terça-feira, 28 de agosto de 2012

E não é que é!


Viver em um país onde a corrupção e criminosos de colarinho branco se alastram e proliferam por todo lado é desanimador. Estas pessoas desafiam toda uma estrutura jurídica que tem em seu objetivo final regular as interações sociais para atingir o equilíbrio e a paz coletiva. Quando se quebra esta harmonia o que sobra são a insegurança e a incredulidade nas instituições descambando para o caos.

Decadente é o nome que se dá para lugares assim onde não se segue regras, normas ou ordenamentos e suas paredes estão tomadas por bandidos que pretendem enriquecer ilicitamente se beneficiando de sua própria torpeza.

Nestes antros, o cidadão (ã) de bem é perseguido e acuado; o trabalhador e pai de família, da noite para o dia se vê arrastado por armações ao passo que o ladrão contumaz não só é poupado como também é tido em alta estima.

Isso me lembra de um arroubo de indignação que o mestre nazareno teve quando foi ao templo que estava tomado por salteadores, e, com um chicote de cordas expulsou a todos. Em seguida os doentes e as crianças puderam entrar no local. Foi uma verdadeira limpeza.

Todas as áreas da vida humana necessitam de regulação e o próprio Estado, dentro de sua esfera de poder, é chamado de administração pública. Em um sistema de pesos e contrapesos para não haver abuso, seu poder é autolimitado pelos princípios da administração pública: princípio da Legalidade, da Impessoalidade, da Finalidade, da Moralidade e da Publicidade. Sem falar nos princípios gerais do direito como o da proporcionalidade e da razoabilidade.

Ocorre que, como sabemos transgressores de regras sociais não seguem normas, leis, muito menos princípios, mas não são amorais: são imorais. Esse é o seu mundo e não há nada que os constranja, já que desligaram suas consciências deliberadamente. A única coisa que os move são seus impulsos gananciosos que devem ser satisfeitos em caráter imediato, nada podendo estar em seus caminhos.

Na postagem anterior eu relatei como de forma desonesta eles atuam e sentem uma sensação de impunidade quase que ao ponto do orgasmo, pois isso os excita e os desafia, isto é, não serem pegos e passarem incólumes diante de suas sórdidas armações.

Agora pense: qual é o melhor ambiente para se fixarem, onde terão alimento em abundância, abrigo e proteção, sobretudo no Brasil? Pois é, a coisa pública é o seu ninho preferido. É lá que eles se criam e se reproduzem numa orgia bizarra, de embrulhar o estômago, em meio a sujeira e podridão.

Nas empresas públicas, como a que eu trabalho, estes seres são como raposas tomando conta do galinheiro- nada mais conveniente; por isso se agarram ao poder ferozmente. Tanto que há um jargão conhecido por aqui que é “mamar na teta”, mas diferentemente de mamíferos estão mais para parasitas intestinais.

Se há uma coisa que motiva o comportamento destes criminosos é a sensação de impunidade de que desfrutam, pois agem como se nunca pudessem ser pegos e, tenho que admitir, estão obtendo sucesso, já que ainda não tiveram que prestar contas por enriquecimento ilícito . Aliás, se você tivesse a oportunidade de ver as fichas deles ficaria impressionado em como são ótimos profissionais. Chega a ser poético, pois são pessoas melhores que a madre Tereza de Calcutá. Incrível! Desta forma, eles vão de esquema em esquema desafiando as leis e passando os outros para trás. É a arte da vigarice.

Recentemente tivemos a notícia de que extrapolaram ao armarem contra o grupo numa patifaria sem precedentes talvez. Isso, sem contar com um ingrediente a mais partindo de quem se apresentou para nos representar. É que estamos em fase de reestruturação salarial e do plano de cargos e salários, e, até nisso somos reféns de pessoas que só visam seus próprios interesses em detrimento dos demais. 

Eu fico imaginando se nossos representantes não estão se vendendo por duas ou três moedas de pratas, isto é, os cargos que mais tarde ocuparão nas costas do restante daqueles que estão fazendo de trouxas. Como será que venderão este peixe, heim? Porque terão que ter muita habilidade pra nos convencer de que um grupo terá um aumento de alguns porcentos enquanto os da panela terão centenas. Matemática maneira essa, não é? Como subestimam nossa inteligência...! 

Acontece que este tipo de conduta está saturando as pessoas que já não estão mais dispostas a se manter tolerantes e resignadas diante das falcatruas e das manipulações, pois os ânimos estão exaltados. Ainda mais quando se sabe que estão utilizando de artifícios que não são legítimos para levar vantagens sobre os outros. Uma hora esta bomba vai explodir e pelo que as pessoas estão dizendo a coisa pode ficar feia para estes espertões.

Estas pessoas desafiam princípios constitucionais e de forma descarada passam por cima de ordenamentos maiores, portanto deixando uma clara mensagem de que estão por cima do bem e do mal e que não estão temerosos, pois confiam em sua impunidade. A coisa chega ao ponto de bancarem pessoas para coagirem e espionarem a vida dos trabalhadores como faziam nas décadas da ditadura militar sob um regimento ultrapassado e que em alguns pontos viola a Constituição brasileira, portanto sob a égide da arbitrariedade.

O que se pretende é agir à margem da legalidade utilizando- se pessoas que não possuem atribuição ou poder de polícia, portanto, legitimidade para investigar ou levantar a vida dos trabalhadores configurando a institucionalização de delatores profissionais custeados pelo Estado. É como se ainda estivéssemos regidos pelas mãos de ferro de tiranos dos anos de chumbo. Talvez seja o caso até de encaminhar ao Senado Federal denúncia sobre este tipo de conduta deplorável que acontece justamente quando a comissão da verdade vem passando o país a limpo.

A única coisa que me pergunto é como alguém que foi investido (amiguinhos da panela) por um ardil e esquema poderá exigir disciplina de trabalhadores; só se for por meio de coação e daí para o abuso e o assédio moral será um pulo. Por outro lado correrá o risco de pegar um mais descontrolado e farto e a coisa sair fora de controle, fato que não se justifica, mas se constata.

O mais impressionante nestas histórias é que este tipo de gente que adota essas posturas réprobas acaba alimentando aqueles que pretendem privatizar setores públicos (como quer a presidenta Dilma) - é o caso dos portos. Com isso, oferecem subsídios e alimentam argumentos favoráveis a estas intenções colaborando para no final a demissão de inúmeros outros trabalhadores.

Por isso que a maior razão para se lutar contra a corrupção e bandidos travestidos de trabalhadores é  justamente o fato deles disseminarem todo tipo de ilícitos, sujeiras e perversidades que prejudicam ou lesam o verdadeiro trabalhador que com honestidade e competência ganha sua vida.

Ficar de braços cruzados enquanto o perverso se instala é negligenciar a si mesmo e aos seus dependentes; é entregar de mão beijada seus sonhos e objetivos nas mãos de pragas que o devorarão; é jogar no lixo todo o seu suor e sacrifício conquistado a duras custas.

É fato que quando se ataca a causa elimina-se o efeito,mas ignorá-los leva o corpo ao seu fim.
Raniery


raniery.monteiro@gmail.com


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

É ou não é?


A mentira é considerada um mecanismo de defesa eficiente na busca pela sobrevivência, sobretudo entre os animais selvagens onde isso pode significar a diferença entre a vida e a morte, no caso, como refeição de um predador.

Entre nós (humanos) não é diferente, e, nisso, somos mestres. Todos mentem, sem exceção e o que pode variar é o grau de consequências deste ato. Segundo Eugenio Mussak é educador e escritor, “a mentira pode ocorrer de maneira consciente ou inconsciente. Em sua forma inconsciente, acontece um processo denominado pela psicologia de mecanismo de defesa, que pode ser de três tipos: negação, projeção e introjeção. Negamos as sensações dolorosas, como se não existissem. Projetamos nos outros, ou nas coisas, fatos nossos que nos são repugnantes. Introjetamos objetos de desejo, que podem ser coisas ou pessoas, como se fossem nossos”.

O Educador aponta ainda que a mentira consciente é aquela em que sabemos que estamos distorcendo a realidade deliberadamente. Quando mentimos, temos consciência disso. E é exatamente nesse ponto que temos a possibilidade de escolher se queremos faltar com a realidade ou não.

Mas, por que mentimos? Para a psicologia fazemos isso por um mecanismo de defesa, já sociologia aponta a busca do poder como explicação, a filosofia pela imperfeição humana e a religião pelo pecado. Sejam quais forem as explicações, nenhuma isenta de culpa, ou melhor,  de dolo o mentiroso.

Mas, entre nós, desde nossos ancestrais mais longínquos a questão moral determinava duras punições e exclusão do grupo que fosse pego nesta artimanha tentando levar vantagem sobre o outro podendo ser até condenado à morte. Se fosse banido praticamente seria equivalente a esta pena já que ficaria exposto e sem proteção podendo ser alvo de inimigos ou da própria natureza.

Se mentir é reprovado segundo nossa cultura moral por outro lado não é crime, mas sabemos que nenhum delito acontece sem este meio. Você já mentiu alguma vez, mas isso não o tornou um criminoso, porém me diga se em algum momento da vida conheceu algum ladrão, por exemplo, que não fosse mentiroso?

E por que dizer verdade é importante fora sua obviedade? Por uma questão de segurança e confiança nas relações e interações, a chamada boa fé. Não fosse isso, viver em sociedade seria um caos; tanto que em lugares onde isso é uma prática é exatamente o que ocorre.

Veja os órgão e empresas públicas que são o braço do Estado nas relações com seu administrado: nós. Já pensou se estes entes públicos agissem pela mentira ou o embuste mesmo sendo obrigados somente a fazer o que a lei diz? O que se caracterizaria? O abuso, oras! 

Mas, como seria isso possível se o próprio Estado diz em sua carta máxima que proíbe e que limita este tipo de conduta danosa à própria democracia? Por isso que ele (o Estado) previu sanções a si mesmo justamente para limitar e controlar seu poder e assim manter um equilíbrio.

Acontece que o que deveria ser de conformidade com a norma é desafiado todos os dias por agentes que representam esse mesmo Estado e que são pagos para servir ao interesse público, mas infestam estes órgãos e empresas de forma parasitária disseminando todo tipo de ilícito e maculando este princípio tão importante.

Como só posso falar daquilo que conheço, sei muito bem o que estou dizendo, pois junto a alguns colegas corajosos encaminhamos uma série de denúncias ao MPT, de irregularidades que acontecem somente em nosso setor e de forma descarada a empresa em suas réplicas mentiu aos procuradores.

Dia desses, de posse de uma cópia do inquérito civil, mostrei aos colegas, como um grupo de pessoas que se instalaram de forma maquiavélica para se beneficiar, ao mesmo tempo  em que promovem ações persecuritórias, de caráter danoso, agem sem escrúpulos e de forma sórdida tentam manipular até mesmo órgãos fiscalizadores e a própria justiça.

À medida que liam as respostas que o jurídico da empresa encaminhou ao MPT, meus colegas e superiores começaram a rir de indignação diante do disparate que era o que diziam em contraste com a realidade de nosso dia a dia.

O hilário é que, com a lei de acesso à informação, que divulga informações de servidores públicos, basta um clique no site que podemos desmascará-los em suas mentiras que de nada têm de mecanismos de defesa, mas apontam para irregularidades seríssimas e me faz entender que a cultura de assédio moral que existe por lá encontra raízes muito mais profundas e crônicas de um submundo sujo, podre e insidioso.

Por isso que uma luta contra o assédio moral pode acabar desmontando toda uma indústria de corrupção e improbidades que não se tinha conhecimento; o que me leva a questionar a inteligência destes assediadores que acabam atraindo sobre si uma visibilidade desnecessária que pode causar muito mais prejuízos no que diz respeito aos seus envolvimentos ilícitos; por outro lado, fica claro o seu desespero em agredir para intimidar e fazer calar aquele que está sendo perseguido.

Posso concluir, então, que resistir ao assédio moral e seu mundo de mentiras é um ato de cidadania e defesa da democracia, e, sobretudo, que esta espécie de subterfúgio nada tem de inocente, mas é destrutivo e perverso devendo ser punido para que deixe de ocorrer.
Raniery


raniery.monteiro@gmail.com


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A falha que se explora


Pesquisando sobre a habilidade de raciocinar no livro do Dr Willian Douglas, “Como passar em provas e concursos”, me deparei com um capítulo que fala sobre as falhas de raciocínio.

Willian Douglas diz: “O ser humano tende a procurar culpados ou desculpas ao invés de assumir seus erros. O cérebro tem pressa em identificar as coisas, podendo ver o que não existe. Verificamos esse fenômeno, por exemplo, quando reparamos nas reações do sistema límbico, rápidas, mas com um risco de estarem equivocadas. Toda resposta muito rápida (emocional, passional ou impensada) corre o risco maior de não ser a mais adequada. Por isso, devemos sempre validar nossas primeiras impressões”.

A partir desta particularidade humana manipuladores procuram disseminar boatos ou falsas informações segundo seus sórdidos propósitos. Eles possuem um conhecimento intuitivo desses processos mentais que eu chamo de “preencher lacunas”.

A resposta mais rápida é a que menos dá trabalho. Há pessoas que se cansam somente de pensar que devem pensar. Portanto, uma resposta “fast food” vem bem a calhar para elas. É aí que mora o perigo. Aliás, perigo para alguns, paraíso para outros. Um assediador moral, por exemplo, adorará ter nas mãos um grupo de pessoas que vivem por osmose desse jeito.

O processo todo se desenvolve espontaneamente. Basta somente dar um empurrãozinho; e, é o que o assediador fará. Primeiro, ele elegerá seu alvo, depois plantará a falsa informação que se alastrará como fogo na mata. A pessoa então passará a ser estigmatizada e o rótulo grudará nela mais que carrapato.

“Fofocar é uma delícia e alimenta a alma! Como é gostoso falar mal de alguém, principalmente se tiver uma conotação negativa. Cresce-se pelo desmérito alheio. AH! Como é bom!” Menos se isso ocorrer comigo; aí, é bullying ou assédio moral, mas com o outro não! É que pimenta no...do outro é refresco. É a boa e velha hipocrisia humana em ação.

Mas, voltando ao canalha manipulador, sabemos que ele se beneficia deste vício de raciocínio e sua perspicácia para o mal funcionará tanto quanto o grupo alimentá-la. Sendo assim, se formos manipuláveis ou formatados para seguir cegamente o que uma figura de autoridade disser, nos assemelharemos aos lemingues que se projetam penhasco abaixo dominados por seus instintos migratórios: a maioria sucumbe desnecessariamente. Corre-se o risco até de se deixar levar por algum líder religioso fanático e acabarmos em um suicídio coletivo. Parece exagero, mas já ocorreu.

Ora, se alguém tem problemas com outro que resolvam a questão entre si e não utilizem terceiros para isso. Acontece que a covardia não conhece limites e fomos doutrinados a chamar de competição a destruição alheia (a qualquer preço) se os fins justificarem os meios.

Provavelmente você já viu ou participou daquelas rodinhas nefastas para execrar alguém sem que se desse a chance dele se defender ou expor sua versão do conflito. E, por quê? Porque não importava. Tanto fazia se era verdade ou não o que se dizia, pois o legal era massacrar alguém que estava em posição desvantajosa, como se tudo hoje em dia fosse um jogo de algum reality show qualquer.

Pense por um momento nessa meia dúzia de pessoas; quando estavam lá disparando suas setas venenosas contra um colega, que pode muito bem jamais ter feito mal algum a eles. Sabe-se que o que estavam praticando é antiético e réprobo do ponto de vista moral e social, mesmo assim eles foram até o fim. Só, que o tempo passará e, em determinado momento, um se tornará competidor do outro e se sentirão ameaçados. Adivinhou o que acontecerá? Pois é, aquele que antes pisou será pisado, mas não manterá o mesmo discurso competitivo e se sentirá injustiçado e traído.

Perceba, então, que reproduzir o comportamento de um assediador e alimentar o seu jogo de intrigas pode ser arriscado se pensarmos que esse boomerang pode se voltar contra nós dentro dos princípios dessa brincadeira suja. Se deixar manipular demonstra burrice, mas participar, então, é a confirmação absoluta disso. 

Se o assediador sentir que seu comportamento foi reforçado pelo grupo, isso o motivará a manifestar seus insaciáveis instintos predatórios que para alimentar sua mórbida necessidade o impelirão a caça, indo de pessoa a pessoa (incluindo até os que o serviram) deixando um rastro de destruição psíquica, emocional ou profissional.

Veja o quão é importante é, então, não se precipitar em conclusões a respeito das pessoas ou circunstâncias, ainda mais saídas de rodinhas de desocupados maldosos ou de um manipulador inescrupuloso que poderá trazer uma carga de injustiça a ser cobrada pelo universo em situação oportuna. 
Como lidar com a fofoca no trabalho?Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Esse rottweiller é Lassie


O assédio moral é um fenômeno que vem sendo estudado e decodificado clinicamente pelos cientistas do comportamento sob os seus diversos aspectos e sujeitos. Hoje, já é possível se definir claramente como esta violência se processa.

É conceituada como violência silenciosa e perversa e o agressor é identificado como perverso narcisista que diferentemente do narcisista clássico possui uma perversão da perversão, já que não se admira como aquele, mas se odeia por ter uma autoimagem ruim.

O assediador não é necessariamente sádico, mas age de forma velada e insidiosa e baseia-se numa forma de poder exercido sobre o outro, muito menos por uma questão de satisfação, muito mais por um mecanismo de defesa distorcido.

O agressor não reconhece e nega descaradamente a violência num cinismo ímpar.  Os discursos são alinhados entre os vários setores da empresa que ele procura envolver, e, que se prestam a estas práticas, numa teia que absorve a pessoa invisivelmente e que dificilmente consegue perceber o mecanismo de enredamento que se desenvolve ao seu redor.

É um processo onde há a inversão de papéis de forma deliberada, mas velada, onde o outro é culpabilizado integralmente pela situação. A idéia é inteligente, uma vez que cria confusão e introjeção por parte da vítima que internaliza as acusações e isenta o agressor.

É cruel porque não se permite que o envolvido perceba o que acontece para que ele não possa se defender, evidentemente. É o princípio da covardia, mas isso não incomoda quem é inescrupuloso, pois não se afeta por questões éticas ou de ordem moral.

O que se pretende é demolir gradativamente a autoestima e a harmonia interior da pessoa para que, uma vez, desequilibrada, seja alvo fácil de derrubar.

É pela falha interna do agressor que o impele a exercer domínio sobre o outro como uma forma de equilíbrio interno e estabilização de uma autoimagem deficiente e insegura. Paradoxalmente sem o outro ele não é nada, ainda que o deteste e o admire simultaneamente.

O agressor atua pelo mecanismo de projeção ao canalizar no outro aquilo que sente como ruim em si mesmo de forma recalcada. Assim, ao mesmo tempo em que desconstrói seu alvo suga dele invejosamente o que tem de melhor para, desta maneira, fortalecer seu ego enquanto desvaloriza o ego da vítima.

É como se o assediado funcionasse como um espelho que projetasse duas imagens: uma do próprio agressor que revela o que ele é, e detesta; a outra com as qualidades do perseguido que o assediador tanto almeja, mas não poderá ter.

Sentindo-se ameaçado pelo outro o paranóico agressor de forma desesperada passa a querer controlá-lo e reforça pelo domínio uma idéia de poder que se utilizará do medo e ansiedade disparados na vítima para neutralizá-la.

No fundo, o agressor deseja o outro quase que de forma sexual e, em alguns casos evidencia até uma homossexualidade inconsciente como me disse um psicanalista, o que não me foi surpresa alguma, pois o que mais explicaria tamanha obsessão em chamar- me a atenção por parte dos agressores que me assediam onde trabalho?

Aliás, lembrei-me de uma história que foi objeto de uma matéria em um jornal local que trabalhei. Os jornalistas do caderno policial me contaram de um episódio envolvendo um assediador moral de uma construção.

O camarada era a encarnação do mundo cão, o demônio, o valentão que tocava a obra com punhos de ferro a toque de chibatadas. Num belo dia, os operários chegaram ao local de trabalho e escutaram urros de dor vindos do dormitório do referido chefe que dormia lá mesmo, na obra. Pensando em se tratar de algum problema com o machão foram tomados de surpresa por uma cena inusitada que mudaria a história de todos e acabaria com as perseguições.

Acontece que o rapaz sentia-se muito solitário e quando todos partiam passava a praticar o chamado sexo seguro, mas solitário. Não, ele não se masturbava necessariamente. O que fazia era utilizar os chamados brinquedos adultos, só que de forma improvisada. Na realidade, ele esquentava água e enchia uma garrafa de refrigerante e introduzia. Só que naquele dia deu azar e a garrafa estava de mau humor, pegou pressão e foi toda, digamos, buraco adentro. Não é preciso dizer que aquilo lhe causou um mal estar danado, né? Mas, o pior ainda estava por vir, ou melhor, tinha acabado de chegar: todos os peões da obra. Eles o socorreram e chamaram a ambulância que o conduziram ao hospital para a remoção do brinquedinho sinistro.

Enfim, o fato não estabelece uma regra, mas nesse caso toda aquela fachada se desmoronou por causa de um acidente e expôs a verdadeira face do valentão.

Pelo exposto se descobre que o que pode desencadear um processo de assédio moral é a desestrutura do agressor que se sente ameaçado ao mesmo tempo em que inveja as qualidades do assediado. A contradição se instala quando se odeia ao mesmo tempo em que se admira o objeto que se pretende controlar. A única falha deste raciocínio ocorre quando o assediado não concorda com esse mecanismo.

Agora, se todo desequilibrado que cruzarmos por aí decidir que irá nos atormentar por causa de sua inadequação estaremos perdidos.

Portanto, cada problemático que cuide de sua neurose ou que bata a cabeça na parede para solucionar sua doença mental, pois não dá para ficar sendo refém de atormentados toda vez que um decide chorar para a mamãe porque é mimadinho.
Raniery
raniery.monteiro@gmail.com


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Campo de batalha

Sua mente

Os processos de assédio moral são considerados verdadeiras guerras. Guerra psicológica ou psicoterror.

Mas, onde é o campo de batalha que se desenrola neste combate? É na mente humana, sobretudo, na da vítima, cujos pensamentos, emoções, atitudes e comportamentos serão o território a ser dominado e conquistado pelo agressor.
Ora, se é assim mesmo, então, este domínio (mente) deverá ser protegido a todo custo, sob pena de se sucumbir diante do fogo cerrado do inimigo.
Suas emoções
Para conquistar a mente da vítima o agressor desfere ataques às suas emoções com o objetivo de minar aquilo que é uma barreira, ou fortaleza natural, que o impede de tomar o controle definitivo. Sua intenção é a de destruir seu escudo protetor: a autoestima. Desta forma procura fazer com que a pessoa perca sua confiança em si mesma (autoconfiança) e abra as portas para a invasão. Ele sabe que só poderá entrar se esta porta for aberta por dentro.
Os ataques
Os ataques serão efetuados de forma repetitiva, o que faz com que a muralha vá aos poucos se enfraquecendo e perdendo a estabilidade, o que, em determinado instante, ruirá e a invasão será eminente. Sequências de humilhações, punições, xingamentos, gritos, “não ditos” fazem com que a pessoa fique em um primeiro momento confusa e aos poucos vai acreditando no discurso agressivo internalizando-o.
O objetivo é simples: desestabilizar a pessoa emocionalmente para fazê-la vacilar ou precipitar-se e forçá-la ao erro para configurar uma incompetência ou negligência, e, por fim, demití-la por justa causa.
Todo o processo desencadeia as fobias naturais dos instintos de defesa que possuímos; assim, quadros ansiolíticos, estados de alerta, pânico, raiva, stress serão desencadeados, o que fará com que o assediado perca sua capacidade assertiva e se torne um alvo fácil.
A armadura
No mundo antigo, a armadura era um assessório de proteção pessoal, em alguns casos de metal, usada por soldados, guerreiros e cavaleiros como uma forma de blindagem durante as batalhas. Havia diversos tipos e podiam ser, por exemplo, de cota de malha, mista com couro, entre outras. O fato é que um guerreiro não saia para a batalha sem ela.
No mundo bíblico, os cristãos utilizaram a analogia quando o apóstolo Paulo descreveu a armadura de Deus em Efésios 06: 13-17 e detalhou uma espécie de proteção espiritual. No esoterismo, há descrições similares que buscam proteção contra os ataques psíquicos à nossa aura pelos chamados vampiros energéticos, mas todos descrevem, em essência, uma mesma idéia.
Energias
Determinados ambientes disseminam todo tipo de energia malévola, e alguns, como no caso daqueles que são permissivos quanto ao assédio moral, acabam por propagar um tipo denso e obscuro que suga a nossa energia, e causam, entre outros efeitos, desânimo, desmotivação, caos e toda sorte de negatividade.
Muitas vezes, a pessoa nem se dá conta de que o motivo de seu cansaço excessivo, sonolência, apatia e desmotivação deve-se a este circulo vicioso de negativismo perverso.
É comum encontrar nestes lugares toda espécie de sintomas doentios como, depressões, doenças psicossomáticas, dependência química, transtornos de personalidade incluindo aí casos graves de suicídio.
Como predadores selvagens, os agressores psicológicos se alimentam do transtorno alheio produzido por suas hostilidades. É interessante notar como estes vampiros revigoram-se pelo mal que o outro está passando. Como afirmou a Dra Ana Beatriz Barbosa Silva: “o psicopata não vai ao trabalho, vai à caça”.
Esta natureza mórbida faz o agressor agir por impulsos destrutivos que permitem que se autoafirme e se autoregule internamente. É como se não bastasse seus atos corruptos ou ilícitos, mas a saciedade de seus instintos somente se completa pelo prejuízo ao outro.
Agentes atormentados
Como exemplo, cito um episódio, onde uma pessoa que se dirigiu ao meu local de trabalho e, quando orientada sobre determinada conduta regrada pelas normas locais, revoltou-se de forma desproporcional pretendendo criar um tumulto. Esbravejou, tentou a boa e velha carteirada do “você sabe com quem está falando”, e sua clara intenção era a de me fazer cair na armadilha da provoção, e, quando viu que não obteve sucesso tentou induzir um chefe a acreditar que eu o havia insultado e tratado com falta de urbanidade. Fracassou, pois não caímos em seu ardil e teve que ir embora contrariado.
Em outras duas oportunidades, já relatadas aqui neste blog, dois superiores tentaram usar do mesmo expediente, mas obtiveram o mesmo resultado: frustração.  Resumindo, não encontraram alimento e tiveram que buscá-lo em outro lugar e a energia negativa que tentaram implantar voltou-se contra eles que, então, saíram mais perturbados do que quando chegaram. Um colega espírita disse-me que são espíritos que ainda não evoluíram, e, ao que me parece, atrasaram mais um pouco este processo.
Dizer que o assédio moral é uma espécie de guerra não é incorrer em exageros, mas a constatação de um padrão destrutivo e que só causa prejuízos generalizados. É uma guerra psicológica cuja batalha se desenrola na mente da vítima e o principal objetivo do agressor é o domínio e controle dos pensamentos do assediado.
Portanto, deve-se adotar a mesma preocupação em se proteger e se defender, assim bem como os países o fazem em caso de ataques, pois senão, o invasor causará inúmeros estragos. Um assediador moral, não possui consciência, nem tão pouco humanidade, e não serei eu quem dará lições de humanidade a um psicopata.
Portanto, se um demente sádico decidir prejudicar alguém por meio deste tipo de perversidade deve saber que custará um ônus razoável e proporcional ao agravo cometido. 
Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

No mundo dos espertões


Para tudo na vida precisa-se de inteligência, pois é a melhor maneira de conseguirmos atingir determinados objetivos; mesmo os réprobos. Até para ser bandido é necessário um mínimo de habilidade para não ser pego e pagar pelo delito cometido.

Só que tem gente que não pensa assim e discorda do meu argumento. Ainda bem, porque é exatamente este tipo de esperto que cedo ou tarde será traído por seus próprios atos, segundo outro argumento que defendo.

Ao que parece, estou no caminho certo, a despeito de não ser um especialista, e, portanto, minhas afirmações carecerem de comprovação científica, ficando no limite da opinião, do conhecimento intuitivo ou até mesmo da conjectura. Isso não significando que eu não tenha noção do verdadeiro.

O que faço é utilizar o raciocínio para chegar às conclusões. Até aí, nada de fantástico, pois deveria ser assim com todos.

Pois bem, nesses dias, uma criatura daquelas que se acham espertas está sendo objeto de investigação pelo MPT por fraude. Nisso, nenhuma novidade, já que qualquer um de nós que for objeto de denúncia responderá e terá a oportunidade de se defender. Mas, este personagem desafia as leis da lógica, pois para ele não bastava o ilícito em si, que lhe gerava uma vantagem financeira, era preciso usufruir moralmente daquilo. A forma que ele escolheu: ostentar.

Mas, pense: se estou cometendo alguma forma de crime, a discrição não deveria ser a minha principal característica? Eu faria isso, e, qualquer outra pessoa na mesma situação, também.

Em determinados ambientes, como os laborais, todo mundo sabe da vida de todo mundo; logo, de certa forma, ali, seria o último lugar que eu decidiria afagar meu ego demonstrando o que possuo, ainda mais sendo fruto de malandragem.

Imagine que eu trabalhe no mesmo setor que você, então, é razoável crer que ganhamos mais ou menos a mesma coisa. Complementamos os valores através de duras horas extras e vamos “tocando o barco”. Coisa de proletário. Mas em um dia qualquer, eu, bonitão, charuto na boca, roupa de cafetão dos anos 70, chego todo emprumado em um, Shelby Cobra GT 500 preto. No mínimo, inusitado, não é mesmo?

Mas, para não dar bandeira, entro no setor comentando das jogadas da semana no Brasileirão. Só para tirar o foco. Papo vem, papo vai, e começo a falar do boom imobiliário que a região vive, por conta das recentes descobertas de petróleo, e, “lanço” que adquiri um modesto imóvel em bairro popular da cidade.

Eu não sei quanto a você, mas eu ficaria muito ressabiado com alguém que chegasse assim ao trabalho, pois ou ele ganhou na loteria ou...o óbvio!

E, se neste setor eu tiver um “parceirão”, daqueles?! Sabe, aquele “amigão do peito”?! Esse sujeito não consegue ver ninguém se dar bem por meios escusos que já fica com invejinha. O Parceirão, fica se corroendo e tem uma idéia. Ele sabe que tem um camarada, lá na empresa, que vem lutando contra a violência deflagrada por assédio moral e que fez umas denúncias junto ao MPT. Fácil, pensou: vou até ele, conto uma história, e, o trouxa fará todo serviço para mim e o bonitão do carrão, se ferrará.

O espertão do carrão, por sua vez, não se preocupa em ser pego, pois como ele costuma dizer: “tá tudo certo”. Em um belo dia, se arruma para ir embora, e, no processo, deixa seu informe de renda cair em algum lugar. Quem acha aquela preciosidade? O parceirão! Pronto! Mistério desvendado e raiva aumentando.

O Parceirão, então, vai procurar o trouxa denunciante para armar contra o esperto do carrão, mas para sua surpresa descobre que o trouxa, infelizmente, não é tão trouxa assim.

A idéia era boa, ele diz:

- Esse otário, quando souber do que está acontecendo, vai sair correndo denunciar e a gente derruba o bonitão do carrão.
- Quando a casa dele cair, todo mundo se voltará contra o trouxa pela delação.
- Desta forma, derrubamos o espertão do carrão, ninguém nos chamará de cagueta e o otário que fique queimado, já que é  o que acontece mesmo, por causa do assédio moral que passa! Mais um, menos um, que diferença faz, né?

O que ele não esperava era que o otário, em questão, diria para ele encabeçar a denúncia, mesmo que no anonimato. A coisa, então, saiu do roteiro. Curiosamente, o bonitão do carrão, que não passa de um vacilão, pois no desespero caguetou até os irmãos, está sendo alvo de investigação pelo MPT, pois foi denunciado. Logo ele, que tempos atrás se revoltou contra a caguetagem e levantou a bandeira da Associação dos Caguetados Mortos!

Fica, então a reflexão: o camarada que quer ser bandido deveria tomar alguns cuidados:

- Não ostentar: quer na frente de desafetos ou de amigos duvidosos;
- Se a casa cair: não entregar os “irmãos”;
- Aprender a jogar xadrez: desenvolve a inteligência.
Raniery

raniery.monteiro@gmail.com

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Falta de gás

Dias atrás, um colega demitiu-se, pois passou em um concurso. Lembro-me de conversas que tivemos e do quanto ele estava desanimado com o local onde trabalhava. Era um desânimo de dar dó. Logo ele que fora tão bem humorado!


Na semana passada conversando com três colegas diferentes, o assunto energias negativas veio à baila. Foi engraçado porque nenhum dos quatro havia combinado de falar uns com os outros sobre o assunto. Discutíamos como nosso ambiente, infestado de criaturas sinistras expelia energias densas de teor ruim. É impressionante, mas eles parecem carregar nuvens escuras e sombrias por onde quer que pisem.

Chamou-nos a atenção a quantidade de pessoas que tinham um jeito de ser espontâneo, e, hoje, estão taciturnas, inexpressivas, carrancudas, mau humoradas; sem contar com dois suicídios, overdoses, ataques cardíacos e outros tipos de morte que ceifaram colegas.

Por outro lado, reconhecemos a necessidade de nos blindarmos contra os efeitos desse ambiente malévolo. Falamos da importância da fé, da capacidade de neutralizar palavras, atos, raios de inveja e hostilidade gratuita. Lembramo-nos de uma meia dúzia de pessoas que parecem ter imunidade quanto à influência destas cargas.

Foi quando me deparei com um artigo que dissertava sobre uma síndrome que afeta grande parte de pessoas mundo afora: a síndrome de Burnout. A síndrome do desânimo. Caracteriza-se por uma sensação de frustração profissional diária, um estresse constante e um desânimo absurdo com o trabalho. Segundo pesquisas atinge cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros.

“Trata-se de uma exaustão mental e física que se inicia com um sentimento de injustiça e falta de reconhecimento, descreve a psicóloga Ana Maria Rossi (International Stress Management Association no Brasil). Por fim, evolui para ineficiência e acomodação. Queda de rendimento, absenteísmo e dificuldade de concentração acompanham a tal síndrome. Não raro, o descontentamento resulta em gastrite, depressão, sem falar no impacto negativo no ambiente profissional. A síndrome de burnout é uma doença séria que requer tratamento psicoterápico e, em alguns casos, medicamentos.”

“O grau de exaustão é tamanho que leva a pessoa ao esgotamento. Não à toa, a expressão inglesa significa, numa tradução livre, queimar algo até que se transforme em cinza.”

“O indivíduo vai se exaurindo a ponto de nem mais ver sentido no próprio trabalho”, diz a psicóloga Lívia Borges, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Segundo a especialista, além de afetar a produtividade, a síndrome desencadeia dores musculares e trás conseqüências psicossomáticas, como gastrite e diarréia."

“A pessoa não entende o que se passa com ela e pode até se achar incompetente. Não raro entra em depressão”, conta a psicóloga Ana Magnólia, do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília. Aí uma boa conversa com os superiores pode apontar uma alternativa para reorganizar o modo de produção “E, claro, fazer terapia também é uma bela ajuda”, diz.
Fonte: saude.abril

Este tipo de sentimento e vazio profissional é típico de ambientes onde a política se dá pelas chamadas falcatruas, esquemas, fraudes etc. lá, o profissional qualificado não é bem visto, haja vista sua competência ser uma ameaça aos apadrinhados e privilegiados que ascendem por vias estranhas, muitas vezes ligadas a favores questionáveis. Sendo assim, é natural que não tenham as mesmas oportunidades que aqueles que só estão, onde estão, pela mão do corruptor.

É natural, então, que as pessoas gradativamente percam o ânimo para exercer suas atividades. Se isto ocorre em empresas privadas, que dirá das públicas que estão infestadas por estes carrapatos humanos que parasitam o órgão ou empresa e disseminam toda sorte de doenças infectas, muitas vezes, ao ponto de contaminar até as mais improváveis pessoas.

Neste cenário, exigir motivação é quase impensável, mas há determinadas pessoas que possuem um espírito inquebrável, e, a elas, os meus sinceros aplausos. São heróis da resistência que muitas vezes nos dão preciosas lições. Onde eu trabalho, aprendi a identificá-los e separá-los do joio.

Muitas vezes, é no lar que encontramos alguns exemplos positivos: é o caso de minha esposa. Ela vem sendo uma verdadeira psicóloga para mim, e para ser sincero, eu não merecia tanto pelas decepções que já lhe causei, mas ainda assim ela está lá, ao meu lado falando palavras, às vezes duras de ouvir (amigos também dão uma dura na gente), que passado o impacto deixam um residual de sabedoria.

De qualquer forma, acredito que devemos evoluir, mesmo que pareça que voltamos para trás e recomeçar e nos reconstruir, talvez em outro lugar, como fez meu colega que já recebeu críticas de alguns invejosos, mas que sei, está iniciando uma nova etapa, e, provou que é capaz de desencadear mudanças. Desejo a ele muito sucesso, e, sei que irá conseguir. Para muitos de nós, a partir de agora, ele se tornou um exemplo a ser seguido.

Medalhista olímpico: Arthur Zanetti
Talvez esteja aí o verdadeiro segredo para se auto resgatar: lançar-se a novos desafios e fazer a diferença em outros lugares, mas seja qual for a escolha, não deixar de sonhar e desejar o melhor.
Raniery


E-mail: Raniery, fiquei feliz com seus comentários. Realmente estou num momento especial de recomeço e o meu horizonte já se expandiu bastante. Lembro das nossas conversas e dos seus conselhos, vc fez parte desta minha vitória (considero uma vitória mesmo) e sei que tbm que vc é capaz de transfoormar a sua vida profissional em breve, torço por vc tbm, vc sabe disso. Estou no treinamento em sampa e logo logo a gente se encontra pra bater um papo, obrigado mais uma vez.
Um abraço!
Mateus Lima




raniery.monteiro@gmail.com