quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Aduladores

O ato de bajular, palavra que vem do latim bajulare significa adular servilmente. 

Não é difícil encontrar quem é, foi ou conhece alguém que pratica a bajulação. São denominados puxa-sacos. 

O melhor exemplo de bajulador é o funcionário de alguma empresa que, na tentativa de ganhar a confiança, crescer na empresa e/ou obter um aumento no salário, concorda com tudo que o chefe diz e é o primeiro a rir da piada contada por eles.

Estão por toda a parte, se multiplicam como vírus. Não possuem escrúpulos, nem amor próprio, brio ou personalidade - fazem qualquer coisa pra levar vantagem.

Eu tenho certeza que no momento que você se deparou com este título, alguma figura carimbada veio em sua mente, ou até mesmo um filme lhe sobreveio de alguma situação vivida. Eles são os cachorrinhos dos chefes medíocres.

São  manipulados, usados e sabem disso, no entanto, se submetem aos caprichos de tais narcisistas. Verdadeiros papagaios de pirata são os leva e trás dos inseguros e incompetentes, e podem tornar-se um problema em sua vida, até porque, são fofoqueiros compulsivos.

Embora isso soe como moralmente desprezível, por outro lado, revela algumas  facetas  da natureza humana, sobretudo, quando sob o controle de estímulos do grupo. Entrelaçados pela comunicação (boato/ fofoca) os submissos encontram na sujeição uma forma de se beneficiar ante uma figura hierarquicamente posicionada.

É o jogo político da essência primata em sua forma mais primitiva, é verdade, porém não deixa de chamar a atenção para os processos envolvidos como, por exemplo, as armações e os complôs que visam, entre outras coisas, destituir outros grupos tomando-lhes o território, por assim dizer proporcionando aos gestores de quinta categoria sempre ter à sua disposição uma safra nova de subservientes, até que a próxima repita o ciclo, sem exceções.

Conclui-se daí, que à partir do momento da deposição de uns e a assunção dos outros a retroalimentação só renova os atores num jogo sem fim. O que convenha-se não é em nada sustentável já que se esvai da mesma maneira como se constituiu. É como se embalassem o vento... 

Na verdade, tal tática não encontra mais razão de ser pela simples razão de não produzir a tão procurada eficiência nas buscada pelas organizações, haja visto, o globo enfrentar uma crise de identidade desencadeada pela incerteza de um futuro que se constrói em cima da competitividade, globalização, inovação tecnológica e mudanças sócio culturais em intervalos de tempos cada vez mais curtos.

De fato, empresas que ainda alimentam ambientes nocivos sem uma competitividade efetiva, mas predatória, acabam assinando sua própria sentença enquanto são engolidos por processos mais efetivos de condução de conflitos e produtividade dentro de um sentido ético-profissional.

Enfim, se de um lado os puxa sacos brotam da terra, de outro, sua ação não é duradoura como a do profissional que está alicerçado sobre suas competências e que no tempo e lugar oportunos terá recompensado o seu esforço.

De qualquer forma ninguém merece viver a vida rastejando sob os pés de..."gestores" de merda que exalam a sua incompetência tanto quanto os porcos o seu fedor nos chiqueiros.
Raniery

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Que Puta Sociedade!

Quando penso que são 300 bilhões de sóis na via láctea, cujo pressuposto é o de serem orbitados por respectivos planetas, no caso 50 bilhões (rochosos como a Terra) e que 4 mil desses planetas – com a possibilidade de abrigar a vida - já foram identificados por nós, fico esperançoso quanto à nossa missão na parte que nos cabe.

Isso nos leva a imaginar sobre as possibilidades de vida inteligente que, na pior das hipóteses, seria igual à que desenvolvemos por aqui. 

Considerando, numa projeção, que para cada estrela como o nosso Sol, haja a mesma quantidade de galáxias (300 bilhões), numa determinada zona limítrofe, então, por mera dedução lógica, poderíamos concluir afirmativamente sobre a existência de vida extraterrestre em quantidades consideráveis...

Para se ter uma ideia, se reduzíssemos isso a uma proporção em escala, só para a quantidade de sóis, teríamos que acumular, proporcionalmente, em toneladas de areia, o equivalente a 30 toneladas, por alto. Cada grão de areia, portanto, corresponderia a uma estrela, como o nosso sol, por exemplo. 

Diante disso, fica a esperança de que em algum rincão do universo, aqui mesmo no nosso quintal galáctico, deva existir uma civilização evoluída, a ponto de fazer valer o investimento que o BIG BANG teve.

Isso porque lamentavelmente nos causa profundo pesar assistir ao show de horrores patrocinado pelos "coxinhas" e seu apoio aos bandidos que deflagraram o Golpe contra a democracia brasileira manifestando um tipo de comportamento agressivo e bizarro contra quem não pensa como eles. O que em nada é visto como inteligente.

Isso ficou evidenciado após o lamentável episódio de agressão físico/ verbal à atriz Letícia Sabatella me levando a refletir sobre alguns elementos que compõem o substrato da sociedade brasileira. 

Não que isso seja relevante, até porque essa gente nem merece o esforço, afinal de contas pretendem evocar para si a alcunha de guardiões da verdade absoluta, mas porque pretendi com isso elaborar alguma interpretação do mundo em que vivo, ainda que turva e precária. 

Iniciei minha reflexão a partir de elementos constituintes simples da realidade prática, como, o da ordem econômica, por exemplo; ainda mais, porque todo o discurso fascista parece centrado nele.

Partindo daí, o que se sabe é que os elementos constituintes básicos desse sistema são os chamados agentes econômicos formados pelas famílias, pelas empresas e pelo Estado, num modelo simplificado, evidentemente. 

Ora, dentro desse raciocínio passei a retirar inúmeros insights do comportamento animalesco dos “Coxinhas” – apesar de que nem precisaria de tudo isso, afinal de contas, o episódio retrata, por si só, e, muito bem, o perfil desse tipo de gente. 

Sabe-se, entre outras coisas, que para a manutenção de um sistema capitalista, cuja origem é o liberalismo, se faz necessário um ciclo de feedback que determine o seguinte processo: 

O Estado, criação da sociedade, sob o consentimento desta, coordena a vida em grupo (pelo império das leis) onde, cada indivíduo, abre mão de parcela de sua liberdade e a entrega ao ente estatal que, assim, adquire um superpoder que deverá ser usado em benefício e na proteção de todos. 

Com isso, seria possível a manutenção da vida em grupo. O Estado, por sua vez lhe entrega um quinhão de liberdade, como a da livre iniciativa, ao custo dos tributos cobrados para tal. Com a renda advinda do pagamento de taxas, impostos, e outros, realiza seus programas sociais (é para isso que o Estado existe) que pretendem equilibrar a desigualdade criada pelo acúmulo de capital. 

Das idas e vindas, erros e acertos e, ainda os devidos ajustes, ficou evidenciado que é, sim, necessário a intervenção estatal nessa relação, ainda mais, devido a tendente e insustentável ganância humana.

Pois bem! Elaborada a visualização acima, voltemos aos fatos e circunstâncias pertinentes de nossa sociedade. 

Baseie-se nos dados fornecidos pela Receita Federal, por exemplo, constatando que os brasileiros possuem uma característica de “sonegadores de impostos”.  Esses, por outro lado, se defendem dizendo que nossa carga tributária é enorme e não há o retorno disso em programas sociais que beneficiem a todos; ademais, segundo seus argumentos, o Governo administra mal os recursos, sem contar com a corrupção que dilui os investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura.

Outra evidência, é que o Brasil nunca teve uma tradição liberal, sendo praticamente obrigado a aderir aos tais princípios ideológicos, sem nem mesmo saber como lidar com eles, embora adotasse o chamado (maldito) “jeitinho brasileiro”, dentro de uma cultura de coronelismo onde a estratificação social se manifesta pelos abismos oriundos da má distribuição de renda como demonstram bem os dados estatísticos do principal órgão brasileiro que realiza a tarefa de levantá-los: o IBGE. Ainda que isso tenha melhorado muito de 2002 para cá, segundo seus próprios dados.

Curiosamente, é desse mesmo grupo, dito de “elite” (minoria) ou das chamadas famílias “tradicionais”, isto é, daqueles que se julgam superiores em gênero, classe, e raça é que emergem as críticas aos programas sociais (obrigação constitucional dos governantes) que visam tirar o indivíduo do estado de miséria e reconduzi-lo ao status de cidadão - apto a exigir direitos e cumprir com obrigações. 

Mas, me respondam os truculentos agressores da atriz ativista: como podem ser tão patriotas (“...já que sua bandeira jamais será vermelha”) se não conseguem cumprir com o mínimo que exige a Constituição como, por exemplo, respeitar a opinião e a ideologia diversa; ou, como podem sonegar, já que esta é a condição que o Estado (objeto de patriotismo) impõe para a liberdade de livre iniciativa; ou, como podem criticar tais programas sociais que estão elencados como normas programáticas em nossa Carta Magna - símbolo maior de nossa soberania e objeto de culto...patriótico? Ademais, tudo isso é ideologicamente liberal (base do sistema capitalista) fruto de um posicionamento pela liberdade...

Percebe? É do discurso do estulto que deriva a contradição de seus argumentos. Não há patriotismo algum. Não há intenção alguma de seguir qualquer ideologia - ainda que liberal. 

O que há, é um ódio a democracia que prevê o equilíbrio pelo Direito entre os seus cidadãos que são colocados no mesmo patamar perante as leis; 

O que há, é a repulsa da patroa que não aceita ver o filho boêmio sentado nos bancos acadêmicos ao lado do dedicado filho da lavadeira; 

O que há, é a xenofobia ao nordestino que deixou de ser pedreiro e divide o trânsito em seu veículo ou viaja de avião sentado ao seu lado;

O que há, é o repúdio ao negro que ascendeu socialmente e que (para eles) deveria estar sendo estapeado por algum policial abusivo numa esquina erma qualquer, desaparecendo logo a seguir, sem ser nunca mais visto pela família;

O que há, é o ataque àqueles que optam por outra forma de se relacionar interpessoalmente, que não a tradicional, a despeito que, na calada da noite, buscam – os agressores – sentir a respiração do objeto de sua fúria em sua nuca.

O cerne por trás do aviltamento à atriz, são as marcas de uma sociedade hipócrita onde determinados parasitas necessitam se empoleirar sobre alguém para se estabilizar socialmente; está na dissimulação de gente que se veste bem, fala bonito, usa perfume caro, mas que corrompe e se corrompe e parte para a ostentação e o egocentrismo, ou, mesmo, da ignorância gratuita de imbecilóides que não são capazes de discernir o que acontece a um palmo de seus narizes. 

No instante em que aquela neurótica vociferava contra a atriz dizendo palavras de baixo calão... “sua puta, você é puta! ”, fico imaginando se inconscientemente ela não estava lembrando da filha que teria se filmado masturbando-se para o namorado (Nude) - filho de desembargador - que espalhara os vídeos pela internet, manifestando assim, por projeção, o seu recalque.

Aliás, gostaria de submetê-la (e os “coxinhas” também) aos cuidados do personagem de HQ da DC Comics Rorschach cujo rosto é um espectro que simula os borrões de tinta do famoso teste de Rorschach que é uma técnica de avaliação psicológica ou teste projetivo, ou, ainda, método de autoexpressão.

O tal teste consiste em dar respostas sobre com o que se parecem as manchas de tinta simétricas. A partir das respostas, procura-se obter um quadro amplo da dinâmica psicológica do indivíduo.

Como todos os testes projetivos, baseia-se na chamada hipótese projetiva. De acordo com essa hipótese, a pessoa a ser testada, ao procurar organizar uma informação ambígua, projeta aspectos de sua própria personalidade. O intérprete (ou seja, o psicólogo que aplica o teste) teria assim a possibilidade de, trabalhando por assim dizer "de trás para frente"(engenharia reversa), reconstruir os aspectos da personalidade que levaram às respostas dadas.

A hipótese projetiva baseia-se no conceito freudiano de projeção: um mecanismo de defesa, através do qual o indivíduo atribui de maneira inconsciente características negativas da própria personalidade a outras pessoas.

Walter Kovacs foi um típico herói fantasiado (se é que existe tal coisa) até que um dia ele descobriu um crime tão horrível (a menina foi seqüestrada, e quando o sequestrador percebeu que ele iria ficar sem dinheiro para ela, ele a matou, picado seu corpo e alimentou-a aos cães). Naquele dia, como ele explicou a seu psiquiatra da prisão, Walter Kovacs morreu e Rorschach nasceu.

O superpoder do personagem é exatamente esse: trazer à tona o que o subconsciente esconde por trás dos recalques que, no caso em questão, revelaria a verdadeira face da agressora e dos coxinhas em geral imersos em seu mundo dissimulado de autoengano.

Então, veja:  nada disso tem a ver com crimes contra o patrimônio, falcatruas, desvio de dinheiro público, imoralidade etc. Fosse assim, haveria um clamor social para que todos os envolvidos em tais investigações tivessem o mesmo tratamento que o partido da situação está tendo, como os tucanos, por exemplo, que invariavelmente são citados em inúmeras investigações e são blindados pelos órgãos de investigação e poupados pela imprensa tendenciosa e adornados por essa gente medíocre. 

Mas, não! O que se vê é a aquiescência a uns e o ódio desproporcional a outros; o que se vê, é a prostituição das instituições públicas que se colocam à disposição da perseguição política através dos populares pseudo juízes heróis, ou de Tribunais de cartas marcadas, ou de polícias judiciárias maculadas que venderam o país por vinte moedas de pratas...

Tudo isso desaguando, na neurose da mulher corneada, que ataca àqueles que não se sentem obrigados a seguir o gado por terem a capacidade crítica de analisar o meio em que vivem. 

Me contestem, os mais inflamados, mas não foi o atual governo golpista que recentemente assinou ajustes de salário bilionários a esses mesmos órgãos ainda que defendesse um discurso de austeridade? 

Me parece que isso soa como um acordo escuso onde o golpista se comprometera com aqueles que movimentaram a máquina estatal nessa armação já descortinada internacionalmente.

Na verdade, nem é o ódio ao partido de esquerda que move os alienados coxinhas (desculpe-me a redundância), mas é o ódio àqueles que eles consideram indignos de cidadania a sua motivação.

Pois, quando a desequilibrada senhora diz que a bandeira é dela percebe-se o desprezo aos outros milhões de cidadãos que estão sob o regime jurídico tutelar das garantias e direitos individuais e coletivos que ela (a bandeira) simboliza e que, portanto, não é posse de nenhum (a) neurótico (a) fascista.

A opinião é dela. A nação, não! Também dela não é a Constituição, nem a cidadania ou a bandeira que, ao contrário, é de todos os que vivem em território brasileiro.

Enquanto os seqüelados histriônicos balbuciam palavras desconexas projetando a espuma que sai dos seus berros delirantes, numa referência a estrela comunista, ainda que afaguem as cinquenta estrelas da outra bandeira, a bandidagem que eles protegem pilha o país e entrega nossa riqueza de mão beijada aos gananciosos.

Portanto, me solidarizo com a atriz global e me indigno e repudio a decisão de determinados grupos em pretenderem impor suas vontades sobre os outros, replicando as palavras da Letícia: “vocês não são democratas! ”

Por fim, prefiro olhar para os céus e imaginar que lá em cima exista algum ser evoluído o suficiente para não pagar um mico desses e fazer valer este tão rico e diverso Universo num formato de inteligência melhor do que isso que venho presenciando por aqui.

Raniery