sábado, 29 de junho de 2013

Religião Maldita




No filme “A caça” vemos o lado perverso da união de pessoas na suposta luta contra o mau, ou, contra os maus. Baseados numa mentira infantil deflagram um verdadeiro linchamento moral contra o professor de uma escola primária que tem sua vida estorvada da noite para o dia em proporções inimagináveis. Tudo baseado em conjecturas, sonegando o valor das evidências e se apoiando no imaginário paranóico. 

Nunca, viver em sociedade foi algo tão complexo, como nos nossos dias. Até a mais simples das atividades se torna um enorme esforço. Infelizmente nossa natureza conflituosa se recusa a dar voz e razão ao bom senso.

Perceba como é difícil lidar com os caprichos e manias das pessoas que se recusam a amadurecer, ou que são mesmo anti-sociais em sua essência.  Coexistir parece uma palavra de difícil explicação. A arrogância e a prepotência nos cega não nos permitindo enxergar nossa verdadeira dimensão dentro do contexto social, e, tomados pelo narcisismo achamos que somos mais que o outro.

Recentemente no condomínio onde resido uma onda de vandalismos vem deixando as pessoas com os nervos à flor da pele. O grande problema é que a síndica se recusa a instalar um sistema de monitoramento de baixo custo que poderia solucionar a questão sob a alegação de que  não há dinheiro.

Diante disso, algumas pessoas evocaram para si a missão de árbitros videntes elencando um morador como o responsável por tais estragos. Manifestando comportamentos medievais, eles se juntam pelos corredores do prédio e disparam uma série de calúnias, difamações e acusações sob a liderança da tal administradora condominial.

À revelia da lei, tais pessoas se acham onipotentes a ponto de imaginar que podem manchar o nome, a imagem e a honra de um pai de família e ainda saírem impunes. 

A pergunta que se faz é: por qual razão a síndica não instala as tais câmeras que dissolveria tais conflitos e inibiria o vândalo que se esconde no anonimato para destruir o patrimônio alheio?

Curiosamente essa senhora fez algumas obras de caráter duvidoso cujo valor extrapolou e muito o real, sem contar as irregularidades. Enfim, ao que parece há mistérios que se virem à tona levanta gases tóxicos de cheiro insuportável, mas que expõe a podridão por trás das intenções humanas. 

Mas, se você pensa que é só em condomínios que isso acontece, obviamente está enganado; até por que, os mesmos patifes dos condomínios estarão disseminando seu veneno por onde quer que pisem, inclusive, na vida laboral onde passamos a maior parte de nossas vidas.

Com isso, não quero dizer que todo síndico é patife, ou que todo assediador é síndico, evidentemente. Chamo a atenção para um tipo de gente que é invasiva e age egoisticamente não se importando se o que fazem causará prejuízos aos outros e até mesmo tem um prazer mórbido nisso.

Na vida profissional as repercuções são as piores já que é de lá que se tira o sustento, a não ser, é claro, que sejamos o dono. Corrijo: até o patrão pode ter seu negócio destruído por denunciações caluniosas, então, este tipo de ardil tem na covardia sua face mais nefasta, pois não dá à vítima a oportunidade de se defender e de expor sua versão dos acontecimentos.

Então, chegamos a seguinte conclusão: o assédio moral, trata de um problema crônico de obstrução da consciência em detrimento dos códigos ético/ morais que independe do ambiente em que se manifeste, mas que ganha contornos dramáticos naqueles onde encontra alimento fértil para se desenvolver.

Veja, que palavras podem ser usadas para destruir vidas e quem delas se utiliza perversamente tem exatamente esta intenção, portanto, nada mais justo que paguem por seus atos e é aí que aqui tutela estatal se impõe para que o mínimo, em termos de convivência social pacífica possa ser garantida.

Tais pessoas são inimigas da dignidade e fazem o mal religiosamente todo santo dia. Poderia se dizer que essa é a sua verdadeira religião. Mas, como diz um amigo, elas passam por nossas vidas para que evoluamos. E, definitivamente é um teste e tanto.

De qualquer forma acredito que devemos oferecer a elas uma oportunidade de evoluir também pagando pelos pecados que cometeram conosco o que, para determinadas pessoas, é tocando em seus bolsos, 
pois pra elas esse é o seu "deus".
Leia também: Crimes da Palavra
Raniery

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Reconquistando Território

Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.
Ayn Rand 
Filósofa russo-americana

Diante da indignação do povo que saiu às ruas para protestar contra a sujeira que desgraça nosso país as afirmações da filósofa em 1920 parecem tão atuais quanto o que nos deixa consternados hoje.

Eu sei muito bem o que é sentir na pele a ação de pessoas corruptas, que transgridem qualquer forma de regra social ou legal, que se construiu na base da mentira, dissimulação, enriquecimento ilícito, troca de favores e influências, que possuem, por isso, quem os proteja e passe a mão em suas cabeças a ponto de todos se admirarem de sua capacidade de ficarem impunes.

Em lugares assim permeados pela sujeira e total falta de escrúpulos aquele que é do bem soa como ameaça da mesma forma que o vermífugo aos parasitas. Infelizmente, até os honestos acabam se entregando e emulados trocam de lado se contaminando numa orgia malévola como a de bactérias que infestam as poças de lama.

Como são hábeis manipuladores agraciados por um ambiente de pessoas acríticas ou de pouca capacidade de discernimento conseguem programar as mentes dos mais fracos para que sob seu controle sejam capachos debaixo de seus pés. Uma vez disseminado suas intenções pelo inconsciente coletivo e, criado o mito reverencial, se utilizam dos mecanismos paralisantes do medo e contam com a inércia das pessoas.

Veja que por conta de suas imundas conexões conseguem controlar os vários meios de influência dos ambiente onde atuam. Nas empresas, eles, então, estabelecem laços tenebrosos com outros (sujos como eles) e desta forma conseguem manipular as regras, ora se desviando delas, ora as utilizando de má fé contra seus desafetos.

É o jogo do poder; o jogo das cartas marcadas. Numa primeira análise não dá para vencê-los, pois se infiltram em cada ambiente, pois possuem um sistema de logistica eficiente que são os canos de esgoto de cada local (leia-se influências) e, basta um mergulho privada adentro e chegam aos destinos certos que lhe ampararão em suas falcatruas.

Mas, há um ponto fraco, e eles sabem disso; sua tática é perfeita quando se pretende a eliminação individual de pessoas, mas é extremamente frágil quando os números são outros, isto é, conseguem sufocar a resistência de peças individuais, mas seus métodos são ineficientes quando há a união de grupos de pessoas que decidiram não mais aceitar seus desmandos.

Foi o que se viu nas ruas de todo o país onde miríades de pessoas se tornaram um único organismo gigantesco formado pela soma de toda a indignação materializado pelo inconsciente coletivo.

Desta forma fica a lição de que uma vez mobilizado o grupo reage, não como uma caótica onda de pessoas individuais, mas com a força da coesão se tornando um ser poderoso a ponto de nem as forças de segurança poderem conter. O recuo e a intimidação se tornam, então, inevitáveis.

Quero aproveitar o prestígio dos leitores deste blog para conclamar que se junte a mim e, em prol de si mesmos, na luta contra os perversos, em especial, aos companheiros que tem sido submetidos a uma série de injustiças e perseguições. Sozinhos, somos mais vulneráveis, mas unidos, a situação se inverte.

Hoje, se pode facilmente fazer denúncias em diversos órgãos competentes como o MPT, por exemplo e de modo sigiloso que não é anônimo. Posso garantir-lhes que não terão seus nomes divulgados pela procuradoria e, portanto, não será preciso temer retaliações futuras. 

A única coisa que não podemos fazer é nos intimidar e respeitar o pretenso poder que estes seres sombrios possuem. Seu poder se restringe aos contatos sujos que possuem, mas não devemos lutar em seu território, onde são fortes, mas levá-los a enfrentar quem pode com eles, produzindo assim um equilíbrio de forças.

Visibilidade não é um tipo de realidade que um perverso goste muito, pelo contrário, a odeiam já que expõe suas nefastas intenções e os comprometem, pois chama a atenção de órgãos de investigação que se motivarão em saber o que está ocorrendo. Ocorre que, muitas vezes quando perde-se algo e passa-se a procurá-lo, acaba-se por descobrir aquilo que nem sabíamos que havia se perdido.

Por esse raciocínio, fica claro, então, que este tipo gente tem muito mais a perder, pois quem se revolve na lama, não se suja parcialmente. 

Toda forma de assédio moral é uma violação aos direitos e garantias fundamentais que avilta toda dignidade da pessoa humana que é inviolável, intransferível e inalienável. 

Portanto, se o Brasil acordou em relação aos desmandos de nossos políticos devemos estender isso em cada área da sociedade: no trabalho, no comércio, nas relações acordadas etc.

Ayn Rand-Filósofa russo-americana
Não se intimide, não se resigne, saia da inércia!