sábado, 27 de agosto de 2011

O perfil da vítima


Quando alguém passa a ser objeto de ataque de outra pessoa se pergunta o que teria feito pra despertar tal atitude. É natural que pensemos assim, pois uma alguém consciente, via de regra, não deseja fazer algo que prejudique seu semelhante. Vez em quando, é óbvio, cometemos deslizes ou fazemos coisas que despertam indignação, afinal não dá pra ser perfeito o tempo todo.

Da mesma maneira, quando isso ocorre em um grupo, como no trabalho, ou na escola, as pessoas questionam de quem é a culpa. É interessante notar que parece um padrão achar que quem foi atacado é o provocador de tal ato.

Quando lidamos com assediadores morais ou psicológicos, na realidade estamos diante de um transtorno que lhes pertence, ou seja, a agressão é gratuita e uma necessidade do perverso. Ele ataca pra se alimentar, se energizar e se estabilizar. Seu alvo não lhe fez nada necessariamente. Mas como os cruéis escolhem seus alvos, Já que como predadores atacam por emboscada?

Se pensarmos que são criaturas incompletas e vazias, teremos uma, entre tantas respostas. Basta que o outro tenha algo de bom em relação ao outro, e pronto! Temos o motivo ideal pra que o desajustado dispare seu ataque. O nome que se dá é indiferente: inveja, ciúmes, medo, não importa. Ele não irá parar até prejudicar o objeto de sua fúria irracional.

Pense numa pessoa inteligente, capaz, qualificada. Estas são qualidades que farão com que o inseguro assediador queira destruir seu “oponente”, que talvez nem saiba que é visto como inimigo. Sorrateiro, o ardiloso desequilibrado, irá armar as mais diversas situações pra prejudicar aquele que "pode lhe impedir de alcançar seus mais gananciosos objetivos". É um estado paranóico.

É assim que os assediadores vêm as coisas, esse é seu universo, e, portanto, potencialmente, qualquer pessoa pode ser alvo de seus impulsos destrutivos, inclusive você que está lendo esta postagem.

Lembra da história de Caim e Abel que acabou em homicídio? Ele mata seu irmão pelo simples fato dele ser bom em tudo o que fazia. Em sua mente doentia, estava tudo errado, já que feria seu ego e seu inflado narcisismo. Não aceitava isso de jeito maneira. Ao que parece, esta história se repete todos os dias em todos os cantos do planeta, desde aquele tempo, não é mesmo?

Recentemente um assediador, em completo estado de desequilíbrio, não agüentou, e, teve que extravasar sua fúria contra mim, pelo fato de eu estar cursando a faculdade de Direito. Era como se estivesse querendo me dizer que eu não podia lhe fazer tal mal, pois ele seria prejudicado em sua arte de tentar me prejudicar, e, eu, então, anularia suas ações. Se a conversa se estendesse um pouco mais, ele choraria no meu ombro implorando que trancasse a matrícula. Mas, como um vampiro diante da luz,  me convidou a sair de sua sala.

A verdade é que eles se sentem ameaçados diante de sua própria mediocridade, e, sabedores que não poderão estar à altura daqueles que atacam, utilizam os mais diversos ardis e trapaças. Se preciso for, forjarão todo tipo de mentira, boatos e manipulações pra se livrarem dos que lhes incomodam.

A verdade é que o tempo todo a vítima não teve culpa alguma em ser atacada, seu único problema foi possuir qualidades que refletiram na incapacidade e inadequação de um desajustado dissocial.

Ao que parece no mundo competitivo que não criamos o medíocre e incapaz precisa descartar o qualificado pra poder seguir com sua insaciável ânsia de poder.


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

sábado, 20 de agosto de 2011

O perfil do agressor


Só quem vivenciou ou está passando por assédio moral sabe dizer qual a real extensão dos danos que este causa. É um fenômeno que acompanha a humanidade, mas só recentemente vem sendo estudado e pesquisado por especialistas.

Quando a agressão começa, dificilmente consegue- se definir o que está ocorrendo e a confusão é a única certeza. O agressor sabe e conta com isso.

Mas, uma vez que a vítima passa a compreender o que está acontecendo, começa a se defender ou buscar soluções para o problema.

Sendo assim, identificar como age o agressor está entre as muitas informações que devemos levar em consideração, pois ele, com certeza, a conhece e sabe exatamente como utilizá- las pra causar a  desestabilização da vítima.

Uma das coisas que desperta no assediador o desejo de perseguir alguém, é seu sadismo, ou seja, sua compulsão em causar sofrimento, transtorno e humilhação no outro.

Outra coisa que dispara seu instinto hostil são as qualidades intrínsecas de seu alvo, pois como o agressor é um ser vazio, precisa diminuir alguém pra se auto afirmar; basta que este apresente algum requisito positivo pra justificar uma agressão. Racionalização seria o termo mais adequado pra explicar este tipo de comportamento.

O assediador moral é uma espécie de autômato, isto é, parece gente, mas é uma casca oca que vê o outro como algo que o completa, ou melhor, que possui o que ele não tem. Desta forma ele desenvolve uma inveja da pessoa e seu objetivo é tirar- lhe tudo o que for de qualidade, pois só assim consegue se projetar. Daí as críticas, ofensas e rebaixamentos comuns nos seus diálogos. Nada, em absoluto, que a vítima faz é bom ou tem valor. Sempre será desmerecida e diminuída de forma sistemática.

O grupo, no primeiro momento, se confunde e chega a pensar que a pessoa que está diante do ataque teria feito algo que legitimasse o furor do chefe. Parece lógico pensar assim, afinal, “manda quem pode, obedece quem tem juízo” segundo a doutrina servilista que nos condiciona desde que nascemos.

Agora, se o subordinado ou colega é mais qualificado que o invejoso, então será preciso descartá- lo de qualquer maneira, e, no fim, tudo será desculpa pra pisar em nele. 


É o mundo do perverso e do cruel, onde, não somente os fins justificam os meios, mas destruir pessoas é um estilo de vida apreciado e que demonstra uma aura de forte e esperto. Nesse mundo, não há espaço pra pessoas fracas com discursos de ética e moral. Não! O instinto predatório e competitivo, que permite a devastação de pessoas, é apreciado e incentivado.


Levar vantagem sobre os outros é sinônimo de inteligência e o egocentrismo é o escopo a ser atingido. São os valores psicopáticos levados ao seu ponto máximo.

Estes vampiros, nada lembram os dos filmes de Hollywood que encantam as adolescentes deslumbradas. Os do mundo real, sugam suas presas pra poder alimentar sua crueldade e esvaziá- las de suas vidas. Tudo será sorvido: a alegria, o sorriso, a satisfação e não será admitido nada que possa deixar o outro feliz.

O principal alvo de um agressor moral é a auto estima daquele que foi escolhido pra ser destruído. A humilhação sistemática, desumana e que viola os direitos e garantias individuais serão deflagrados sem dó e nem piedade. No começo a ação é velada, mas mesmo depois de descoberto suas intenções diante de todos, eles não param e passam para o ataque aberto.

Traçar o perfil do agressor, portanto, permite que aquele que está debaixo de seus ataques possa formular uma estratégia eficiente de defesa que anule suas ações malévolas.

Seja qual for a tática utilizada este é o primeiro passo: conhecer o inimigo. 




Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quando a empresa é a vítima


Há 69 milhões de psicopatas no mundo, cerca de 1% da população mundial. Destes, uma minoria é composta de serial killers. O que os motiva de fato é o que lhe dá prazer: dinheiro, status, poder etc. Não há lugar melhor, então, que uma empresa pra ele se realizar.  Eles buscam a oportunidade de controlar ou manipular um grupo de pessoas que servirão aos seus interesses. São atraídos por ambientes competitivos e com regras fáceis de burlar.

Esses psicopatas corporativos utilizam a empresa pra cometer abusos, cancelar férias de subordinados, recusarem atestados médicos que justifiquem faltas, demitir sem dó nem piedade, e por aí vai.

Se começar a tocar no assunto de fraude, falcatruas, corrupção e toda sorte de ilícitos, aí a coisa começa a ficar feia.

Sabe- se que as ações de prepostos são de responsabilidade da empresa, e, portanto, ela assume as conseqüências jurídicas de seus atos, o que pode se tornar um jogo perigoso e acarretar prejuízos financeiros por conta de passivos trabalhistas advindos de processos judiciais.

Perceba que a empresa fica entre a vítima que foi lesada e o preposto que lhe causa prejuízos decorrentes de um comportamento predatório.

É interessante observar que essas criaturas seguem a risca seu instinto parasitário e quando seu hospedeiro (empresa) já foi esgotado e exaurido, muitas vezes levado à falência, eles, então, o abandonam e procuram um novo corpo pra se instalar e o ciclo se repetir.

Portanto, podemos concluir que fica fácil um assediador moral crônico (outro nome que aponta um mesmo perfil) causar os mais diversos estragos nas empresas por onde passam na certeza de impunidade e deixando os prejuízos pra estas arcarem, isto se as mesmas não utilizarem dos dispositivos legais que possuem pra se proteger destes parasitas. Ocorre que, como ocupam cargos de confiança, acabam por induzir, em alguns casos, a empresa em erro. É bem verdade que há corporações ou empresas públicas onde este tipo de “cultura” é incentivado e prezado e que o perfil exato que se quer é de uma pessoa que seja imune a questões éticas ou morais e até legais.

Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Identifique o que é assédio moral


Conceito de Assédio Moral:

O assédio moral é revelado por atos e comportamentos agressivos que visam, sobretudo, a desqualificação e desmoralização emocional e moral do(s) assediado(s), tornando o ambiente de trabalho desagradável, insuportável e hostil, ensejando em muitos casos o pedido de demissão do empregado, que se sente aprisionado a uma situação desesperadora, e que muitas vezes lhe desencadeia problemas de saúde de ordem orgânica e psíquica.

Entretanto, independentemente da definição, necessário se faz compreender que o assédio moral se caracteriza pelo abuso de poder de forma repetida e sistematizada. Nesse sentido, com a difusão dos perfis do fenômeno, alguns doutrinadores enfatizam o dano psíquico acarretado à vítima em virtude da violência psicológica. Tanto a jurisprudência, quanto a doutrina convergem no sentido dos elementos caracterizadores do assédio moral no ambiente de trabalho, sendo eles:

1.  Intensidade da violência psicológica. É necessário que ela seja grave na concepção objetiva de uma pessoa normal. Não deve ser avaliada sob a percepção subjetiva e particular do afetado que poderá viver com muita ansiedade situações que objetivamente não possuem a gravidade capaz de justificar esse estado de alma. Nessas circunstâncias, a doença estaria intimamente ligada apropria personalidade da vítima e não a hostilidade no local de trabalho.

2.  Prolongamento no tempo. Não pode ser um evento esporádico, pois não daria suporte fático à violência psicológica no ambiente de trabalho. Bem como os atos devem ser praticados por tempo suficientemente longo, como uma verdadeira perseguição, causando assim impacto real na qualidade de vida do indivíduo.

3.  Intenção de ocasionar dano psíquico ou moral ao empregado de forma a marginalizá- lo no seu ambiente de trabalho. Isso acontece, muitas vezes, em público ou diante de outros funcionários (colegas de trabalho) por meio do uso de expressões desmoralizantes, intimidatórias, minando assim a auto- estima e a confiança do indivíduo, o qual se retrairá, ou se tornará agressivo, ambos, resultados da hostilidade no trabalho e da sua violência psicológica.

4. Conversão em patologia, em enfermidade que pressupõe diagnóstico clínico dos danos psíquicos. Ou seja, sofrendo assédio moral, ao longo do tempo, o empregado acabará por desenvolver alguma doença intrinsecamente ligada ao comportamento de seu assediador.




raniery.monteiro@gmail.com

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Médico ou monstro?


Desde os tempos mais remotos da existência humana nós nos perguntamos sobre as características de que somos compostos. Isso deve ter ocorrido no momento em que tivemos consciência, de que tínhamos consciência. Parece que convivemos com um lado civilizado e racional e outro selvagem e instintivo.

A verdade é que representamos papéis sociais em diferentes situações. Mas, há aqueles que parecem possuir mais de uma pessoa dentro de si: o que nos confunde.

O médico e o monstro foi um romance escrito pelo escocês Robert Louis Stevenson em 1886. Retrata a transformação de um médico respeitado na sociedade daquela ficção, de moral inquestionável, boa aparência e caráter, ou seja, o modelo arquetípico do homem da sociedade revelando o comportamento que deste é esperado, pelo menos na aparência. Estamos falando do Sr. Henry Jekyll.

Cansado de uma vida monótona decidiu criar uma poção que o levou a se transformar no monstro Hyde. Curiosamente quando encarnado neste, causa as mais diversas violências. Além do mais queria provar que o ser humano carrega e si um lado mal e outro bom.

Claro que todos nós podemos cometer qualquer tipo de ação condenável, mas não é a regra, e sim, a exceção.

No caso do médico/ monstro a coisa fica bem definida em cada momento, mas e quando o monstro simula que é, digamos, normal? Veja, não há mudança, nem estereótipo identificável, mas só o estrago e a devastação que sobra no final, invariavelmente sobre a vítima.

Pode ser o cônjuge, os filhos, o sócio, o empregado ou o patrão. Tanto faz.

De difícil identificação, já que se transformam em anjos ou cordeiros, estas criaturas das trevas contam com a mania das pessoas em se deixar levar por uma aparência teatral. Basta fazer carinha de coitada, choramingar, e estes vampiros atraem suas presas para o abuso. Controlam as pessoas pela compaixão e bondade destas.

Na ficção o bom médico se transforma no horrendo monstro, mas aqui é o inverso: o demônio se transforma numa bela senhorinha de fala doce e meiga ou no líder religioso acima de qualquer suspeita por ser um homem de Deus.

Aqui no Brasil tivemos casos de médicos monstros como Hosmany Ramos e Roger Abdelmassih ou de princesas víboras como Suzane Von Richthofen (há a similar norte americana: Tylar Witt) que também eram muito bem conceituados na sociedade, mas da mesma forma os piores de sua espécie. não assustavam ninguém por sua aparência, ao contrário, até atraiam.

De qualquer forma fica a lição de que nem tudo que aparenta ser bom, o é. É preciso cautela e atenção pra não ser levado na conversa por seres que hipnotizam e neutralizam a razão das pessoas com um bom papo, uma conversa mole, uma carinha angelical, voz doce ou aquele chorinho clamando por piedade.

Caiu na rede, só sairá depois de ter se machucado muito, e, se conseguir sair agradeça aos céus por isso. A melhor estratégia aqui é sequer se aproximar ou se relacionar com estas pessoas e se cair no erro de tentar muda- las pode se arrebentar mais ainda.


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Guarda Portuária terá comando específico na Secretaria Especial de Portos


Com a descoberta do pré- sal, estabilização econômica e política que anda na contramão dos principais países capitalistas, o Brasil passou de mera expectativa de promessa a um dos principais protagonistas do mercado global.


Obviamente isso desperta inúmeros e diversos interesses e a história é farta em documentar que isso pode atrair inclusive a guerra, seja qual for a mentira que os governos elaborem pra justificar uma intervenção militar. O exemplo mais recente é o Iraque.

Os países devem proteger seus principais setores estratégicos. Não bastasse invasões hostis, movidas pela ganância de grupos econômicos que manipulam os países têm- se ainda o crime organizado, o narcotráfico, a corrupção entre outros ilícitos que minam e destroem qualquer poder de competitividade de um país.

Sendo assim, se faz necessário a reação a altura contra estas forças destrutivas e criminosas.

Esse é o papel do Estado. É pra isso que ele existe, isto é, pra regular as ações da sociedade em prol do bem comum. É ele quem dá força ao poder normativo pra que este consiga impor –se de forma coercitiva, e, assim manter o equilíbrio social em níveis aceitáveis.

Um dos setores estratégicos e que vem mantendo o país com desejáveis índices de atrair investimentos é o portuário, do qual faço parte. Sou guarda portuário e atuo na fiscalização do cais santista.

Por esses dias surgiu uma notícia que muito nos animou e que ao mesmo tempo vem de encontro, de uma forma indireta, aos anseios de segurança da sociedade brasileira pra que tudo continue a caminhar de forma próspera pra todos.

Acontece que nesse momento as guardas portuárias de todo o país não são administradas ou comandadas de forma unificada e padronizada, mas a critério de cada administrador portuário. Evidentemente que isso causa inúmeras distorções e problemas, portanto já se faz necessário a muito tempo uma mudança estrutural nesse sentido.

Quando me deparei com a notícia, confesso que fiquei um pouco reticente e incrédulo, mas logo obtive algumas respostas de fontes seguras e do próprio site que noticiou as informações que me autorizou a reproduzi- las abaixo:



Após a aprovação do PL - Projeto de Lei nº 5982, restando apenas o referendo do Senado autorizando o porte e o uso de arma de fogo para a Guarda Portuária que atua nas companhias docas do país, a SEP - Secretaria Especial de Portos já prepara outra novidade para o setor com a criação de uma subsecretaria nacional para tratar das questões referentes à corporação. O objetivo da medida será readequar as atividades da GP, unificando e padronizando suas várias administrações através de um único modelo de gestão, subordinado diretamente à SEP e não mais às direções das estatais.
  
Atualmente as Guardas Portuárias, com exceção das atribuições previstas da legislação vigente e correlatas, são administradas de maneiras independentes por executivos oriundos dos mais variados seguimentos, como da iniciativa privada, empresas públicas, incluindo funcionários de carreira, alguns das próprias estatais, ou até mesmo membros da Marinha do Brasil. Dessa forma, as discrepâncias administrativas, técnicas e operacionais são notórias e se acentuam cada vez mais, gerando comparações e parâmetros que resultam em um desgaste político natural, e desnecessário, ao ministro Leônidas Cristino. Um claro exemplo disso é o recente episódio envolvendo os bombeiros do Rio de Janeiro, que apesar de aparentemente solucionado deixou arranhada a imagem do governador Sérgio Cabral Filho.
 
Dessa forma, a SEP pretende tornar os serviços e as operações mais eficazes e harmoniosos, com mecanismos de desempenho parelhos e estrategicamente unificados, que serão coordenados pela futura subsecretaria. A formatação da "nova" Guarda Portuária está em fase final, e na SEP, em Brasília, o secretário executivo Mário Lima Júnior já trabalha na busca de um nome com perfil estritamente técnico, conforme orientação da presidente Dilma a Leônidas Cristino. Com a criação de uma secretaria específica para tratar da segurança nos portos administrados pelas companhias docas estatais, o governo pretende dar à Guarda Portuária o mesmo status da Polícia Federal, cuja Direção Geral fica na capital federal, havendo unidades de superintendências em todas as capitais do país.

Assim como a PF é subordinada ao Ministério da Justiça, que tem à frente o ministro José Eduardo Cardozo, a Guarda Portuária nacional estará ligada a subsecretaria (ou diretoria) da Secretaria Especial de Portos, que tem no "leme" o ministro Leônidas Cristino. A personalização da gestão inclui desde os assuntos estratégicos mais importantes e de interesse nacional, passando pelas questões já atribuídas legalmente à corporação, ações táticas, controle de acesso, descaminhos e etc., bem como equiparação média de salários e benefícios, padronização de uniformes, planos de carreira, entre outros.
FalaSantos



Segue resposta que deram quando indaguei- lhes sobre a exclusividade das informações:



Prezado Monteiro
Inicialmente queremos lhe agradecer pelo encaminhamento, ressaltando que sua opinião é muito importante para nós. Entretanto, cabe-nos um reparo diante de sua manifestação: é prerrogativa do jornalista resguardar o sigilo de sua fonte (Artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal).


Além disso, evidente que iremos preservar tal fonte até para não perdê-la sob o ponto de vista jornalístico (Artigo 5º do Código de Ética dos Jornalistas). Portanto, entendemos o seu "incrível", como uma homemagem ao nosso modesto "furo" de reportagem, e nisso tem toda razão: furamos os grandes. Tão logo tenhamos novas notícias, furos ou não, publicaremos.

Finalmente, vale dizer que é política do portal não personalizar nenhuma matéria assinada como "Falasantos", cabendo a toda sua equipe total responsabilidade. À ela cabe, ainda, os poucos elogios e as muitas críticas, que serão sempre muito bem aceitas.

Um forte abraço e sucesso no seu blog

Equipe Falasantos



Raniery:



Entendi, 
na realidade não é nada contra vocês, mas acredito que é compreensível a minha apreensão por ter que lidar todos os dias com pessoas altamente manipulativas e mau intencionadas, o que também deve ser de seu conhecimento.
Na continuação falei com um amigo que está no sindicato (Sindaport) e que me disse que a informação postada por vocês está correta, portanto ao que parece a coisa está bem encaminhada.
Finalizando, quero agradecer pelo retorno, atenção e compreensão, além de parabenizá- los pelo furo e pedir autorização p/ replicar a matéria no meu blog com os créditos ao site, evidentemente.
Grande abraço a todos.

Fala Santos:



Caro Raniery Monteiro

Assim como vc e sua Guarda Portuária, também temos problemas na área da comunicação, principalmente entre os jornalistas, e por isso a nossa união é fundamental.
No mais, fique a vontade para postar a matéria/crédito em seu blog. Aliás, parabéns por ele, bastante dinâmico e interessante, ao qual desejamos continuidade de absoluto sucesso.

Equipe Falasantos



Segundo minhas fontes, ao que parece, o conteúdo dessas informações procede, e, sendo assim, por uma questão de cautela vamos aguardar o desenrolar do processo para poder saber com exatidão sua real dimensão, impacto e conseqüências e se tudo transcorrer como descrito na matéria, comemorar a valorização de uma corporação que só aqui em Santos é quase
centenária. 

Dicas de como checar informações que estão nas redes sociais


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com