quarta-feira, 27 de junho de 2012

A desgraça do arrogante


Mestre e discípulo conversavam numa esquina, quando uma velha os abordou.

“Saiam da frente da minha vitrine!”, gritou a velha.

 “Vocês estão atrapalhando os fregueses”.

O mestre pediu desculpas, e mudou de calçada.

Continuaram a conversa, quando um oficial aproximou-se.

“Precisamos que o senhor se afaste desta calçada”, disse o oficial. “O conde irá passar por aqui daqui a pouco”.

“Que o conde use o outro lado da rua”, respondeu o mestre, sem se mover.

Depois se virou para seu discípulo: “Não esqueça: jamais seja arrogante com os humildes. E jamais seja humilde com os arrogantes”.
A arrogância do Poder
Autor: Paulo Coelho

A arrogância é um padrão comportamental constituído por uma gama de atitudes de caráter negativo, evidentemente.

É um comportamento que tem por objetivo convencer as pessoas de que o indivíduo é superior aos demais, mesmo que isso não seja verdade. O que se pretende é criar um impacto psicológico na mente do outro. Desta forma, busca atrair admiração, elogios, respeito, destaque ou mesmo inveja. Mas, o que se consegue no final é a repulsa e a aversão.

Ninguém quer ficar perto de um boçal desses. O afastamento é o caminho natural, a não ser que você seja um capacho humano desprezível, como os aduladores.

Um detalhe interessante do arrogante é que ele gosta de alardear suas conquistas, ainda que ínfimas. Outras vezes até as inventa como quando faz propaganda de suas conquistas sexuais. O que ele quer é inferiorizar o outro para que este se sinta menor e sua projeção o coloque em destaque.

Isso me lembra de um cartoon que define muito bem esta figura: Pink e Cérebro.

Os estúdios da Warner Bros em parceria com Steven Spielberg criaram o cartoon “O Pink e o Cérebro” que narra as aventuras de dois ratos de laboratório, onde o “Cérebro” é um rato baixinho, mas com uma cabeça enorme, que apesar de se achar muito inteligente é acometido de uma megalomania crônica e obssessiva que o faz “tentar dominar o mundo” todos os dias. Seu parceiro o “Pink”, por outro lado, é um rato patético que adora se exercitar em sua gaiola, cuja imbecilidade acaba sempre estragando os planos maquiavélicos do Cérebro.

O desenho demonstra como funciona internamente um arrogante, e os dois personagens, na realidade tratam-se de uma mesma pessoa. São na realidade seu alter ego. A verdadeira pessoa é o Pink- desajustado, desajeitado, alienado, abestalhado etc. O cérebro é a roupagem que o soberbo utiliza diante dos demais, apesar de ainda assim, ser uma caricatura, já que o “sem noção” não consegue perceber a fantasia em que vive.

As consequências deste comportamento desajustado, principalmente em se tratando de chefes ou colegas de trabalho obviamente que não será nada agradável. O arrogante não será necessariamente um assediador moral, mas um assediador sempre será um soberbo.

Estas pessoas não lidam bem com a crítica ou a competência do outro e não pensam duas vezes em puxar o tapete de seus competidores, pois em suas mentes os fins justificam os meios. Isso, sem falar da paranoia que se instala, já que cada sombra que vê, é alguém que quer tomar os seus lugares.

O pior de um arrogante não é seu comportamento isolado que já é prejudicial, mas o efeito contaminador que pode produzir no grupo.

A psicologia comportamental explica que, muitas vezes, o comportamento de um indivíduo sozinho é insuficiente para produzir algum resultado, mas, quando somado aos de outros indivíduos unidos em um grupo, geram um efeito que não seria possível isoladamente.

Isso pode gerar um efeito coletivo degradador do ambiente de trabalho comumente encontrado em ambientes tomados pelo assédio moral generalizado.

Esse mesmo “mecanismo” também pode gerar a chamada “soberba coletiva”, quando seus membros passam a agir e falar com arrogância, supervalorizando o papel do grupo dentro da empresa, menosprezando os outros grupos e formando uma pequena rede social em que cada indivíduo reforça esse comportamento no outro. Esse apoio mútuo do grupo pode fazer até com que cada um perca a noção do quanto está sendo soberbo, uma vez que se está agindo de modo análogo aos colegas, sendo reforçado por eles, e se está com pouco contato com os efeitos negativos desse tipo de comportamento (por exemplo, afastamento e repreensões).
Por: Giovana Del Prette


Portanto, a arrogância é uma característica de ambientes tomados pelo assédio moral que em ultima instância aponta para um mecanismo perverso.

“A desgraça do orgulhoso não tem cura, pois nele está enraizada a maldade”: Eclesiastes

Artigo: comportamento arrogante


Raniery

raniery.monteiro@gmail.com

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rumo ao terceiro ano


Chegamos ao segundo ano do Mentes Alertas que está mais amadurecido e consistente à medida que se aprende a lidar com todos os meandros ligados à violência.

No ano passado, no primeiro aniversário, eu apontava para a continuidade do processo, já que, dada a natureza dos agressores, nada demonstrava o abandono de suas características perversas. É dominante entre pesquisadores a conclusão de que portam transtornos antissociais os assediadores crônicos, daí se dizer que não mudam de comportamento. Dessa asserção, posso atestar na prática, a evidência de tendências psicopáticas entre eles, apesar da pouca inteligência que demonstram, o que me confunde em determinados momentos.

De qualquer forma, à medida que adotavam suas práticas assediadoras foram ressachados à altura. Ameaças, chantagens, manipulação da comunicação, nada disso foi suficiente para gerar intimidação, mas o oposto, já que despertou indignação e estimulou colegas a vencerem o medo e enfrentarem as injustas agressões.

A estratégia foi observar de perto seus atos decorrentes das violações de normas e regras, já que são transgressores sociais, sendo esta a sua vulnerabilidade; portanto, não deixarão de praticá-las porque são dominados pelo impulso de transgredir.

Conforme dito, no ano anterior, havíamos denunciado as práticas de assédio moral ao MPT (Ministério Público do Trabalho); os assediadores se sentiram, então, ameaçados e mobilizaram o jurídico da empresa para escaparem. É interessante registrar que, quando é para o mal, os perversos se unem. E foi o que ocorreu. Mas, isso nós já havíamos testemunhado por conta da demissão forjada de dois de nossos companheiros que ficou conhecida como a maior injustiça ocorrida por lá, sendo que os responsáveis caíram em desgraça moral ante o grupo.

Desta vez, no entanto, os agressores foram acuados em seu território, e, temeram; pois não estavam acostumados a se ver nesta condição. Aliás, esta é outra teoria que pude verificar na prática, isto é, o que chamo de dar " visibilidade ao agressor" que não se adapta a essa situação porque todo o seu trabalho se dá pelo engano, dissimulação, trapaças e mentiras.

Mobilizados, conseguiram obter uma vitória momentânea conseguindo arquivar o inquérito. Imediatamente a isso voltaram- se para mim de forma retaliadora cancelando minhas férias, marcadas a quase um ano antes, fato agravado pelo difícil momento em que passei tendo minha genitora em coma na UTI do hospital local.

Para se ter uma idéia da maldade e insensibilidade, o atestado de acompanhamento que tentei entregar ao RH foi recusado, mesmo sendo legítimo, o que não foi novidade alguma já que os setores estão acertados para me prejudicar. Confirmei isso da pior forma: pelos berros do assediador que tentou me intimidar a não buscar meus direitos. Aliás, deixou claro que irá forjar minha demissão.

Por conta deste abuso, enviei ao grupo de inquérito administrativo da empresa, à época, formalização de queixa com pedido de tomada de providências,  já que se tratava de falta gravíssima, mas como previsto, arquivaram tudo, mesmo constando até falsificação de documento em meu nome.

Naquele momento se sentiram excitados porque conseguiram arquivar o inquérito ( tanto do MPT, quanto o da empresa), mas, nem a poeira assentou e a promotoria os intimou a esclarecer novas denúncias. Nelas, foram relatadas situações de irregularidades envolvendo funcionários que estariam se utilizando de fraude para se beneficiarem, entre outras coisas, de horários especiais de trabalho, funções inexistentes ou sem prestação de concurso interno etc.

O que se sucedeu foi o pânico generalizado, pois tinham que maquiar o que estavam fazendo. É sabido que uma empresa pública não pode fazer nada que a lei não determinar, mas estas pessoas se acham acima da lei e intocáveis. Em suas mentes, são melhores que os outros, dada a sua megalomania e ego inflados. Se acham os malandros entre otários que estão ali para lhes servirem. Enquanto fraudam ameaçam punir a pretexto de disciplinar. Mas, se são tão espertos porque é que foram tomados pelo medo, e, em pânico, se puseram a tentar minimizar as coisas para ludibriar os promotores?

Interessante foi que, em determinado momento, até quem assediava passou a experimentar do próprio veneno. Acontece que eles se devoram entre si. A coisa perdeu o controle e passaram a sentir na pele o mesmo que faziam com os outros. Mas, não gostaram não! Pois, pimenta no...é refresco; e choraram.

Surpreendentemente, receberam apoio e solidariedade de quem poderia legitimar-se em eximir- se- seus assediados. Vale ressaltar que nem todo superior hierárquico era partidário de tais ações réprobas, só os desprovidos de inteligência mesmo. Mas, uma vez vencido o problema, esqueceram-se rapidamente e nos viraram as costas. Ao que parece estavam mais preocupados em se ajeitar nos cargos. Submeter-se faz parte do pacote. Não todos, evidentemente.

Como dito, os agressores utilizam da coisa pública para deflagrar perseguições a seus desafetos, o que fere claramente ao princípio da impessoalidade nas gestões destas administrações. Fato que ficou claro no episódio envolvendo um superior que foi destituído de seu cargo com objetivo de desmoralizá-lo entre seus subordinados e demais pares. Acontece que este superior foi decisivo nas constatações de assédio moral coletivo já que suas declarações e documentos corroboraram com a caracterização da violência culminando com reabertura do inquérito arquivado. Nem é preciso dizer a extensão de tal importância à todos.

Com isso, avançamos, e muito, diante do problema e conquistamos um território importantíssimo que, se não desestimula o agressor, pelo menos o faz hesitar, pois pode estar dando um tiro no pé dependendo da atitude que adote, sendo que isso será usado contra ele.

Desta forma criamos uma espécie de campo de força invisível ou alarme que a qualquer movimento de algum perverso o denunciará. Melhor que isso, eles perderam sua vantagem estratégica que era o controle pelo medo, dos demais trabalhadores. Enquanto seu foco estava em mim, outros estavam "nascendo" e, paradoxalmente, de forma invisível, fazendo com que o veneno se voltasse contra os peçonhentos agressores.

Nisto, o Blog se sente orgulhoso, pois, por muitas vezes fui criticado por auxiliar quem, inclusive, se associou contra mim, ou mesmo virou as costas por covardia diante das manipulações dos perseguidores. Acontece que minha visão era mais ampla dentro de uma estratégia definida: a disseminação da informação de forma mediata me beneficiava direta e indiretamente, pois, ao invés de contar somente com a iniciativa das pessoas em me ajudar eu as incentivei a defenderem- se, o que, em última instância, me auxiliava, já que se tratava de mesma situação e agressores em comum. Essa era a idéia. E, funcionou!

Mesmo assim, vários colegas se disponibilizaram a se associar a mim, à despeito dos riscos, contra essas injustiças e, foi importantíssimo, porque minou a força dos agressores mostrando que também podemos nos unir, principalmente contra o mal e os perversos.


Posso dizer que esta guerra ainda não acabou e certamente terá novos capítulos, haja vista, a ação que estou movendo, primeiramente contra a empresa e que está apenas no início, mas é incontestável as vitórias conseguidas até aqui.

Bem, vamos então, rumo ao terceiro ano.

Raniery
raniery.monteiro@gmail.com






terça-feira, 19 de junho de 2012

Táticas de defesa verbal

Há 10000 anos atrás viver era algo muito difícil já que o homem não era provido de técnicas sofisticadas de sobrevivência diante das hostilidades impostas pela natureza.

Nessa época, a Terra vivia um período climático de extremo frio e o homem paleolítico precisava desenvolver técnicas e hábitos capazes de adaptá-lo ao meio. Era nas cavernas que encontrava proteção e provavelmente foi lá que algo extraordinário aconteceu: a descoberta do fogo.

A partir do domínio deste poderoso elemento os homens pré históricos evoluíram diante das severas condições climáticas e selvagens, fora o fato de ter ocorrido uma mudança em seus hábitos alimentares.

Nômade, o homem deslocava-se em busca de alimentos que encontrava à sua volta, mas era preciso que isso fosse feito constantemente já que esgotavam-se os recursos e migrava para regiões com maior abundância de caça, pesca e vegetais. Sendo assim, precisava de ferramentas que fabricava à partir de ossos, madeira, marfim e pedra, daí o termo período da pedra lascada.

Competia e dividia o espaço com mamíferos gigantes como os mamutes e o temido Smilodon ou tigre dentes de sabre. Formava pequenos grupos que lutavam entre si pela disputa do território e consequentemente por seus frutos. Portanto, o perigo espreitava a cada sombra ou arbusto.

Por volta de mais ou menos 40000 anos, os povos paleolíticos passaram a viver em grupos mais populosos. Começaram a construir suas próprias moradias saindo das cavernas. No fim do Paleolítico, as temperaturas tornaram-se mais amenas e, a partir de então, foi possível o processo de fixação dos grupos.

Viage até aquele tempo e perceba como o medo do perigo era uma constante e a ameaça a vida era cotidiana. Mas, nosso organismo nos preparava para isso. Foi desenvolvido em nosso cérebro mecanismos de defesa com a função de trabalhar para a preservação da espécie. Com o maior cérebro entre os mamíferos, capacidade de criar ferramentas e disseminar cultura, nossa inteligência era o meio pelo qual permitia nos adaptarmos.

Desta forma, criamos armas para nos defender dos perigos; dominamos o manejo do fogo; refinamos pouco a pouco nossa tecnologia e a cada dia ficávamos mais eficientes, aliás, ultrapassamos esse limite.

É importante destacar outra habilidade que se tornou uma arma entre nós: a linguagem. Certamente através da comunicação ganhamos uma vantagem estratégica na árdua tarefa de sobreviver. E não estou falando somente da articulação verbal, mas da linguagem corporal também, com seus sinais, movimentos e um sem número de formas de se comunicar.

E nos tornamos tão bons que em determinado momento passamos a usar a fala como arma para atacar os de nossa própria espécie. É a agressão verbal. Não se pode falar de assédio moral sem incluí-la na brincadeira. Afinal, é por meio dela que um troglodita qualquer não somente ataca como manipula o grupo para atingir seus sádicos objetivos.

Lendo um livro nesses dias, o autor falava algo como "vencer qualquer um consegue, mas vencer fácil necessita de maiores habilidades". De início me veio as técnicas que devem ser aplicadas na realização de provas e concursos, pois, com isso, pode-se melhorar a performance e conquistar a vaga, por exemplo. Fato que aliás, pode ser comparado a uma guerra dada a disputa ferrenha que é. Mas, pensei: como posso aplicar este princípio às situações de agressão verbal dentro do assédio moral. Passar por isso não é nada fácil!

Comecei então a refletir em como desenvolver uma técnica capaz de anular as investidas de um agressor. Logo, lembrei de uma frase de uma pessoa que me ajudou muito- "Sr. Raniery, não alimente o agressor". Transformei isso em meu mantra pessoal. Funciona 99,99% das vezes.

Não alimentar o agressor é não cair em determinadas armadilhas como as provocações, por exemplo, que eles armam para te pegar. Se você for uma pessoa explosiva vai entender o que estou falando. E também cairá como um patinho.

Ocorre que pude por a prova a teoria de vencer fácil no assédio moral, pois naquela mesma semana o universo se encarregou de me tornar mais sábio enviando dois espíritos atormentados para me testar. 

Acontece que neste mês se iniciou minha ação por assédio moral contra a empresa que trabalho e os "bichinhos" acusaram o golpe, ou seja, estão nervozinhos da "silva". Coincidentemente, os dois desequilibrados que foram tentar me provocar são mesmo doentes, isto é, dependentes químicos. 

O primeiro, quando tá "careta" fica tenso e precisa escoar isso em alguém e, então, dirigiu-se a mim e me "orientou" em determinada conduta que, como aconselhou, me ajudaria. Para seu espanto, eu limitei-me a um "sim, senhor" e assinei meu ponto (que aliás, a empresa disse ao MPT não existir) e voltei a fazer o que estava fazendo. É óbvio que ele aguardava uma discussão, ainda mais sabendo que não é exemplo pra ninguém, viu! Mas, não foi desta vez, e, aquela criança saiu chupando o dedo.

O segundo, é tão miserável que chega a dar dó, já que vive bêbado em pleno horário de trabalho, e, cá para nós, é digno de pena quem logo cedo precisa de uma dose de álcool para se estabilizar. No caso em questão, um colega fez um comentário que eu divergi emitindo minha opinião, mas os dois estavam manifestando um desabafo, na realidade. 

Então, a "voz da sabedoria" se aprumou e exclamou do profundo de seu conhecimento- "é como eu sempre digo: ou amea- a, ou deixe- a". A frase era direcionada à mim, e, para que você a entenda, basta saber que era um slogan utilizado na década de 70 pela ditadura militar e que no caso em questão seria o mesmo que dizer que se não está satisfeito, peça demissão. 

O que se seguiu foi um silêncio sepulcral por eternos 5 secundos com uma mudança de assunto como se não existisse pessoa alguma ali. Constrangido, o agressor foi embora.

Os dois episódios demonstram, na prática, a possibilidade de se neutralizar uma agressão verbal adotando-se um comportamento mínimo e sem muitos aborrecimentos, de forma eficiente e que inverta o jogo, onde quem sai desestabilizado, é o assediador.

Aliás, gostaria aqui de público agradecer aos dois assediadores pela ilustração negativa que me permitiram fazer esta postagem.

Via de regra, jamais vi qualquer um deles resistir a argumentos sólidos. Portanto, é preciso antecipar- se ao assediador e manter um estado de tranquilidade atenta diante dele. E faz sentido se você pensar que o objetivo é te deixar nervoso, irritado, e, fazer com que você revide para justificar, então, uma insubordinação ou indisciplina diante dos outros.

Foi quando me lembrei das técnicas de defesa pessoal que utilizam a força do oponente contra ele em movimentos circulares e de alavanca. Da mesma forma que a cada força será gerada uma reação igualmente e proporcional, é razoável pensar que a quantidade de energia que um terrorista emocional impuser para tentar te desequilibrar será devolvida a ele se for neutralizada através desta espécie de jiu jitsu mental.

Conforme o autor do livro que li, é preciso harmonizar tanto defesa como ataque para produzir equilíbrio e vencer fácil, pois se somente priorizar a defesa será sinal  de vulnerabilidade, por outro lado, se somente atacar significa cometer abuso. No final, busca- se o equilíbrio como nas artes marciais que não pretendem atacar alguém gratuitamente, mas defender- se de injusta agressão e desestimular um pretenso agressor.

Portanto, da próxima vez que seu agressor preferido vier te incomodar, lembre- se: não alimente o agressor.
Leia também: Como funciona a autodefesa verbal
  Joyce Pascowitch: discussão sobre assédio moral


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

domingo, 17 de junho de 2012

Conexões nervosas

Que o assédio moral é baseado em pressupostos perversos ninguém discute.  Todavia, decodificar e identificar seus atos, estrutura, e emaranhados é que é difícil. Mas, quando se trata de fazer o mal há uma tendência de que agressores se unam.

Dificilmente se verá um terrorista moral agir sozinho, pois precisa de uma estrutura que lhe dê suporte e segurança. Sendo assim, é natural que se estabeleçam laços de afinidade com quem se identifica com suas condutas agressivas.

Impressionantemente, o insidioso encontra lacaios que o sirvam e se prestem a executar seus sórdidos intentos a troco de bagatelas. Essas pessoas se vendem por qualquer coisa já que não possuem o menor amor próprio. Vislumbram oportunidades que acreditam ser relevantes e se sujeitam às manipulações daquele que se apossou de suas vidas.

Também há os "parceirões" de maldades. São os contatos de outros setores, como RH, Dep. Pessoal, Assistência Social (?), ouvidorias etc. São estas conexões que proporcionam o arremate final, já que, para que possam legitimizar seus atos forjados precisarão dos meios adequados para tal. 

A coisa funciona da seguinte forma: no momento em que alguém é escolhido como alvo a ser atingido, basta uma ligação para o setor que "oficializará" as punições para que o "amigão" busque na legislação algo que demonstre a indisciplina ou insubordinação daquele que deverá ser descartado. É pura armação.

Acontece que a vítima, na maioria das vezes, sequer sabe do que está acontecendo nos bastidores sórdidos, por isso que se torna alvo fácil dada a covardia de seus antagonistas.

Em empresas estatais, que deveriam seguir os princípios da administração pública, este tipo de postura é ainda pior. Lá, agentes que teriam que se portar segundo critérios como da impessoalidade, legalidade e razoabilidade utilizam dos mais covardes expedientes para se livrar de um desafeto. Forjam inquéritos, onde não será dado o direito ao contraditório e ampla defesa em consonância com o devido processo legal; Agem com excesso de rigor com o assediado, mas condescendentemente com seus puxa sacos; atuam com excesso ou abuso de poder e desvio de finalidade, amparados na total certeza de que sairão impunes; entre tantos artifícios mais.

Sabedores que para a investidura do cargo, o servidor necessita seguir os estatutos ou códigos manipulam, segundo seus próprios interesses e intenções, os meios pelos quais deveriam observar os objetivos da administração que em última análise deve atender ao interesse público.

Em qualquer dos casos contam com a inadequação da vítima em se defender, já que em posição desvantajosa, por sua inerente hipossuficiência, estará em posição desigual de combate. Esta condição inferior, aliás, é buscada pelos agressores, cuja meta é derrubar o fragilizado trabalhador(a) e daí não ter problemas de um contra golpe qualquer. 

Os perversos repudiam aqueles que conhecem seus direitos ou questionam seus abusos. O controle e a subjugação do outro é o que alimenta as suas almas doentes. Não suportam a idéia de que serão expostos, e, para isso, lançam mão de ameaças e chantagens. Controlar o grupo é tarefa primordial que será levada a cabo por seus "fiéis cachorrinhos".

Observe que tudo deve ser feito para que pareça estar em perfeita sintonia com os aspectos legais. É a formalidade da violência. São ações premeditadas que foram refinadas pelos anos em que colecionaram vítimas. Por isso que há uma característica de coisa sombria: não se vê o que está acontecendo, mas sabe-se que está. É o tão famoso subjetivo; são as tramóias.

Estas arapucas são preparadas para que se caia, sem chance de escapatória. Nada é tratado diante dos olhos ou ouvidos do assediado. É feito às portas fechadas. O grupo é manipulado para que pense que o deflagrador do episódio é aquele que está sendo agredido. 

- "Ora, não fosse assim porque é que o "chefinho" está tão bravo com ele, argumentam os inocentes e excessivamente crédulos".

- "Ah! Bem que ele merece ser escolachado, afinal pediu para que isso acontecesse. Quem ele pensa que é para questionar o patrãozinho! Replica o invejoso competidor".

- "Nossa! No meu tempo a gente sequer ousava levantar os olhos para o encarregado, afinal precisamos do emprego, e, manda quem pode, obedece quem tem juízo: diz o servil chefe de seção".

A turma da patrulha fica responsável por ser a intermediação entre o terrorista emocional e o grupo, ora para disseminar suas intrigas, ora para colher informações. Nada pode fugir ao controle de nosso paranóico atormentador. É uma verdadeira teia ou rede de intrigas. É o controle pelo caos, insegurança, desinformação e medo. 

O indivíduo isolado é fagocitado pela manipulação perversa, definhando aos poucos, sem energia, destruído em sua autoconfiança, se desestabiliza. Está feito. Objetivo atingido. É uma questão de tempo.

Adoecido, desanimado, o trabalhador sucumbe diante da saraivada desenfreada e desiste. Se não pede demissão, é demitido sem justa causa por desídia, incompetência, incontinência, mau procedimento ou outro termo jurídico qualquer, não importa, desde que seja descartado.

Porém, há um problema para o nefasto acossador. E se for denunciado? E se por acaso a coisa se tornar visível e descobrirem tudo? Pra isso será preciso convencer a vítima de que de nada adianta reagir, pois não conseguirá se defender, afinal, " vai bater de frente com a chefia?" advertem os papagaios de pirata, em coro, treinados pelo ditadorzino local. Desta forma está resolvido o problema da reação e a pessoa sequer tenta lutar e se entrega sem esboçar qualquer resistência. Está programada para perder. Jogo rápido, jogo fácil.

Mas, e se as coisas não saírem conforme o combinado? E se o assediado reagir? E se o agressor for denunciado? Aí, então, seu castelo começa a ruir. Era tudo o que não poderia acontecer. É o começo de sua queda. Perdeu-se o controle. Naufrágio à vista, mas não sem grunhir. Mesmo no chão assediadores são traiçoeiros e farão de tudo para se safar. Sua covardia e falta de escrúpulos não conhecem limites. Ainda mais que poderão contar com seus  apêndices, digo, colaboradores fiéis.

Será preciso paciência e determinação para suportar o período durante o qual os processos judiciais levarão para estabelecer seus procedimentos decisórios. Deve-se levar em conta o convencimento que o juíz fará com base na sustentação de ambas as partes. Cinismo, mentira e dissimulação continuarão a fazer parte do pacote, daí porque deve- se provar muito bem, por meios lícitos, o assédio moral para que o agressor não deixe de ser punido.

Concluindo, a violência moral nada mais é que uma espécie de guerra. É uma guerra psicológica, mas é uma guerra. Portando, conhecimento, treinamento, fortalecimento são pré requisitos para enfrentar este inimigo. Aliás, conhecer o inimigo é uma prerrogativa se quiser sobreviver. Sobretudo será importante encontrar aliados como a família, profissionais, amigos e a fé em si mesmo.

Se você estiver sendo assediado, venda caro ao assediador sua decisão de te importunar. Porque é que você seria complacente com quem decidiu te destruir? Se tiver que ser devorado que pelo menos deixe um gosto amargo na boca do agressor para que ele pense duas vezes antes de te importunar de novo.
  

Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mobbing


Pode-se definir mobbing como um ataque de um grupo contra um alvo considerado ameaçador, como predadores, por exemplo. Pode envolver indivíduos de mesma espécie ou de espécie diferentes. A ideia é a de espantar o indivíduo indesejável com barulho, ameaças, tormentos de forma sucessiva para forçá-lo a desistir de continuar naquele ambiente vencendo-o pelo cansaço.

Nos animais, este comportamento foi observado nas aves, esquilos e primatas. Nas pesquisas, os alvos eram os predadores naturais destes grupos. Esta estratégia de ataque se dá nas florestas principalmente por primatas diurnos que pelo seu grande porte são alvos de fácil detecção, e, portanto, como resposta fogem ou manifestam o mobbing. 

O mobbing é um comportamento adaptativo, pois fornece resultados positivos para seus indivíduos, sobretudo na proteção de seus filhotes contra a predação. Ocorre que ao atacarem um predador podem ser predados ou ferirem-se e até gastar muita energia que deveria ser utilizada na busca de alimentos ou acasalamento. Desta forma, para considerarmos como comportamento adaptativo deve haver um mínimo de benefício que supere os prejuízos e valha à pena ser manifestado.

Além da reprodução e proteção à prole, outros pontos positivos podem ser destacados nesta estratégia: avisar o grupo (da mesma espécie ou não) da presença de um predador, ensinar os jovens a traçar o perfil de seus possíveis inimigos, fora o “marketing pessoal” ao demonstrar coragem, saúde e capacidades de reprodução. 

Sabemos que nossos comportamentos são fruto da própria evolução enquanto espécie, sobretudo no que diz respeito ao nosso cérebro que se desenvolveu em complexidade no que diz respeito a outras espécies.

Temos vários cérebros em um. Cada parte especializada em determinada função.  É a teoria do cérebro trino. O cérebro possui três níveis distintos (reptiliano, mamífero e neomamífero), se visto no sentido vertical. Funciona como um único cérebro com três divisões:

a) Cérebro reptiliano, que controla, por exemplo, a respiração, os batimentos cardíacos e as funções fisiológicas automaticamente.

b) Cérebro mamífero, que controla as emoções, a sexualidade e onde se encontra o sistema límbico, que cuida da autopreservação da espécie. Esta parte do cérebro tem papel preponderante na memória.

c) Cérebro neomamífero (o "córtex", a casca), que é privilégio dos seres humanos. É utilizado para a lógica, o raciocínio, a criatividade, a linguagem e a comunicação elaborada.

É o cérebro neomamífero que nos diferencia dos outros animais que transitam ainda em um mundo selvagem. Sendo assim, somos capazes de abstrair, relativizar, comparar, associar, entre tantas habilidades. Conseguimos até dominar nossos instintos. Digo, temos esta capacidade; temos esse potencial.

Já os animais, ditos irracionais, seguem determinados “programas” dentro de sua estrutura comportamental como ser territoriais, por exemplo. A sobrevivência é motivo de disputas, quer por alimento ou acasalamento. Neste contexto, ser o macho alfa é uma vantagem e tanto. Daí por que utilizarem de expedientes dramáticos como o mobbing.

Nos grandes primatas isto se torna evidente em demasia. Sendo uma espécie extremamente política lança mão de alianças para fortalecer seu poder frente ao grupo, através de um líder, e, diante de grupos rivais ou predadores. Os laços de hierarquia são extremamente fortes e amarrados. Desta forma, se determinado indivíduo do grupo não se enquadra no papel que lhe foi designado, passa a ser acossado pelo líder e seus comandados. As perseguições e ataques violentos tem um objetivo: expulsar o “transgressor” e livrar-se da concorrência.

Mas, esta é a descrição de animais primitivos com cérebros menos complexos que o do homem. Curiosamente, este, em determinados casos, desenvolve reações emocionais comparadas à daqueles. O assédio ou terror psicológico é uma dessas reações. O mais estranho é que o mobbing se dá em plena faculdade da razão. A intenção, inclusive, é determinante na aferição do assédio.

Fato é que não somos somente políticos, mas desenvolvemos cultura também, e, nisso, incorporamos a agressão moral como forma de manipulação e sujeição do outro. É o lado perverso da evolução. Mas, é preciso destacar que este tipo de mecanismo social anômalo é desencadeado por um número pequeno de indivíduos igualmente deslocados do padrão médio das pessoas e que são capazes de produzir um efeito contaminante no grupo que age como turba e perde o controle sobre seus atos.

A boa notícia é que se pode reagir de forma inteligente aos ataques de assediadores e sua gangue. A primeira coisa a fazer é controlar o próprio medo dos agressores e adotar uma postura mais racional diante da situação. Isto os confundirá, pois esperavam a desestabilização como poder intimidador e paralisador. Dar visibilidade a estratégia perversa faz com que o grupo de acossadores recue e se intimide diante dos demais, já que foram desmascarados e agora 
estão diante do julgamento moral 
de todos os indivíduos. A denúncia a 
órgãos competentes fará com que, 
pela punição, perca-se o estímulo, isto é, o “benefício” de assediar, já que 
desgaste é maior que o resultado esperado.

De qualquer maneira, é preciso reagir diante de qualquer forma de violência e violação de direitos, pois a inércia fortalece o agressor.



Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

domingo, 10 de junho de 2012

Apego aos paradigmas

Os dinossauros surgiram em nosso planeta na Era Mesozóica, conhecida por isso como Era dos Grande Répteis. Esta era  durou de 248 milhões a 65 milhões de anos atrás. Os dinossauros surgiram há aproximadamente 220 milhões de anos, e dominaram o planeta durante toda a Era Mesozóica.Pesando, na maioria dos casos, toneladas, os enormes répteis alimentavam-se de carne, frutas, plantas e de insetos. Tinham uma grande dificuldade de deslocamento em função de seu peso.

A teoria da extinção dos dinossauros 

A idéia mais aceita para explicar a extinção dos dinossauros é a que defende a queda de um asteróide na região do atual México, no período Cretáceo. De acordo com paleontólogos, esse asteróide teria aproximadamente 14 km de diâmetro e no momento do impacto, levantou uma nuvemde poeira que cobriu a Terra por meses, impedindo a penetração de raios solares. Muitos animais e vegetais morreram com a falta de luz solar. Sem alimentação abundante, os dinossauros foram morrendo com a falta de alimentos.

Surgimento dos mamíferos após o fim dos dinossauros:

A descoberta na Mongólia do fóssil de um mamífero primitivo deu novo impulso à tese de que os mamíferos modernos apareceram assim que os dinossauros sofreram sua dramática extinção, há cerca de 65 milhões de anos. Estudos recentes apontavam a aparição dos mamíferos modernos entre 140 e 80 milhões de anos atrás, muitos anos antes da colisão de um asteróide com a Terra que teria extinguido os dinossauros.

Recentes estudos moleculares afirmam que os mamíferos modernos viviam já muitos antes de os dinossauros desaparecerem, no final do Cretáceo.  A morte dos dinossauros criou uma oportunidade para um crescimento explosivo dos mamíferos modernos. "Você tem todos esses nichos ecológicos que foram ocupados pelos dinossauros. Eles se extinguiram, e você tem enormes espaços abertos", explicou o pesquisador.

Mamíferos placentários - como cães, gatos, ratos, baleias, elefantes e humanos - parem seus filhotes após longas gestações. Das 5.416 espécies vivas de mamíferos, 5.080 são placentárias. Os demais são marsupiais, como cangurus, que alimentam sua cria em bolsas, e os raríssimos monotremas, como o ornitorrinco, mamífero que põe ovos.

Toda essa análise começou com a descoberta do Maelestes, um fóssil bastante completo, descoberto no deserto de Gobi, na Mongólia, durante uma expedição conjunta da Academia Mongol de Ciências e do Museu Americano de História Natural. Aquele roedor, um desses becos evolutivos sem saída, viveu 75 milhões de anos atrás, mais ou menos ao mesmo tempo em que os dinossauros velociraptor, oviraptor e protoceraptor.

Verdadeiros imperadores de sua época, até a queda do asteroide, os dinossauros dominaram absolutos naquele período sem terem rivais à altura. Mas a mudança os pegou de surpresa e não tiveram tempo de se adaptar, portanto, a extinção os pegou.

O que é Paradigma:

Paradigma é um termo com origem no grego “paradeigma” que significa modelo, padrão. No sentido lato corresponde a algo que vai servir de modelo ou exemplo a ser seguido em determinada situação. São as normas orientadoras de um grupo.

O paradigma seria o conjunto de elementos linguísticos que podem ocorrer no mesmo contexto ou ambiente. Os elementos são substituídos por outros que vão ocupar a mesma posição.

O paradigma é um princípio, teoria ou conhecimento originado da pesquisa em um campo científico. Uma referência inicial que servirá de modelo para novas pesquisas.

Paradigma, portanto, pode ser visto como um norte, isto é, um modelo ou pressuposto de onde se parte para conclusões mais específicas ou acabadas e não um mecanismo de engessamento mental. Mas, determinadas pessoas os tem como fins em si mesmos e se agarram a verdades imutáveis, daí terem tantas resistências às mudanças.

O poder de adaptação:

Os mamíferos foram a mais improvável das formas de vida a passar a dominar o planeta sendo que fatores como oportunismo e adaptabilidade permitiram que isso ocorresse. E cá estamos nós, fruto de um processo evolucionário para contar a história.


Menores, mais frágeis em relação aos colossais lagartos não seriam apontados pela lógica como os sucessores certos a dominar o planeta. Pense: se você fosse um dinossauro acreditaria que um ser menor o substituiria? Pois, é! Muita gente ainda se agarra a antigos conceitos e fórmulas ultrapassadas e tentam forçar a barra sobre os demais, tudo porque se recusam a adotar novos modelos mais eficientes e atualizados. O que fica claro aqui é que o que pode ter dado certo no passado pode não funcionar hoje.


A resistência a mudanças pode ser sintoma de outras coisas como a incompetência mesmo. Setores onde empregados desatualizados e antigos se agarram não permitindo a evolução natural das dinâmicas humanas impedem novos modelos de gestão. É aí que você se defronta com bizarrices como, por exemplo, não se aceitar o afastamento de empregada grávida por que não possui o plano de saúde indicado pela empresa, ou o atestado de óbito pelo mesmo motivo. 


É inacreditável? Eu sei. Lido com isso todos os dias e ainda não me resignei com tanta imbecilidade humana. É muita incompetência e comodismo juntos. O mais engraçado é que estas pessoas se esclerosaram no seu mundinho e não dão espaço para os que estão chegando de oxigenar tais ambientes. O mais irônico é que te olham como se você estivesse errado em não concordar. Pararam no tempo. Vivem em total falta de sintonia com a atualidade e não possuem o menor interesse em mudar, afinal, como dizem, “sempre foi assim”.


Junte tudo isso, acrescente uma pitada de sensação de ameaça que domina suas mentes paranóicas e entenda como surgem situações de assédio moral. Quando confrontados em suas debilidades passam a ficar rancorosos e se tornam terroristas morais. Divida-os nos diversos setores existentes e, voilá!


Portanto, há um imperativo de necessidade de se produzirem mudanças que acompanhem demandas atuais. É assim em tudo, na vida, na economia, no trabalho etc. É o curso natural das coisas. Cedo ou tarde terão que desistir, nem que seja pela extinção
forçada.
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Raniery
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