terça-feira, 26 de outubro de 2010

A importância da C.A.T.nas doenças profissionais





A Dra. Margarida Barreto, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, defendeu tese de mestrado pesquisando 2.072 trabalhadores das indústrias químicas, plásticos, farmacêuticos e cosméticos que sofreram assédio moral (42% deles). Segundo ela, o assédio moral está sempre presente em relações hierárquicas de poder em que há o autoritarismo. Normalmente é caracterizado por atos de intimidação e práticas de humilhar, de rebaixar, de intimidar o outro.


A Dra. Margarida relaciona as principais doenças causadas pelo assédio moral pesquisada por ela: mais de 50% dos casos são manifestações depressivas, hipertensão, dores generalizadas pelo corpo, tensão no pescoço, gastrite distúrbios digestivos – e distúrbios do sono. As pessoas pesquisadas mostram o resultado desse adoecer com exames clínicos.


Quem pratica assédio moral, no meu entendimento, está trabalhando contra a própria Empresa, muitas vezes com a conivência das pessoas que estão na cúpula dela. Isso seria burrice? Prefiro acreditar que é apenas falta de informação.


Kátia Ricardi de Abreu – Psicóloga



Ocorrendo o acidente de trabalho, independentemente de afastamento ou não, ainda que por meio período, é obrigatória a emissão da CAT por parte do empregador.


A emissão da CAT, além de se destinar para fins de controle estatísticos e epidemiológicos junto aos órgãos Federais, visa principalmente, a garantia de assistência acidentária ao empregado junto ao INSS ou até mesmo de uma aposentadoria por invalidez.


Hoje qualquer trabalhador que incorra em algum acidente de trabalho, poderá se dirigir a um hospital devidamente credenciado junto ao INSS e registrar formalmente este acidente, independentemente da empresa fazê-lo ou não. Isto lhe dará todas as garantias advindas do acidente do trabalho, estabelecidas pela legislação.


Portanto, o trabalhador já pode ter reconhecida à doença acidentária, mesmo sem a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), alterando-se os procedimentos para a comprovação da doença ocupacional, bastando que o trabalhador apresente no INSS um laudo médico contendo o código que corresponde à doença na Classificação Internacional de Doenças (CID), realizar a perícia médica para identificar se está incapacitado para o trabalho, e a doença ocupacional já estará caracterizada pelo Nexo Epidemiológico, instituído pela Resolução n º 1236, do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), publicado em 10 de maio de 2004.


A Constituição Federal de 88 refere, no art. 7º, inciso XXVIII, garante ao empregado “seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa”.

raniery.monteiro@gmail.com

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Puxa sacos



O ato de bajular, palavra que vem do latim bajulare, que significa adular servilmente. Não é difícil encontrar quem é, foi ou conhece alguém que pratica a bajulação, essas pessoas são denominadas de puxa-sacos ou bajuladores. O melhor exemplo de bajulador é o funcionário de alguma empresa que, na tentativa de ganhar a confiança, crescer na empresa e/ou obter um aumento no salário, concorda com tudo que o chefe diz e é o primeiro a rir da piada contada pelo chefe


Eles estão por toda a parte, se multiplicam como vírus em nosso meio. Não possuem escrúpulos, nem ao menos consigo. Sem amor próprio, brio ou personalidade, fazem qualquer coisa pra levar vantagem de alguma maneira.


Eu tenho certeza que no momento que você se deparou com este título, alguma figura carimbada veio em sua mente, ou até mesmo um filme se passou de situações que você presenciou.

Eles são os cachorrinhos dos chefes medíocres. São aquelas pessoas manipuladas e usadas, sabem disso, e mesmo assim se submetem aos caprichos de perversos narcisistas.


Verdadeiros papagaios de pirata são os leva e trás dos 
inseguros e incompetentes, e podem tornar-se um problema em sua vida, até porque, são fofoqueiros patológicos.

Dos personagens que cito neste blog, este é o mais desprezível, já que não passa de um parasita/verme na acepção da palavra.

Raniery




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E a inveja hein?


Uma empregada doméstica foi presa acusada de matar a patroa, a empresária Kátia Bedinger, de 48 anos, em Indaiatuba, a 105 km da capital paulista - o principal motivo do crime foi a inveja que a empregada sentia da empresária - disse Carlos Donizette de Faria Souza, titular da Delegacia de Polícia de Indaiatuba.


Pessoas inseguras e com complexo de inferioridade desenvolvem este tipo de emoção destrutiva que não somente as impede de conseguir o que querem, como ainda as estimula a atacar pessoas, alvos de sua incopetência.

O local de trabalho é ambiente propício para este tipo de lacraia venenosa disseminar seu veneno contra colegas. O que na retórica é um discurso de competitividade, na realidade, é a vontade de ter o que é do outro, ou mesmo, ser o outro que motiva tal pessoa.

A inveja  conforme o dicionário Aurélio, é definida de duas maneiras: 1ª) desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem; e 2ª) desejo violento de possuir o bem alheio. A pessoa que possui esse sentimento, ou ela menospreza o alvo de seu ataque, ou tem uma vontade incontrolável de ter as habilidades, bens e idéias do outro.

Um ataque pessoal no trabalho pode ser a mais pura manifestação de inveja por parte daqueles que se sentem inferiores ou ameaçados pelos competentes e eficientes.

A crítica é a arma do invejoso. As críticas maiores vêm quando se faz algo incomum que a “massa” não está acostumada a fazer. Sempre haverá críticas individuais e coletivas.
Citação: AS MAIS BELAS FRASES DO MUNDO - John Fellinus- LITERATURA BRASILEIRA

Em Provérbios 6:16-19 (Bíblia sagrada) descreve a característica deste tipo de gente perversa: "...olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos." 
O Texto ressalta ainda que Deus detesta este tipo de gente, ou melhor, sub-tipo.

Pense nisso da próxima vez que se deparar com alguém que quer te prejudicar e te ataca sem nenhuma razão aparente. Pode ser um invejoso que está em seu encalço.







Raniery

sábado, 16 de outubro de 2010

Chefias arcaicas


Sr Richfield: É o dono da companhia Wesayso. Com um temperamento agressivo e feroz, o dinossauro é visto por seus funcionários como um verdadeiro tirano. Pai protetor, Richfield entende que a melhor forma de proteger sua filha é devorando seus respectivos namorados.


Quando queremos nos referir a algo antigo, ultrapassado ou arcaico fazemos uma referência aos dinossauros.
Assim também, quando pensamos que este tipo de chefe, gerente ou seja lá qual o termo que esteja na moda, insiste em manifestar os seus "problemas de personalidade" (que as pessoas "injustamente" insistem em apontar) nos vêm à mente o quanto estas pessoas estão despreparadas, desatualizadas, ultrapassadas ou até mesmo desmotivadas.

Determinadas empresas necessitam urgentemente rever seus paradigmas em relação aos seus prepostos.


Raniery

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Como impedir uma vítima de reagir








Dizer que o medo de perder o emprego é o fator principal para que alguém se submeta a um assediador moral não é avaliar com precisão tudo o que ocorre por trás deste tipo de violência psicológica.


Tanto patrões quanto chefezinhos que se utiliza de mecanismos perversos e insidiosos para alimentar seus egos e controlar pessoas, na realidade criam uma prisão psicológica na mente delas com o objetivo de inibir qualquer reação de defesa por parte das mesmas.

Para manter o controle e poder sobre os outros, lançam mão de manobras que, de início, aparentam ser irrelevantes, mas que através de um processo gradativo aumentam em violência na medida em que o empregado resiste.

Esses procedimentos assemelham-se às armadilhas do tipo usadas em campos de concentração ou em regimes totalitários.

Obedecem a etapas e objetivos determinados:

·         Em primeiro lugar: retirar qualquer senso crítico, capacidade de formular juízo ou avaliação lógica.
Objetivo: criar confusão mental e emocional para que não se saiba mais quem tem razão.

·         Em seguida: estressar, crivar de críticas e censuras, vigiar e até cronometrar.
Objetivo: fazer com que a pessoa sinta-se seguidamente sem saber como agir.

·         Acima de tudo, nunca dizer nada que possa permitir-lhe compreender o que está acontecendo.
Objetivo: obviamente que é o de impedir qualquer esboço de reação.

·         Conseqüência: o empregado sente-se acuado ou acossado. Acaba por resignar-se a ponto de sequer se defender e  concluir que o que se passa é inadmissível.

Não importa como tudo começou ou mesmo quem são os agressores, pois os procedimentos são os mesmos.

Não se menciona o problema, mas age-se de maneira insidiosa para eliminar a pessoa em vez de encontrar uma solução.

Esse processo é ampliado pelo grupo que é chamado como testemunha ou participante, através de membros aduladores que são porta-vozes dos manipuladores, que se utiliza de fofocas ou até mesmo de redes sociais criadas com uma fachada de interesse coletivo, mas que na realidade servem como sistema de monitoramento e controle da liberdade de pensamento e opinião.

Portanto é preciso estar com a mente alerta para detectar as estratégias de perversos narcisistas.



Raniery

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dia das crianças e pedofilia



O dia das crianças está aí e é preciso ficar atento ao que estão fazendo com nossas crianças aqui no Brasil e no mundo.

É estarrecedor pensar que existe uma espécie de sub-humano que é capaz de devastar a vida de pequenos inocentes.
Estive em uma cidade do nordeste  e fiquei indignado com o que ocorre por lá: crianças sendo vendidas em plena praia por aliciadores à estrangeiros que saem de suas terras para simplesmente vir aqui e abusar de crianças miseráveis abandonadas pelo poder público. Este, ao invés de coibir, faz vistas grossas por conta do dólar imundo dessa corja  que vem de fora destruir vidas inocentes, (covardes da pior espécie) e movimenta uma espécie de "turismo" que ninguém quer por aqui.
É preciso denunciar, cobrar das autoridades ações enérgicas, dos políticos que tanto pediram nossos votos nas eleições, enfim, não podemos cruzar os braços para esse tipo de crime e violência contra nossas crianças.




Raniery


domingo, 3 de outubro de 2010

Busque o padrão



Padrão:

Metrologia Grandeza-tipo que serve para definir uma unidade. / Modelo-tipo legal dos pesos e das medidas. / Tipo, modelo.


De acordo com a definição, padrão é algo que podemos medir.

Com base nisso podemos decifrar, na essência e por meio de uma leitura exata, se as pessoas são o que dizem ser ou não  pois apresentam um conjunto de características comportamentais que se repetem : os padrões.

Com o perverso não é diferente, mas é um tanto mais complexo já que temos aqui uma ação ardilosa que age pela dissimulação e engodo.

E como saber se aquela pessoa acima de qualquer suspeita, carismática, espirituosa e até com aparência angelical não é um predador? A resposta vem do cuidado e do valor que você tem pela própria vida, ou seja, o quanto de cautela você emprega nas interações diárias. Isso requer um pouco de trabalho e motivação, usar seu poder de observação (que não é preconceito) e objetividade.

Devemos lembrar que o comprometimento emocional anula qualquer tentativa de avaliação precisa da realidade, e, confesso, é muito difícil não se deixar levar. É o exercício de uma existência.
Imagine a seguinte situação: você está absorvido com algum tipo de preocupação em algum momento. Isso mexe com suas emoções. Daí aparece alguém falando exatamente o que você deseja ouvir; aquilo começa a satisfazer uma necessidade emocional. É a lacuna a ser preenchida que o oportunista esperava. 

É “mágico”! Você  enxerga aquilo como a solução e aquela pessoa aparece como verdadeiro messias ou profeta em sua vida.

Vamos concordar: como adivinhar que aquela pessoa tão “boazinha” irá nos trair, afinal de contas não fazemos mal à ninguém para motivar tal ação. Pois é, lembra do padrão? A culpa não está em você, mas no comportamento insidioso do agressor que, com seu poder de seduzir vai envolvendo, levando no “bico” e num determinado momento dá o bote. Quando se percebe é tarde demais. Neste instante a confusão mental toma conta de você, já que não é possível discernir com precisão o que acontece.

Quando se é calejado (experiente), é possível se antecipar a um pretenso agressor, passando então a detectar sinais que antes não se enxergava. 

É então que as palavras são confrontadas com comportamentos e as inconsistências aparecem, sendo levadas em consideração. 

Procuramos nesse instante, pela intenção por trás da atitude, e, com base nessas informações, desenvolvemos nossa linha de ação defensiva.

Se eu conheço quais são os objetivos (e intenções) do agressor - de sempre levar vantagem sobre mim - consigo enxergar suas estratégias e táticas predatórias. 

Nesse instante passo a ter certo controle sobre as circunstâncias e sobre mim; o agressor começa a perder terreno e o jogo começa a virar a meu favor.

Como disse acima, o mais interessado em preservar a própria vida de um ataque predatório sou eu. Cabe a mim, então, desenvolver mecanismos psicológicos práticos para que isso ocorra. 
Não existem regras. Cada um deve desenvolver sua própria tática de sobrevivência nessa guerra psicológica.

Vale lembrar que nada disso é válido se no processo você se destrói.

É preciso encontrar um equilíbrio, o que também não é fácil, mas o que é fácil nessa vida?

Raniery

raniery.monteiro@gmail.com