domingo, 18 de setembro de 2011

Espíritos de vingança


Outro dia tive um sonho muito interessante e que me possibilitou enxergar algumas coisas sob novo prisma.

Lembro- me de estar num prédio comercial onde uma moça solicitava minha ajuda, pois havia um “espírito” hostil a ela do lado de fora. Fui averiguar e realmente constatei a presença de tal entidade.

Começamos então a discutir sobre o que ela teria feito pra deixá- lo raivoso daquele jeito, mas ela não sabia responder. Depois de acordado lembrei  de algumas conversas com meu amigo de trabalho Dalton, sobre o espiritismo, e, em especial, deste tipo de situação.

Voltando ao sonho, eu tive uma idéia e falei pro espírito vingativo se fosse oferecido a ele outro espírito pra que ele desse vazão a sua ira.  Não sei porque eu tive esta idéia, mas o espírito do sonho aceitou.

Depois de acordado eu fiquei refletindo sobre o sonho e me veio um insight sobre a atuação de determinadas pessoas que precisam hostilizar, humilhar, desprezar ou atormentar outras. Não tem nada a ver com a pessoa em questão (a vítima), mas com um padrão comportamental intrínseco do agressor que pra se realizar ou se auto afirmar, necessita pisar sobre um outro.

Veja que não há uma razão lógica ou uma reação por parte de quem agride. É claro que não estou falando de um conflito eventual, mas de uma situação reticente e reiterada por parte deste.

Da mesma maneira que a moça de meu sonho a pessoa que está sob ataque num primeiro momento não entende nada do que está acontecendo e não saberá dizer o que fez pra que aquilo lhe ocorresse. O Grupo de trabalho segue o mesmo ritmo e surgem as mais diversas teorias, e, se tiver um competidor social envolvido na história pode esperar que a bola de neve aumentará através da tática da fofoca maldita.

Onde eu trabalho a coisa é tão sedimentada que há até jargões instituídos como por exemplo, “a bola da vez”, pra designar alguém que está sob o alvo e a mira de um chefezinho frustrado. Por trás do jargão há um padrão de assédio moral prevalente e instaurado que se tornou cultural e se cristalizou naquele lugar.

Perceba que essas pessoas não são felizes como no caso do espírito de meu sonho. O ódio é a fonte de motivação e a maldade seu combustível e seguem como verdadeiros zumbis de pessoa em pessoa destilando sua perversidade sem nunca satisfazerem seus instintos. Por isso que num lugar como esses o fenômeno da violência moral nunca acaba, mas se perpetua e quem paga o pato em ações judiciais é a empresa, que se for séria mesmo decide punir esses patifes miseráveis. Se fosse minha empresa, pode ter certeza que eu me livraria desses vermes malditos.

Mas uma coisa é certa, esses espíritos das trevas não resistem ao poder da luz e se encolhem diante daqueles que lhes resistirão com a força do bem.


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com
@Mentesalertas


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Crimes virtuais


Hoje, abri meu e-mail e dei de cara com a mensagem abaixo. Curiosamente não possuo nem conta e muito menos o tal dispositivo. Mas o mais engraçado de tudo é que utilizaram o nome deste blog pra me contatar, o que me deixa feliz, já que demonstra sua repercussão pelo mundo digital.


Ficou claro nesse episódio que a patifaria e a pilantragem anda solta por aí tentando pegar os desavisados. Além disso, quando você prossegue nas indicações de atualizações o e-mail malicioso tenta instalar um malware espião que pode causar maiores transtornos em sua vida. É a psicopatia tecnológica a serviço do mal.

Obviamente que repassei tal informação ao banco pra que este tome as medidas que lhe couber se sentir- se lesado.


Leia o e-mail abaixo e veja a cara de pau em ação:

Em 15 de setembro de 2011 16:18, Banco Itaú Unibanco S.A.


 comunicacaodigital@itau-unibanco.com.br




Olá Mentes Alertas ,

Conforme seu perfil de utilização você está recebendo aviso de atualização de dispositivo.

O seu dispositivo de segurança iToken encontra-se desincronizado.

Sua atualização deverá ser efetuada até o dia 15/09/2011, caso contrário seu aparelho iToken será desabilitado.

Clique em seu nome para iniciar:

Mentes Alertas 

Atenciosamente.

Portanto fique de mente alerta pra este tipo de prática e não caia nessas armadilhas.


Denuncie: www.safernet.org.br


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com




sábado, 10 de setembro de 2011

Devorador de serpentes



Em Lucas 10: 19, Cristo diz a seus discípulos: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda força do inimigo, e nada vos fará dano algum”.

O líder cristão estava falando do poder que seus enviados teriam sobre espíritos nocivos que se submeteriam a eles durante sua missão de evangelização. Durante o texto ele narra que haveria muitas adversidades por onde quer que eles fossem, mas que seriam vitoriosos no fim.


O poder daqueles homens seria testado durante sua jornada. Da mesma forma somos testados todos os dias diante de todo tipo de violência que o homem é capaz de cometer. Desde aqueles tempos, isso ainda não mudou.


Todos os dias lemos nas notícias sobre algum ditador que mata seu povo, de um religioso cristão que abusa sexualmente de crianças, de maridos que surram suas mulheres, crianças que mal tratam outras, estupro seguido de morte cometido por serial killers, corrupção na política, nepotismo no emprego público, assédio moral ou sexual na empresas, fraude etc.


Ora, não é preciso ser muito inteligente pra saber que há algo de errado e que tudo o que foi descrito acima não é bom. A não ser que seja você que tenha cometido tais ilícitos, concordará comigo.


Outro dia ouvi de um camarada que o mal não existe, pois o que um encara como sendo lesivo o outro o vê como benéfico. Usou o exemplo de um caçador com uma arma que seria vista como má para o animal que estava no alvo, mas boa para aquele que atiraria e comeria de sua carne. Belo argumento! Ele só não explicou como isso se daria, caso fosse usada outra analogia, como por exemplo: sua filha ou mulher serem estupradas e degoladas ou um filho seu ser morto por um delinqüente por um tênis.


Não, não dá pra aceitar estas idéias de modo tão calmo assim. O mal existe e muitas vezes vêm encarnado num maldito que decide criar um transtorno em sua vida pelas mais diversas razões incluindo aí, as fúteis.


Eu prefiro ver as coisas sobre outro prisma. Já que meu amigo, da teoria do nada, usou de analogia pra embasar argumentos, eu também o farei e irei buscar o meu exemplo em uma ave que vive lá na África do sul, e, que logo de cara chamou- me a atenção e despertou minha simpatia pelas características que possui.


O secretário é uma ave de grande porte. Sua plumagem é cinzenta, com a cauda, ponta das asas e coxas negras e com cerca de 1,5 m de altura e cerca de 2 metros de envergadura, com patas muito longas que terminam em garras afiadas.


Detalhe: alimenta- se de serpentes, podendo consumir roedores e anfíbios. O secretário mata suas presas com as patas, pisoteando- as.


Muito interessante esse exemplo como analogia, então.


E poderíamos utilizar a própria racionalização dos psicopatas de que o mal não existe e dizer que o que ela faz é pra se alimentar e a seus filhotes, logo não há mal algum aí.


Acontece que a mesma criatura que vem com um papo furado desses, quando se vê debaixo de ataque ou em desvantagem muda de retórica ligeiramente, já que se coloca no papel de vítima.


Mas, voltando à nossa ave incrível, o que poderíamos imitar em seu comportamento pra lidar com as cobras e os ratos do dia a dia e não engolir sapos?

Uma coisa que me chamou muita a atenção foi o fato dela não ter o menor pingo de medo das serpentes. Estas sim, é que se encolhem diante da presença do frondoso animal.


E o que atemoriza estes vermes?

Serem descobertos em seus esquemas os deixa atemorizados. Todo o jogo se baseia no embuste e fazem tudo por debaixo dos panos, fazendo valer seu perfil ardiloso, furtivo e traiçoeiro. Portanto, é preciso olho vivo e atenção a seus passos pra, primeiro detectá- los, e, depois, pisoteá- los, digo denunciá- los.


Tem que ter autocontrole assim como a poderosa ave do deserto que não se abala com os movimentos da serpente. Perceba que eles usam e abusam da tática de desestabilizar as pessoas pra que estas ou percam a razão ou deixem de usá- La.


Terceiro: não tem jeito, é preciso no momento certo partir pro confronto e, depois, de ter tido certeza que a cobra está esmagada, encher a pança.


Pois é, analogia nem sempre é o melhor tipo de argumento, aliás é o mais frágil de todos, mas pode servir de mecanismo de visualização em alguns casos ou pra refutar pseudo argumentos de mentes manipuladoras que substimam a inteligência das pessoas de bem.


De qualquer forma é preciso estar muito atento e ligado com o que, ou quem, podemos nos deparar em algum momento de nossas vidas ou,...acreditar em contos da carochinha.


Veja que no começo desta postagem citei um líder religioso conhecido no planeta inteiro e que viveu a mais de dois mil anos atrás e que desde lá já alertava seus seguidores pra existência do mal e dos perversos.

Não sei se o líder cristão pensava na ave africana quando orientou seus discípulos, mas a lição é a mesma.



Raniery
raniery.monteiro@gmail.com


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Empregado recebe indenização por dispensa considerada ato de retaliação


A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso da Tigre S.A. contra decisão da Justiça do Trabalho da 12ordf Região (SC) que a condenou a indenizar ex-empregado cuja dispensa foi considerada como ato de retaliação. A Tigre recorreu ao TST com o intuito de reverter a condenação, mas a Terceira Turma do TST manteve o entendimento e desconsiderou o argumento da empresa de que a simples demissão de trabalhador não é ato ilícito.

A empresa foi condenada, na sentença de primeiro grau, ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 128 mil. A retaliação teria motivo de caráter familiar, conforme avaliou o juízo de primeiro grau: o ex-empregado, analista de planejamento sênior, era casado com a irmã da presidente do conselho de acionistas da empresa. O casal divorciou-se em 2000 e, na ocasião, a guarda da filha do casal se deu em favor da mãe. Algum tempo depois, o pai ajuizou ação de regulamentação do direito de visitas à filha. Segundo consignado nas decisões anteriores, a dispensa do analista, em 2008, decorreu de motivo de natureza pessoal, em virtude do clima de animosidade com a sua ex-mulher, criado desde então, e como represália à ação de regulamentação do direito de visitas.

No TRT catarinense, a empresa contestou o montante arbitrado a título de indenização e requereu a redução do valor fixado na sentença. Em sua defesa, a Tigre S.A. afirmou que, no caso, não ficou comprovado o assédio moral, e alegou não ter incorrido em conduta abusiva de ordem psicológica, em despedida discriminatória ou em arbitrariedade. Assegurou que somente exerceu o direito potestativo (direito sobre o qual não recai qualquer discussão) de despedir sem justa causa. A empresa alegou também que não foram provados os elementos caracterizadores da responsabilidade civil, especialmente de que agiu com culpa. Por sua vez, o ex-empregado postulou a majoração da indenização para o equivalente a 500 salários mínimos, visto ter considerado irrisória a quantia fixada na sentença de primeiro grau.

O TRT-SC deu razão à empresa quanto à necessidade de reduzir o valor da condenação, em observância aos fatores como gravidade do dano, a condição pessoal e social do empregado, o grau de culpabilidade e as condições econômicas do causador do dano. Assim, considerou razoável a fixação da indenização em R$ 50 mil, com incidência de juros e correção monetária. A Tigre recorreu então ao TST, insistindo que não houve dano, pois a demissão não foi ilícita, e pedindo a redução do valor da condenação.

Para a relatora do acórdão na Terceira Turma, ministra Rosa Maria Weber, nos termos do artigo 187 do Código Civil, o exercício do direito potestativo de denúncia vazia do contrato de trabalho, como o de qualquer outro direito, não pode exceder os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. A relatora destacou que, dos fatos registrados pelo Regional, conclui-se que a dispensa ocorreu por motivo de caráter familiar, como ato de retaliação, sem guardar pertinência com o bom desempenho das atividades do trabalhador na empresa.

A Terceira Turma verificou estarem comprovados, dessa forma, o dano infligido ao autor, o nexo de causalidade e a culpa patronal, evidenciando-se a responsabilidade civil da empregadora, com a consequente obrigação de indenizar. À unanimidade, a Turma não conheceu do recurso.

Fonte: TST



raniery.monteiro@gmail.com