quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Falta reconhecimento em lei


O assédio moral ainda não tem regulamentação jurídica específica, mas tem sido reconhecido na Justiça


empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho e pleitear a devida indenização quando forem exigidos serviços superiores às suas forças, se for tratado com rigor excessivo, quando as obrigações do contrato não forem cumpridas, em casos de atos lesivos à honra e à boa fama, em razão de ofensas físicas e caso o empregador reduza o trabalho de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários.


Para que o abuso seja reconhecido em lei federal, cinco projetos estão em tramitação na Câmara. As propostas são:


PL 4.591/01 – Da então deputada Rita Camata, trata da prática de assédio moral no serviço público. Dá como exemplos atribuir tarefas a subordinados com prazos impossíveis para executá-las, tomar o crédito de idéias de outros, espalhar rumores maliciosos e passar o funcionário de uma área de responsabilidade para funções triviais. Aguarda votação da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço.


PL 4.742/01 e PL 4.960/01 – Dos deputados Marcos de Jesus (PL-PE) e Feu Rosa (PSDB-ES), respectivamente, tipifica no Código Penal Brasileiro o crime de assédio moral no trabalho, marcado, entre outros, pela desqualificação por meio de palavras, gestos ou atitudes. Na pauta do Plenário.


PL 5.971/01 – Do deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE), propõe a tipificação no Código Penal o crime de "coação moral no ambiente de trabalho", com pena de um a dois anos, e multa. Na pauta do Plenário.


PL 2.369/03 – Do deputado Mauro Passos (PT-SC), caracteriza como ilícito trabalhista o assédio moral (constrangimento causado por atos repetitivos, praticados tanto por superiores hierárquicos quanto por colegas. Na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.


O que é assédio moral? – É a exposição do(a) trabalhador(a) a situações abusivas, humilhantes, constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. São condutas negativas, relações desumanas e aéticas, forçando a vítima a desistir do emprego.


O AGREDIDO – Entre as pessoas que mais sofrem humilhações, estão aquelas que adoecem por conseqüência do trabalho e as que são consideradas "velhas" em alguns ambientes. Os representantes de associações e sindicatos e os funcionários públicos, em razão da estabilidade no emprego, também são afetados. A violência provoca sérios danos à saúde física e emocional do atingido. Alguns sintomas são: depressão, palpitações, tremores, distúrbios do sono, hipertensão, distúrbios digestivos, dores generalizadas, alteração da libido e pensamentos (ou tentativas) de suicídio em razão de um cotidiano sofrido.


O AGRESSOR – A violência pode ser exercida tanto por superiores hierárquicos como por colegas de profissão. Geralmente, a violência é exercida por pessoas inseguras, autoritárias e narcisistas.


O QUE A VÍTIMA DEVE FAZER - O funcionário precisa reunir o maior número possível de evidências que comprovem o assédio. Documentos e testemunhas são fundamentais para isso. A vítima deve ainda ter um registro com detalhes das humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e outros itens considerados importantes). A vítima deve evitar conversar com o agressor sem testemunhas. Caso haja na empresa Departamento Pessoal ou de Recursos Humanos, é possível fazer reclamação por escrito relatando a agressão. É importante permanecer com cópia da carta enviada e da eventual resposta do agressor ou do setor. O empregado deve procurar o sindicato da sua categoria e relatar o ocorrido. Buscar ainda um Centro de Referência em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo. Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.


O QUE CONFIGURA ASSÉDIO MORAL:


* marcar tarefas com prazos impossíveis
* criticar com persistência e subestimar esforços
* passar alguém de uma área de responsabilidade para funções triviais
* provocar desestabilização emocional e profissional. A vítima, vai perdendo, simultaneamente, a autoconfiança e o interesse pelo trabalho
* isolar a vítima do grupo de trabalho
* Impedir de se expressar
* ridicularizar, inferiorizar ou menosprezar diante dos pares
* culpabilizar/responsabilizar o funcionário publicamente, podendo os comentários sobre sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
* desviar da função ou retirar material necessário à execução da tarefa, impedindo o trabalho
* exigir que faça horários fora da jornada. Ser trocado(a) de turno,sem ter sido avisado(a)
* mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador(a).


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Resistência psicológica


É preciso entender que o principal objetivo do assediador moral é tirar sua vítima de seu estado de equilíbrio emocional, e, portanto, desestabilizá-la.

Como, via de regra, o agressor, ou é um chefe, ou um colega ligado a ele pelo cordão do puxa-saquismo, evidentemente que o ataque se dá no limite da covardia.

Sendo uma luta desigual e injusta, cabe ao agredido se defender, preservando, justamente, sua energia emocional. É tarefa árdua, já que gera stress, mas é o que deve ser feito ou então sucumbir. Aliás, não reagir só despertará o frenesi do agressor.

Pra defender-se eficazmente será preciso estar com seu estado emocional fortalecido o que, em casos mais avançados, será muito difícil e, é aí, que entra em cena a necessidade de se contar com a ajuda de um profissional especializado ou mesmo de se afastar por um período.

Vale ressaltar que é preciso, em primeiro lugar, retomar a razão, pra só depois pensar numa estratégia de defesa eficiente. Será preciso prestar atenção no que há por trás de cada atitude antiética, o que só se consegue com a cabeça fria.

Não alimentar o agressor ou ceder ao seu jogo permitirá equiparar as forças e neutralizar suas estratégias. Evidentemente que isso pressupõe um enorme esforço da vontade pra não ceder às provocações. Apoderar- se do próprio autocontrole criará uma blindagem invisível que permitirá a invulnerabilidade- que fará com que toda energia negativa volte de onde partiu produzindo um curto circuito em todo sistema perverso. E funciona! Vi isso acontecer diante de meus olhos quando o agressor acusou o golpe num ataque hilário de "siricutico".

Obviamente que a vida, a partir de então, não será fácil, pelo fato do assediador se enfurecer com a justa resistência. De qualquer forma, o ambiente já havia se tornado precário mesmo! Mas, é preciso não vacilar, já que qualquer erro será usado contra o perseguido, daí porquê, se acautelar pra não cair em alguma "casa de caboclo"(armadilha).

Um fator importante e que deve ser levado em conta, é a comunicação perversa constituída pelos subentendidos e os não ditos. Sistema, aliás, que eles utilizam no auge de seu cinismo e cara de pau. Fica claro que não se pode aceitá-la. Ao contrário, deve-se exigir a explicação exata do que se diz pra não permitir dúbias interpretações. Uma das características deste tipo de comunicação é plantar a dúvida e a confusão pra depois alegar que a vítima é desequilibrada diante dos demais.

Pra lidar com estas criaturas se faz necessário uma nova abordagem do que se está acostumado. Deve-se reagir e agir justamente de forma oposta àquela que o agressor espera. A regra aqui é não alimentar o sadismo do agressor. Portanto, se ele quer te deixar irritado, deve- se permanecer o mais tranquilo possível ou sequer manifestar alguma reação. Isso confundirá o assediador que esperava justamente a agressividade pra projetar a culpa na vítima, principalmente diante do grupo.

Lembrando que haverá o momento propício pra falar do ocorrido, ainda mais que durante cada ataque deve se ter o cuidado de registrar tudo, seja por gravação, testemunha, e-mail etc.

Por isso que pra reagir de forma racional é preciso controlar os nervos e saber que se tem uma estratégia pra "capturar" o predador social, que será pego lá na frente, sentado diante de um juiz trabalhista. A regra é não cair na armadilha do assediador.

Resistir psicologicamente, ao assédio moral, dentro das atividades laborais, é uma estratégia legítima pra proteger seu direito de trabalhar que foi violado por um imbecil incompetente qualquer. Aliás, já está na hora das empresas acordarem e entenderem que este tipo de gestão é desastrosa e só acarreta prejuízos e, então, finalmente chegarem ao século XXI.

Incrivelmente nós vivemos um eterno corre-corre, sem tempo pra nada e não conseguimos parar pra observar as pessoas ao nosso redor. Até nossas comunicações se dão à distância, de forma insubstâncial, sem olhar nos olhos, através de frases sem expressões. Não é de se admirar que eventualmente sejamos pegos de surpresa por algum maldoso sem termos chance de defesa.

Nosso conhecimento das pessoas se dá na superficialidade e desta forma não conseguimos saber quem são na realidade; se já é difícil entender as que conhecemos a anos e nos surpreendemos com suas reações o que dirá daquelas que não possuem compromisso conosco!

A grande verdade é que vivemos em um tempo em que as pessoas estão cada vez mais exclusivistas, só pensam em si, e, pra conseguirem o que querem não pensam duas vezes em passar os outros pra trás. Sendo assim, se faz necessário estar, no mínimo, atento pra não ser o enganado.


De qualquer forma o competente sempre prosseguirá independente das adversidades que encontre, aopasso que o medíocre, também, continuará a sê-lo. Por isso que devemos estar preparados e 
fortalecidos 
internamente pra enfrentar 
este tipo de gente perversa cujo únicoobjetivo é te deixar pra baixo, te,humilhar e te desestabilizar pra, assim, sentir-se realizado.


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Quase humanos


Outro dia parei pra fazer uma reflexão que me deixou perplexo, pelo fato de que eu nunca havia me dado conta de que assediadores morais são pessoas incompletas e imaturas, mesmo.

Toda abordagem que fiz, até hoje, foi sobre pessoas que na teoria deveriam ser experientes e que praticavam toda maldade por um elaborado sistema de comportamentos inadequados. Eu estava errado este tempo todo. 

Todo o seu comportamento, na realidade, aponta pra pessoas com transtornos, sim, mas ao
contrário do que se imaginava que teriam eles uma inteligência voltada par o mal, na realidade, não passam de crianças em corpos de adultos- e jamais crescerão ou amadurecerão, isto é, nenhuma experiência os ensinará alguma coisa.

Pense numa criança de dois anos de idade. É exatamente assim que agem em todas as suas atitudes. Preste atenção e concordará comigo. Se forem contrariados, farão birra; se você não os bajular, ficarão de mal; se forem questionados, espernearão descontroladamente, enfim, a boa e velha chantagem emocional regada a uma dramática dose de histeria. Tudo pra te manipular e te controlar.

São cascas vazias, corpos sem alma, gente sem sombra, sem reflexo, sem vida. Diferentemente da maioria das pessoas, que com o decorrer da vida vai aprendendo com os erros e acertos, eles, em sua mente absurda, jamais erram, nunca se enganam, daí porque não terem do que se arrepender. Nos seus delírios, em momento algum ofendem ou humilham pessoas, já que, objeto não é gente.

Não sei quanto a você, mas pra mim tanto faz se possuem transtornos, se são dementes ou debilóides, o fato é que este tipo de antissocial (que não segue regras) causa problemas por onde quer que vá, e, portanto, precisa ser neutralizado.

A sociedade está se mobilizando. As pessoas não toleram mais ser capacho de parasitas sociais e estão partindo pro revide. A resistência é o caminho natural contra a tirania. De minha parte independe se o capitalismo é o criadouro destes elementos, se as teorias neoliberais determinam uma prática sóciopática de ser, pois tudo é desculpa pra impor- se pelo terror e abuso.

Aqui no Brasil, os bancos vivem quebrando recordes de lucro e são moedores de carne humana. As montadoras vendem o pior carro do planeta, pelo preço mais caro, às custas de um operário mais qualificado e que ganha menos. Os portos batem recordes de exportação e  oprimem os trabalhadores em condições subumanas. O funcionalismo público é jogado às traças pra sustentar corrupto e bandido de colarinho branco.

É desumano ver um pequeno empresário que se sacrifica e investe, muitas vezes o que tem e o que não tem, pra ter que " molhar" a mão de um fiscal pra que se cumpra o que seria o curso natural das coisas. Sem falar na carga tributária de tudo quanto é lado, taxa disto e daquilo pra que no fim, um vigarista ordinário sugue tudo com a maior cara lavada.

Se tem uma coisa que me dá prazer é saber que sou odiado por esses vermes. Falam mal de mim; inventam um monte de mentiras, tudo pelas costas, evidentemente; até porque, seria muito exigir coragem de verme, não é? Todos sabemos que eles (os vermes) não possuem cérebro, daí não poderem emitir elaborados complexos comportamentais como juízos morais, por exemplo. Na realidade, isso me serve como termômetro moral. No dia que eu reproduzir seus discursos ou puxar seus sacos, é porque desci ao nível deles. O que seria uma burrice, diga- se de passagem.

Muitas vezes, as vítimas de assediadores culpam- se pela perseguição sofrida achando que é alguma coisa de errado que tenham cometido. Na realidade é o oposto. É do vazio existencial do agressor que brota a fúria que deve ser descarregada sobre aquele que ousou ser completo, ou seja, humano. 

O que irrita o perseguidor é que o seu alvo é alguém que existe, diferentemente dele. Todos os dias quando chega em casa o agressor procura logo um espelho pra tentar se enxergar, mas o que vê é a imagem daquilo que ele queria ser: sua vítima.

Por isso, todo dia, quando acordar agradeça por ser você. Não inveje teu amigo que está prosperando, alegre- se por ele, ou melhor, junto dele; Não se menospreze pelo outro que foi mais competente, trabalhe forte pra sê- lo também; lembre- se que a divindade te fez perfeito dentro de tuas imperfeições e que isso faz parte da grande jornada da vida: evoluir.

Agora, o que a sociedade como um todo precisa, é acordar e entender que o fato de a maioria das pessoas serem cumpridoras de seus deveres e reinvidicadoras de seus direitos- ou seja, honestas- não fará que estas anomalias deixem de aparecer aqui ou ali. A ingenuidade cria a vulnerabilidade que será a porta de entrada de um amaldiçoado destes. É comum a pessoa de "bem" achar que todos são como ela e pensar que isto é pré requisito pra não ser atacada. É óbvio que não andarei por aí com a armadura do homem de ferro vendo demônio em cada buraco, mas uma boa dose de cautela e atenção não transformará ninguém em paranóico.

E quer saber? Se algum malandro metido a gerente ou sei lá o quê, vier pra cima de mim, achando que encontrará alguém borrando as calças,vai se dar muito mal, pois não será um incompetente qualquer que vai
tirar o sustento da boca do meu filhotinho, sem ter uma boa resposta à altura. Não vim pro mundo pra 
servir de alimento de zumbi. Se quiser ser "encosto", vai terque ser em outro terrero.

Uma coisa você pode ter certeza: o homem e a mulher de bem não tomba jamais. Pode ter contratempos, até recuar diante de algumas batalhas, mas no final vencerá a guerra.


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Entidades defendem a criação de lei estadual sobre assédio moral


Ações de combate ao assédio moral avançam em todo o país: no sul não poderia ser diferente.

Presidida pelo deputado Miki Breier (PSB), a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos realizou audiência pública, na manhã desta quarta-feira (22), para debater o assédio moral no serviço público. Participantes do encontro pediram a criação de lei estadual sobre assédio moral.
Miki avaliou que o encontro desta manhã foi muito positivo e esclarecedor sobre questões que envolvem assedio moral nas relações de trabalho, seja no serviço público ou na iniciativa privada. O parlamentar adiantou que, entre os encaminhamentos surgidos da audiência pública, estão a possibilidade de realizar um seminário para debater o tema do assédio moral com maior profundidade; encaminhar alguma proposta ao governo estadual; trabalhar a questão da educação como forma de prevenir a ocorrência do assédio moral, além de trabalhar a possibilidade da proposição de uma lei estadual sobre o tema. 
Miki lembrou que uma lei estadual sobre o tema já foi aprovada na Assembleia, mas deixou de vigorar por ter sido considerada inconstitucional por vício de origem. Ele solicitou que o governo estadual encaminhe para a Assembleia um projeto de lei sobre assédio moral e pediu que o Congresso encaminhe e vote uma lei federal sobre o tema. "A nossa Comissão de Cidadania vai fazer todo o esforço para que tenhamos instrumentos legais e possamos evitar esta barbaridade que é o assédio moral em todas as instituições, principalmente no serviço público", sublinhou.
O deputado Jeferson Fernandes (PT) parabenizou os servidores públicos pela luta contra o assédio moral e pela proposição do debate realizado nesta manhã.  Ele defendeu a criação de legislações federal e estadual como forma de proteger trabalhadores. Para Jeferson, a educação e a formação são instrumentos importantes para combater o assédio moral.
Manifestações
Mara Rejane Weber, representante do Sintrajufe RS, agradeceu o espaço da CCDH para debater um tema tão importante para toda a sociedade. Após a apresentação de um vídeo com relatos de assédio moral no serviço público, Mara sublinhou que ele ocorre porque existe espaço dentro das instituições para que isto aconteça.
A procuradora do Ministério Público do Trabalho, Márcia Medeiros de Farias, destacou que a questão é muito grave e muito presente na sociedade. Para ela, a raiz do problema está em que alguém, dentro do ambiente de trabalho, está convencido que é melhor ou superior aos colegas. Para a procuradora, a educação e o conhecimento são formas eficazes de combater o assédio moral, pois quem assedia precisa saber que está cometendo uma agressão. Ela adiantou que irá abrir procedimentos para investigar uma série de denúncias apresentadas durante a audiência pública desta manhã. 
Para Francesco Conti, representante do Ministério Público Estadual, a pessoa que sofre assédio moral é afetada diretamente na sua dignidade. Ele solicitou a proposição de uma lei estadual, além de pedir que seja encaminhada ao Congresso Nacional um projeto que tipifique o assédio moral no Código Penal.
Alexandre Corrêa da Cruz, representante do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, sublinhou que quando se fala de assédio moral se está tratando de violação de direitos humanos fundamentais. Ele destacou que a lei não basta para coibir casos de assédio moral e é necessário investir na educação como instrumento capaz de estancar a reprodução deste comportamento danoso à sociedade.
O representante da Central Única dos Trabalhadores do RS, Alberto Freire Ledur, sublinhou as dificuldades de se combater o assédio moral justamente pela falta de instrumentação legal. Ele criticou a indiferença de instituições públicas frente a reiterados casos de assédio moral, além da falta de estrutura de atendimento especializado às vitimas.
Fabrício Rocha, representante da Secretaria Estadual da Administração, salientou que existe, por parte do governo estadual, a preocupação com os servidores e com a qualidade do ambiente de trabalho dentro das instituições públicas. Ele destacou que esta preocupação está evidenciada na criação do Comitê de Diálogo Permanente dos Servidores Públicos Estaduais, além daqueles programas que serão desenvolvidos a médio e longo prazo, como o programa de formação continuada, programa de atenção à saúde do trabalhador do serviço público estadual e a criação da ouvidoria.

Representantes do executivo, judiciário, MP e sindicatos
Participaram do debate os deputados  Zilá Breitenbach (PSDB), Alexandre Postal (PMDB), Álvaro Boessio (PMDB), Luciano Azevedo (PPS), Edegar Pretto (PT), Jeferson Fernandes (PT), Miriam Marroni (PT); prefeitos e vereadores, além de representantes MP RS, Defensoria Pública do RS, Ministério Público do Trabalho da 4ª Região, Sindijufe RS, Sindijus RS, Simpe RS, Crea RS, Fasc, Associação dos Servidores do Ministério Público e Cerest, entre outros. 



raniery.monteiro@gmail.com




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Promotores do Caos


Não vivemos sós. Procuramos nos relacionar das mais variadas formas e por inúmeros motivos. Viver é compartilhar e dividir espaços com os outros. Concluí- mos então que é um imperativo formar grupos sociais em nossa espécie. Essa é a regra, esse é o padrão.

Cada um de nós participa de algum grupo que lhe seja conveniente, onde se inter-relacionará: igreja, clube, escola, familiares, amigos, tribos, etc. Mas, de forma genérica fazemos parte do grande grupo da humanidade que, a milhares de anos, age desta forma preservando a espécie.

Essa característica humana nos levou ao topo da cadeia alimentar. E se não fosse assim? Nossa inteligência e capacidade de abstração nos proporcionaram medir causas e conseqüências; deduzimos que a vida em sociedades organizadas nos dava vantagens sobre as demais espécies muito mais fortes que a nossa. Respondendo: Não fosse isso, ainda viveríamos como nômades de um lado pro outro à base de coleta e estaríamos ainda na idade da pedra ou mesmo dominados por outra espécie mais desenvolvida.

Pode-se concluir daí que o homem médio atua dentro desta condição, sem maiores problemas ou questionamentos, vivendo em estado de equilíbrio pacificamente. A grande maioria de nós deseja que as coisas continuem desta forma e, inclusive, lutamos por isso.

Acontece que dentro desta grande comunidade há os que não estão satisfeitos com a harmonia, o controle e a organização social. Vivem e existem pra promover a desordem, o desequilíbrio, a confusão e o caos. Obviamente que agem assim motivados por interesses próprios, e, dentro de uma personalidade anômala, satisfazem seus egos sem qualquer problema ou crise de consciência.

Estão em todas as áreas da atividade humana, disfarçados como nós. De difícil detecção, trabalham conosco, estudam na mesma escola, vão às mesmas boates, enfim, nada os relacionam à ameaças, por um detalhe: sua capacidade metamórfica de se parecer conosco, imitando nossas reações emocionais, nos atraindo com uma amizade fora do comum, nos “compreendendo como ninguém”, ou seja, na superfície, não tem como saber quem são.

Numa observação atenta, porém, você notará que eles obedecerão a determinados instintos migratórios irresistíveis (pra eles), exatamente como os animais selvagens. Perceberá que são atraídos por determinados valores como poder, status, dinheiro, entre outros, dentro desta linha. Mas, é nas organizações que se proliferam e se criam- é seu habitat preferido. Podem ser confundidos até com exímios profissionais ou workaholics inveterados, pelo menos na aparência. É o local ideal pra manifestarem seus talentos predatórios e disseminar o tormento.

Adoram cargos de destaque como chefias, gerências e outros do gênero. Eles não escondem isso de ninguém. Claro que seus discursos dão uma tonalidade de busca pelos objetivos, metas conquistadas, sonhos acalentados, por aí vai. São muito bons em retórica. Aliás, persuasão é sua arma principal, já que é através da comunicação verbal que manipulam, induzem, dominam e controlam as pessoas e o ambiente.

Recentemente foi realizado um “experimento social” na Califórnia onde uma família “típica” de classe média alta passa a morar em Laguna Beach. Seu objetivo: influenciar o desejo de consumo de seus vizinhos, persuadindo- os indiretamente a comprar determinados produtos, pela propaganda boca a boca. O teste expôs nossa vulnerabilidade às influências verbais e às ferramentas de marketing utilizadas na manipulação e persuasão de nossas mentes. Nem precisava; esse fenômeno ocorre todos os dias conosco nos mais diversos ambientes, sobretudo o de trabalho.

Possuem outro talento: o da invisibilidade. Dissimulando seus atos e intenções, não permitem que os outros percebam quem são na realidade. Quando se dá conta, é tarde demais. Quem já se viu em meio a intrigas e fofoca sabe muito bem do que estou falando. Mas, a última pessoa que você pensará que está por trás deste jogo, é o nosso “amigo” de tantas confissões. Aliás, se seus segredos foram parar no ouvido dele, é bem possível que, a esta altura do campeonato, tenha se arrependido amargamente.

Seu universo consiste de prejudicar colegas, causar prejuízos por onde passam (passivos trabalhistas, fraudes, corrupção ou ilícitos) e conquistar o poder. A única coisa é que sua ficha e aparência angelical não permitem que se acredite que foram eles quem desencadearam toda esta anarquia.

Mas, mesmo pra promover a desordem e desequilíbrio é preciso, ironicamente, de um plano de trabalho meticulosamente elaborado. Até porque, eles não podem ser pegos sem conseguir o que querem. Mentira e embuste são suas ferramentas especiais.

Quais são, então, as suas estratégias?

Todo predador sabe que precisa de um território onde atuar e caçar, e, eles não são diferentes. Quando chegam às organizações, a primeira coisa que fazem é identificar o “BOSS”. A partir daí, passam a travar relações de aproximação que podem desencadear até uma generosa dose de adulação. Não tem problema. Eles não possuem amor próprio mesmo: é permitido.

Logo após, começa um trabalho de manipulação de pessoas e fatos. Maquiavelicamente disseminam boatos com a intenção de angariar a confiança e simpatia dos demais, para os quais, ele alega uma preocupação quase divina, de um em contraposição ao outro, e destes, em relação ao chefe. Principalmente se isto desencadear a simpatia do inseguro superior. É interessante notar que eles têm uma predileção incrível em informar o chefe das coisas que ocorrem no local de trabalho, mas recusam- se a ser vistos como caguetas. Não, isto em hipótese alguma!

Recentemente aconteceu um fato desta natureza, em minha empresa, onde o dissimulado, quando foi descoberto, rapidamente foi a uma rede social apresentar suas desculpas esfarrapadas. O que mais me chamou a atenção foi a forma como ele transferiu suas responsabilidades para os outros que, em sua opinião, tinham a obrigatoriedade de fazer o que ele queria, demonstrando total sintonia com as atitudes arrogantes de seus mestres. Como os colegas se recusaram a atender seu capricho, delatou- os para o seu querido chefe que, ironicamente, o deixou em desgraça perante os demais, pelas medidas que adotou. Sem me decepcionar, diante da polêmica que se instaurou, a criatura, então, manifestou sua faceta violenta, com discursos agressivos, dignos da animação da Disney- kung Fú Panda. Aliás, tão patético quanto o desastrado personagem. Coisas de uma mente infantil, mesmo.

Por último, como estratégia, vem a ascensão. É o apito final, a hora de levantar a taça, o arremate. Após disseminar a intriga e propagar um estado caótico, tomam o lugar de seu superior que, ou é demitido, ou é rebaixado de cargo e função. Por isso que, em determinados ambientes laborais, se vêm chefes extremamente paranóicos, desconfiados da própria sombra, achando que em cada cafezinho tomado há um plano pra derrubá- lo. Especialmente se ele criou esses filhotes de serpente, ao longo do tempo. Mas, cá pra nós, não dá pra acreditar que um pilantra é uma pessoa confiável ou que, em determinado momento, não te trairá, né? Tem que ser muito ingênuo.

Os promotores do caos não possuem consciência ou preocupação com punições, por isso mesmo, é que são pessoas ardilosas e perigosas. Para eles, infringir regras e normas é externar seus desejos agressivos e predatórios sem qualquer escrúpulo ou culpa. São atitudes “naturais”, e, por conta disto, isentas de qualquer autocrítica.

Ter em seu meio, criaturas como essas, já é ruim; imagine então, como deve ser um lugar onde, todo o ambiente ou corporação, manifestam tais comportamentos. Pense numa estrutura organizacional onde “ser pilantra” é pré requisito ou prerrogativa, para “se dar bem”. Ambientes corruptos e degradados proporcionam o habitat perfeito para que, parasitas sociais, egocêntricos e inescrupulosos, alcancem cargos de chefia e poder.

Neste cenário de intrigas, ganância e falcatruas os interesses pessoais se sobrepõem aos coletivos. Disputas pelo poder, cargos e privilégios são marcas características que devem ser mascaradas religiosamente. São como bichos geográficos- não os vemos, mas deixam marcas por onde passam ao mesmo tempo em que causam transtornos ao seu hospedeiro.

Este tipo de gente e jeito de ser não interessa a uma sociedade sadia. Por isso mesmo, que se deve lutar e enfrentar todo tipo de abuso e arbítrio. Sem deixar a cautela e o bom senso de lado, deve- se buscar meios disponíveis e legítimos de se contrapor a toda sorte de violência. A ordem é a línguagem do universo. Tudo obedece a seu curso, exatamente como deve ser, e, até o que parece caótico está estruturado debaixo de leis irredutíveis.

Se acovardar diante da ameaça é trazê- La pra si. O que dispara no agressor o desejo de caça, não é o confronto, mas a vulnerabilidade. A resistência é salutar e produzirá um estado de equilíbrio necessário a ponto das empresas acordarem para a necessidade de uma abordagem preventiva, tanto da violência moral, quanto da contratação de superiores e subordinados preparados, evitando, desta forma, passivos indenizatórios desnecessários. Assédio moral não é bom pra ninguém- pra nenhum dos lados.


Veja também:


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com


domingo, 5 de fevereiro de 2012

A natureza das coisas


Todos os seres, objetos ou coisas, possuem uma natureza, isto é, são compostos de determinados elementos que os singulariza e permitem sua identificação.

Logo ao nascermos, não demora muito, conseguimos distinguir o que compõe as coisas da vida. Paulatinamente vamos agregando, ao nosso conhecimento e memória, o necessário pra sermos bem sucedidos dentro de um mínimo exigível.

Posto isto, chega o momento em nossa jornada que inevitavelmente desenvolveremos nosso instinto gregário ao interagirmos socialmente. No começo, nosso universo se restringe aos familiares. Não demora e entramos em contato com nossos colegas de infância e escola. E assim, sucessivamente, obedecendo todas as fases e etapas, preenchendo um círculo incessante, vamos adquirindo a chamada experiência- que decorre daquele circuito aprendizado/memória.

Ocorre que, dentro desta dinâmica, começamos a distinguir as características componentes de cada pessoa e chamamos isso de personalidade. Uns são mais extrovertidos, outros mais tímidos; Há os temperamentais, os pacíficos, enfim, um mar de jeitos de ser e estar.

A mãe natureza esculpiu durantes bilhões de anos todos os seres deste nosso admirável planeta, e, em determinado momento, nós nos demos conta de que existíamos e que éramos o que somos. Neste instante, tudo começou a mudar na Terra. Nos demos conta de que éramos diferentes de todas as outras criaturas. Dominamos tudo.

O segredo? Aprendemos a viver em sociedade e isso nos tornou fortes: foi uma vantagem! Na seqüência, evoluímos essa idéia de forma conveniente, já que isto nos era benéfico, isto é, o viver em grupo.

Acontece que, desde aquela época, houve quem vislumbrasse dominar outros e utilizá-los em benefício próprio, contrário ao curso natural das coisas.

Você sabe, uma pessoa normal é capaz de utilizar razão e emoção em total equilíbrio e dentro das reais necessidades cotidianas. Há um instante pra se emocionar e outro pra ser mais firme. Tristeza, alegria, reclusão, festa, tudo o que compõem nosso repertório, mas... nem todos eram assim.

Existe um tipo de ser que repudia as características sociais humanas e, como se tivesse um interruptor, desliga aquelas qualidades inerentes ao bom convívio social. Esta é a sua natureza. Este é o seu padrão. Eles são assim.

Pessoas que só conseguem enxergar-se, e, controladas por um impulso que as obriga a satisfazer seus próprios interesses, em detrimento dos alheios, avançam sem escrúpulos no atingimento de seus objetivos nefastos. Elas não possuem a menor empatia por quem quer que seja. Estão por toda a parte. Pode ser em casa, na escola ou no trabalho. Nada as comove; princípio algum as norteia; simplesmente querem algo e o tomam; custe o que custar.

Seguindo a seqüência natural da vida, num belo dia, sem que se tenha poder pra controlar isso, vocês passam a dividir o mesmo ambiente de trabalho. Cruzaram-se os destinos.

O seu universo foi composto de estímulos positivos, e, por conta disso, houve um sem número de investimentos em sua carreira para que os resultados fossem aqueles que você sonhou. Um excelente emprego, carreira ou função pública, não importa: você se esforçou, portanto, merece colher os frutos de sua dedicação, certo? 

Em contra partida, aquela outra criatura esgueirou-se, aqui e acolá, aprimorando seu arsenal predatório e, a cada ponto que avançava, deixava para trás um histórico reprovável, porém habilmente dissimulado. Como criaturas soturnas à espreita, utilizavam da furtividade pra tirar de seu caminho qualquer um que nele atravessasse. E o seu dia chegou.

Respondendo ao parágrafo que você concluiu que era merecedor do sucesso pelo seu esforço, esqueceu-se somente de um detalhe: convencer a criatura das trevas disso. Mas, porque seria necessário fazê- lo? Eu também não sei. Pergunto-me a mesma coisa todo dia, sem obter uma resposta minimamente plausível; a não ser, que é por causa da natureza deles que isso acontece. A culpa não é minha, mas deles. Eles são o problema, não eu.

Foi observando, que o homem passou a discernir as coisas da natureza, e, da mesma forma, se faz necessário que utilizemos esta poderosa ferramenta pra aprender a detectar um predador social quando cruzar o nosso caminho para que nos defendamos eficientemente.

Então é assim. Há aqueles que possuem um senso ético mínimo de convivência social e outros que declinam desse comportamento, atendendo aos seus instintos egocêntricos. Os antissociais não são aqueles que tendem a sentir dificuldade de fazer amizades, mas os que não se adaptam as regras sociais, aliás, eles as detestam; seu prazer consiste em burlá-las- esse é o seu jogo.

Nesse ponto você já deve ter concluído que é preciso aprender a fazer uma leitura precisa das pessoas pra detectar suas reais intenções, isto tudo sem entrar num estado paranóico que o leve a insanidade. É possível, mas não é fácil. Nem os profissionais do comportamento conseguem fazê- lo com cem por cento de acerto, que diremos nós. Porém, um pouco de cautela, observação e atenção podem nos ajudar nesta árdua tarefa. A ingenuidade, por outro lado, pode nos tornar presas fáceis e expor nossa vulnerabilidade, o que será explorado plenamente por um oportunista de plantão.

Estou falando de “pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas, imorais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, culpa ou remorso. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria das pessoas: aquelas a quem chamaríamos de pessoas do bem", como define a Dra Ana Beatriz Barbosa Silva, em seu livro: Mentes Perigosas.

A psiquiatra e autora do livro dá o nome de psicopata, mas qualquer pessoa que se enquadre neste perfil e que cometa abuso ou violação de direitos, pode muito bem manifestar características deste transtorno. Pra mim, não importa o nome que se dá, e, se é doente ou não, mas se intencionalmente pretende causar um dano ou prejuízo, então, se enquadra no mesmo tipo e merece ser combatida à altura. Seja qual for a definição, tudo aponta para uma conduta ou comportamento perverso, cruel ou danoso.

Pelas características acima, já deu pra perceber que existe uma diferença enorme entre o que é uma pessoa consciente, no seu geral, e sua diferença em relação a um perverso. São Padrões antagônicos e, é obvio que são diametralmente conflitantes e geradores do pressuposto da legitimidade de defender-se de injustas agressões- quer morais ou físicas. Não existe desculpa que justifique a humilhação, o ataque e a perseguição. Não existe alguém tão superior em relação a outro, que se tenha, de igual modo, por inferior. 

O que se vê na realidade é o exercício do poder e a necessidade de se impor pelo controle. É o domínio de alguém, por outro, que não poderá ter vontade própria, já que se trata apenas de um objeto, uma posse, um meio, para aquele. Quando o “brinquedo” se rebela, desperta a fúria e a indignação de seu “proprietário” que, então, reage violentamente diante de tal traição. O que se pretende é explorar a vítima até o último limite, para depois descartá- La, como se nada fosse.


Ironicamente, enquanto preparava esta postagem, chegou- me a notícia de que um assediador de minha empresa estaria preparando um meio de forjar atos que me desabonem; imagino que pra conseguir uma demissão por justa causa; mas, isso não é novidade alguma, já que há seis anos tentam fazer o mesmo através de punições ou inquéritos forjados e, a única coisa que conseguem, é me fornecer material contra eles. 

Perceba que este comportamento é diferente daqueles que qualquer um de nós já manifestou em dado momento da vida, mas que posteriormente veio a se arrepender. Não se trata de exigir perfeição ética ou moral, mas de discutir uma essência e um padrão invasivo, perverso, intrínseco ou nato, e, que é lesivo.

Os comportamentos aéticos e abusivos precisam ser discutidos em todos os níveis da sociedade. Não se pode tolerar a violação de direitos ou a destruição psicológica por conta de quaisquer que forem as justificativas.

Tudo o que foi discutido aqui começa dentro de nós, revendo nossas ações, para poder cobrar dos outros aquilo que deveriam corresponder. É como um gigantesco sistema de anticorpos, onde o corpo estranho (o perverso) é fagocitado, numa luta sem trégua, até que o corpo volte ao seu estado de equilíbrio saudável. Pode ser que seja preciso recorrer a alguns remédios ou até mesmo incisões. Isto pode gerar desconforto e dor, mas é o necessário a ser feito, por conta de, em caso de omissão, ver a doença dominar o corpo levando-o ao óbito.
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Raniery
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