quarta-feira, 22 de junho de 2011

Amigo Suricato


Hoje, faz um ano que postei a primeira matéria do “Mentes Alertas” e de lá pra cá muita coisa mudou e aconteceu.


Lembro- me que naquele período em que tentaram me isolar dos demais, um amigo estava se afastando do trabalho, pois entrara num processo depressivo por causa do assédio moral que estava vivenciando.

Naqueles dias o MPT tinha acabado de iniciar suas investigações referente a denúncia que fiz e, portanto, o clima estava nervoso por lá; pode-se imaginar, não é?

É interessante também registrar que um dos agressores morais que desencadeou meu afastamento, covardemente se afastou pra não ser demitido, depois de humilhar um colega em pleno exercício da função numa situação muito parecida com a minha. Essa reincidência corrobora meu argumento de que eles não mudam. Ao mesmo tempo aponta a ineficiência da empresa em tomar medidas disciplinares.

Houveram transformações, mas ainda há muita coisa por fazer, pois o agressor não muda, não se arrepende de seus atos, daí por que provocar o manto protetor da justiça, pelo menos pra inibí- los e deixá- los de sobreaviso.

Em ambientes doentes e permissivos ocorre a proliferação de práticas condenáveis, antiéticas e imorais, e, até pessoas que em condições normais não optariam por este tipo de comportamento nocivo acabam praticando atos emulativos.

O importante é que não passarão desapercebidos e ganharão visibilidade. O que me lembrou de uma postagem sobre os suricatos que possuem sentinelas pra avisar seu clã dos perigos de predadores que se aproximam. Aquele meu amigo gostou da postagem e toda vez que nos encontramos nos cumprimentamos como amigos suricatos. Aliás, diga- se de passagem, ele já voltou ao trabalho e está muito bem.

Pois é, se de um lado um agressor se levanta pra atacar trabalhadores, de outro ele acaba produzindo antagonistas que irão lhe causar muitos transtornos. Como um efeito dominó a coisa se voltará contra ele cedo ou tarde.

Portanto, vamos lá, pro ano seguinte nos fortalecendo e nos equipando pra combater a prática do assédio moral em pleno direito de resistência à perversidade.

HAKUNA MATATA!
Muito obrigado pelo prestígio que todos os dias você me dá e pela divulgação das informações contidas aqui. Juntos, nós iremos enfraquecer as ações destes seres medíocres que estão por todos os lados atormentando a vida das pessoas de bem.

Um forte abraço e fique na proteção dos guardiões.


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Blog


A idéia de criar um Blog surgiu da necessidade de disseminar informações a cerca das questões ligadas à prática de assédio moral que é histórica na empresa em que trabalho.

Como a estratégia dos agressores era a de me isolar, como resposta, nasceu o “Mentes Alertas”, que inicialmente tinha como objetivo atender colegas de trabalho que sempre me procuravam querendo informações sobre o assunto, já que inúmeros deles vêm sofrendo com esse mal.

No começo fiquei meio receoso, pois não estava acostumado a escrever, apesar de conhecer algumas técnicas de redação, mas nada que amenizasse a minha insegurança. Mesmo assim, decidi começar e pesquisei uma matéria que tem tudo a ver com toda essa engrenagem perversa que se desenvolve por trás do fenômeno.

A partir daí me empolguei e postei alguns vídeos e a coisa me pegou de jeito.
Mas, faltava permitir que o leitor tivesse mais contato com aquilo que vai à minha mente, que é o verdadeiro “barato” dos Blogs. Foi então, que tomei coragem e fiz a minha primeira postagem que falava exatamente do momento em que você consegue superar um desafio em sua vida.

Daí por diante, fui evoluindo aos poucos e pegando maior desenvoltura, o que ainda está ocorrendo, evidentemente, já que preciso melhorar alguns pontos que estou procurando corrigir para que, você que me lê, possa ter um nível de informação cada vez melhor.

Como disse, era pra ser uma divulgação local e eu não imaginava que teria tanta repercussão, principalmente em outros países: essa é a web, não é mesmo?

Eu havia me esquecido que assédio moral é um assunto universal e afeta muitas pessoas em todo o mundo. Não é um privilégio de minha empresa ou aqui do Brasil, mas ocorre em todo o planeta onde há o ser humano; principalmente o perverso.

A idéia básica era disponibilizar em um único lugar, vários níveis de informação, principalmente aquela fidedigna, sem deixar de dar minha opinião, que é feita nas postagens e indicações de outros Blogs, ou seja, uma visão geral deste universo.

O mais interessante, foi que ao longo dos meses, a cada postagem, vários colegas e pessoas- que sequer conheço- começaram a se manifestar me dizendo que haviam sido auxiliados de alguma forma pelas informações contidas aqui. Nem é preciso dizer o quanto isso me deixa feliz, pois é uma sensação de dever cumprido, apesar de eu não ganhar nada com isso.

Se o ganho não é monetário, não diria o mesmo do prazer de dificultar a vida de um assediador, nem que seja de forma indireta: isso, não tem preço.

Quando meus agressores passaram a me atacar, seu objetivo era o de seqüestrar minha personalidade e retirar de mim a espontaneidade do meu ser, mas ao invés disso, o que ocorreu foi algo extraordinário, pois decidi transformar aquilo que era ruim em algo bom, numa verdadeira alquimia e transmutação mágickas. Penso que deveriam ter me deixado quieto...

É bem verdade que, na maioria dos casos, é o agressor que leva vantagem sobre a vítima, e, por isso mesmo, decidi, então, realizar este trabalho solitário como uma forma de praticar uma cidadania participativa e solidária.

Foi a forma que encontrei de contribuir na construção de um mundo mais justo e melhor. Coisa de formiguinha mesmo, eu sei.

Se há uma coisa que eu poderia dizer pra alguém que passa por isso é, de alguma maneira, não se deixar isolar achando que está sozinho. Há um sem número de comunidades e grupos de discussão sobre o tema, além de sites, onde pode- se ter contato com alguém que entende o que se passa com uma vítima deste tipo de agressão moral. Se, no primeiro momento isso não resolve o problema, por outro lado há a oportunidade de saber que não se está sozinho nisso e pode trocar experiências com outros, aprendendo alguma coisa.

Ser assessorado por um advogado, contar com os serviços de um psicólogo e, se já estiver com depressão, consultar- se com um médico psiquiatra, com certeza irá ter um peso relevante no processo de superação.

O Mentes Alertas surge como um farol, uma sinalização e não como solução definitiva e infalível, afinal de contas cada caso é um caso, mas dentro de determinadas características que apontam padrões, é provável que as informações contidas aqui possam ser de enorme valor, disso eu não tenho a menor dúvida.

Longe de mim adotar postura de especialista, mas de forma alguma deixarei de defender minhas posições acerca do assunto. Nesse sentido é bem provável que encontre quem discorde de meus pontos de vista, o que é saudável e natural, além de democrático: o mais importante é chamar a atenção para a questão e suscitar a discussão. Daí surgirem inúmeras soluções- muito melhor!

Cada vez que essas informações são replicadas ou discutidas, um assediador tem sua vida dificultada e perde terreno e poder de causar transtorno na vida de outros. Ter tido acesso a idéias e pensamentos sobre o assunto, pra mim foi de uma relevância enorme. E olha que eu havia pesquisado uns três ou quatro sites inicialmente e não tinha a quantidade de material compilado em um único lugar como o que temos aqui.

Se for verdade que cresce o número de casos de assédio moral, também o é da quantidade de informação e de pessoas discutindo o assunto; palestras sendo realizadas por todos os lados, enorme quantidade de material impresso; o que não falta, são meios de lidar com a situação. Bom seria mesmo, nunca ter que passar por isso.

Nenhuma indenização paga o preço de se ver humilhado por um verme humano, apesar de seu conteúdo pedagógico/corretivo e de caráter compensatório. Daí a necessidade de se tomar coragem e provocar a justiça pra intervir na questão. Chegará um momento em que estas ações se tornarão tão custosas que o agressor preferirá nem utilizar- se disso pra satisfazer seu sadismo.

Quero aqui estar profetizando o encerramento deste Blog, deixando- o como mera coisa do passado: isso seria ótimo! Mas, enquanto existir uma mente perversa rastejando por aí, iniciativas como essa serão muito bem vindas para combatê- los e, de forma alguma, a resignação ou o comodismo diante deste tipo de violência, é a melhor postura a ser adotada.

Já me disseram que sou pessimista, aliás, várias pessoas, mas é justamente porque acredito em um mundo melhor que persistentemente luto contra aqueles que se levantam contra os homens e mulheres de bem.

 A cada pessoa, a divindade propõe uma tarefa; a minha foi a mais dura e não tão bela, mas, uma coisa você pode ter certeza, nada me dá mais prazer que derrotar um perverso.

Portanto, neste primeiro ano, quero fazer um brinde a cada pessoa destemida deste planeta que se levanta pra ocupar seu espaço que é de direito e que tem “fome e sede de justiça.” Você pode ser a diferença aí em seu universo.

Há uma força extraordinária dentro do teu espírito, uma centelha divina que, uma vez acesa, ateará a chama de um poder chamado AMOR: isso, só os bons têm.

O meu grande abraço.

Fique na proteção dos guardiões.





Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um ano de Blog V


A Estratégia: disseminando informação como mecanismo inibitório


Toda guerra é imoral, não importa qual a justificativa, ela sempre visa a destruição, domínio ou controle. E o assédio moral é uma guerra que é travada nos domínios psicológicos e, como não poderia deixar de ser, é desigual.

De um lado, pessoas ou grupos delas que estão em situação vantajosa e de poder; de outro o trabalhador, que é hipossuficiente. Pode- se concluir, então, que também é um conflito desigual e covarde, já que não permite o equilíbrio de forças, sendo que, se isso ocorresse o agressor não poderia fazer o que faz.

A ação do agressor se dá de maneira subjetiva onde dissimula suas ações, age de forma desonesta e, portanto, não joga conforme as regras, evidentemente, pra não dar chance alguma da vítima se defender: a covardia é a tônica de suas vidas- são ratos de esgoto mesmo.

São exímios observadores do ambiente e sabem como ninguém detectar aqueles que são escrupulosos em seu agir. Prestam muito atenção naqueles que obedecem a ordens sem questionar, os que nasceram pra serem capachos, os questionadores, enfim, traçam o perfil de cada um daqueles que escolherão pra exercer seus domínios. Esses últimos, obviamente, serão suas vítimas prediletas. Mas, de qualquer forma, independe de qual perfil você se encaixa, tudo se inicia na mente anômala do agressor, e, se ele decidir te atacar o fará sem razão alguma.

Em meu caso, tudo teve a ver com o grupo que os induziu a me perseguir alegando que eu era um delator. Isso sempre me chamou a atenção já que, são os bandidos que não toleram delatores, e, se foi mesmo isso que fez com que me perseguissem, então, posso concluir com quem estou lidando, não é?

Agora, sendo a guerra, psicológica, então, toda ação tem como objetivo te deixar à beira de um ataque de nervos e te desequilibrar pra que você cometa erros, ou, não consiga se conduzir pela razão e, assim, estiver controlado totalmente por eles, ou seja, jogando conforme suas regras e em seu território.

Pois bem, quando percebi o segredo de sua estratégia- estudando o inimigo- passei a atacá- la.

A principal arma usada foi justamente chamar a atenção para o modo de agir deles através da informação. Que é poder, não é?

À medida que as pessoas iam se inteirando do que era o assédio moral e como agiam os agressores, pouco a pouco, aquela vantagem que tinham ia sendo anulada e eles foram gradativamente perdendo território. Eu sabia que meu maior trunfo era exatamente seu transtorno de personalidade que os impeliria a atacar mais pessoas sem que eles pudessem controlar seus impulsos, já que são, por assim dizer, escravos dele. Precisavam alimentar seu sadismo através da imposição de dor, sofrimento e transtorno a pessoas. E foi exatamente o que ocorreu.

A partir do momento que mais casos apareciam, aquelas informações que eu havia divulgado brilhavam, como num passe de mágica, e os colegas identificavam o que estava ocorrendo, e, paralelamente a isso, começaram a perceber que o que eu dizia, era verdade. Passaram a entender que o problema estava no agressor e não na vítima. Começaram as primeiras reações de defesa por parte de outros colegas. Agora, eu não estava mais sozinho.

A primeira linha de ação de um agressor é isolar sua vítima pra poder destruí- la facilmente. Por isso que eles incitavam seus cachorrinhos servis a me atacar, já que esses,eram do mesmo nível hierárquico que eu e poderiam mais facilmente influenciar o grupo. É a gangue do assédio. Como um bando, há o líder e seus asseclas que são os que sujam a mão propriamente dizendo.

Minha idéia era, então, anular a ação de isolamento e foi o que houve. Perderam, portanto, esta condição estratégica importante. Enquanto isso, eu ganhava aliados e vice versa. Cada colega que estivesse passando problema com um verme, lá estava eu dando um pouco de minha experiência, e, confesso, com um prazer inenarrável, já que ao mesmo tempo em que apoiava um amigo, dava o troco em um agressor por tabela.

Neste momento, os agressores passaram a ter problemas, já que mais gente, agora, reagia aos seus abusos.

O legal da estratégia da disseminação de informação é que ela se reproduz e se multiplica por si. Se o agressor usa do boato pra atingir a vítima, essa mesma ação pode ser usada contra ele na disseminação de informação. A única coisa chata é ter que agüentar o choro do agressor que não gosta de ver seu veneno agindo contra ele; mas, eu consigo conviver bem com isso.

Dentro da idéia de usar a fofoca contra o agressor, devolvendo a gentileza, é possível usar seus cachorrinhos como pombos correios, ao inverso. Explico: eles são os capachos do chefinho, não é? Fazem de tudo pra agradar seu dono, certo? Então, pense bem, se você fala alguma coisa, automaticamente o vermezinho irá contar ao chefe pra ganhar um agrado dele ou um ossinho, correto? Pois bem. Se você falar pra ele algo que quer que ele leve ao maldito, o rastejante o fará achando que está levando vantagem sobre você. Ora, segundo Sun Tzu, toda guerra se baseia no logro, e, sendo assim, basta que você dê ao agressor uma desinformação pra que ele se confunda e pense que você está indo para um lado, quando na realidade está indo para outro. Faça e veja como eles caem como patinhos. AH! Mas, isso não é ético! Não, o assédio moral que visa te destruir, realmente não é ético, por isso, que ética é para os éticos, mas para vagabundo e imundície, é pau e bomba. Vou me defender e não serei devorado só porque um atormentado quer.

A partir daqui, a guerra psicológica já começa a dar contornos de que seu agressor não mais está em uma zona de conforto. Isso o faz parar? Não. É provável que se enfureça mais, já que está com o ego ferido. Isso é mal? Não. Por que a partir de agora ele virá como um cachorro doido e agirá pelo impulso pra te dilacerar. Então, é muito ruim? Pelo contrário, é ótimo, pois na fúria cometerá uma série de erros que serão usados contra ele, já que cometerá inúmeras ilegalidades. Claro, tudo dentro de condições favoráveis, pois cada caso é um caso, mas se puder não exite em adotar esta tática.

Mantenha seu inimigo debaixo de pressão o tempo todo, faça- o ficar ocupado e não terá tempo de se fixar em você.

Procure se antecipar a cada passo dele e pra cada ação já possua uma carta em suas mangas.

Dentro desse conceito, quando eu voltei de minha licença médica, imaginei que eles voltariam a me atacar em determinado momento e caso isso ocorresse eu já sabia o que faria. Preciso dizer o que houve? Pois, bem: assim que o verme sentiu- se seguro, já que eu agia como se estivesse vulnerável ainda, ele deu o bote. Se eu te disser que foi a mesma pessoa que elaborou o inquérito contra as imundícies que me atacaram na rede social, você acreditaria? Pois, é!
No dia seguinte eu estava com meu advogado no MPT formalizando uma denúncia, e obviamente, fiquei quietinho agüentando a sequência de humilhações que se seguiram. Veja, que o período em que fiquei afastado foi de mais de dois anos, mesmo assim não pensaram duas vezes em me atacar.

Fiquei na expectativa do momento em que os promotores públicos viriam investigar a empresa e identificar a situação de terror que os covardes impunham aos pais e mães de família, ou seja, aos trabalhadores que empregam esforço e energia pra que um engravatado aqui e outro ali saia em fotos de jornais e ganhe prêmios à custa do choro e dor de um homem ou mulher honesto e descente. Não falo dos vagabundos, porque esses não são perseguidos por lá, mas saem nas radiografias dos chefes pendurados em seus testículos toda vez que estes vão ao médico.

Mas, essa é outra história...


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com