pela vida tortuosa que se insinua contra a sociedade. De praticamente todos os pontos de vista são réprobos em suas atitudes e ações. Eles infestam todo tipo de ambiente e disseminam seu veneno por onde passam, obviamente trabalhando no pleno silêncio.
Os bolores não gostam de luminosidade e coincidentemente suas cópias humanas agem às escondidas, nas sombras, e quando expostas também ficam raivosas e se tornam revanchistas. Nesse instante surge uma figura já conhecida: o assediador moral.

Assediadores sufocam as pessoas e não as deixam respirar da mesma forma que o mofo produz problemas respiratórios nas pessoas. Em um instante você está bem, no outro passa a sofrer de sintomas que desconhece a origem. Quando se deu conta do agente que causou o problema já está precisando de tratamento. A não ser que adote medidas preventivas ou que elimine o problema ou o ambiente propício ao desenvolvimento do agente patológico.

Outro dia fui a um comércio de tintas e perguntei ao vendedor se tinha tinta anti-mofo e o mesmo disse-me que não, mas só anti-fungos. Parei, fiquei olhando fixo para o vendedor e...desisti. Estava evidente que ele não sabia que ambos são a mesma coisa.

Da mesma maneira as pessoas sentem dificuldade em acreditar que uma determinada pessoa é ao mesmo tempo um assediador já que ela se disfarça de outras tantas cujas nomenclaturas diferem e a distanciam de um perfil agressor. 

O que concluímos acerca dos efeitos que o mofo produz de uma maneira geral é que não se pode deixar de tomar medidas que o elimine porque se incorrermos nesse erro ele tomará o ambiente e o deixará impossível de se conviver. Lembrando que em lugares a muito tempo tomados pelo bolor demandarão muito mais trabalho para desinfetar que outros onde estão no início de sua invasão.


Portanto, da próxima vez que olhar um mofo não subestime sua capacidade de causar danos ao ambiente e lembre-se: ele pode não nutrir sentimentos nobres sobre você.
Leia também:Dicas para eliminar o mofo de sua casa
Raniery



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