sexta-feira, 22 de junho de 2018

Ditadura da Maioria

O homem é uma entre as espécies animais que vive em estado grupal, mas somente a unica que tem consciência de seus benefícios e dificuldades. 

Sabemos que é uma característica evolucionária e solidificamos tal processo intrínseco aplicando nele a noção de cultura.

Então, desde os tempos imemoriais fizemos tudo em grupo e desta forma construímos as civilizações e suas sociedades donde ainda estabelecemos a noção de Estado e consequentemente Nação. Esta por sua vez pressupõe características em comum do povo que a forma como religião, língua, costumes etc.

O trabalho também é um dos elementos dessa cultura que desenvolvemos e no decurso dos tempos criamos as organizações para que por meio delas pudéssemos aprimorar nossa capacidade de sobrevivência e, por conseguinte, domínio sobre o meio.

Destarte, em tudo o que fazemos estamos envolvidos com os grupos a que aderimos e somos influenciados por eles enquanto os influenciamos. Portanto, é natural que alguns fenômenos venham à tona como, por exemplo, a despersonalização do indivíduo para se tornar um com o grupo.

No grupo não nos tornamos uma mera soma de partes, mas nos tornamos um sistema vivo e um novo Eu surge - o grupo é um super indivíduo - que condiciona e se impõe aos seus integrantes determinando-lhes os comportamentos. Isso é tão premente que segundo as teorias psicanalíticas até mesmo um inconsciente grupal se forma.

Chamo-lhe a atenção para os mecanismos de influência dos grupos que primam muito mais para a autopreservação e unidade que necessariamente pela busca da verdade. Isso ficou evidente no caso dos brasileiros que humilharam uma garota russa que por não conhecer a língua portuguesa não entendia as ofensas que lhe eram deferidas.

A partir desse episódio me veio à mente outras ligações de falsos raciocínios que denomino mais como pressupostos que necessariamente argumentos. Uma delas é a falaciosa ideia de que devemos seguir a maioria como se uma adesão maciça fosse condição que impedisse a manipulação de massas. 

Nesse sentido algumas pessoas permeiam as suas percepções por essa enganosa ideia que encontra na história numerosos episódios que que não prevalece. Basta lembrarmos do holocausto de judeus e outras minorias efetuado pela ideologia Nazifascista que induziu uma nação inteira a cometer e consentir legalmente com um genocídio étnico.

Já, nas organizações observamos tais episódios acontecerem cotidianamente corroborando a teoria de Hanna Arendt sobre a banalidade do mal onde colegas de trabalho movidos por ganância e ambição se estruturam em grupos informais e traem seus colegas sob a justificativa de competitividade e de interesse próprio. Dessarte, induzem aqueles que lhe são associados a "fritarem" aqueles que entendem estar em seus caminhos.

É o que vem ocorrendo em conhecida empresa pública aqui da cidade onde um grupo deles através da associação representativa tomou o poder e passou a deflagrar perseguições onde em alguns casos terminaram em demissões sugeridas ao presidente corrupto.

O assédio moral que fora configurado pelo Ministério Público do Trabalho nesta empresa e, agora, em tácita desobediência de termo de ajuste de conduta não é executado sozinho e depende desses "capitães do mato" para obter sucesso. Esse é o lado sombrio do grupo e que sustenta o argumento de que seguir cegamente a maioria não é necessariamente a mais "moral" das escolhas.

Outro exemplo que costumo citar é o de um bichinho chamado Lêmingue que quando em estado de acasalamento se deixa levar elos impulsos primitivos e se lançam ao mar de penhascos enormes e quando não se esfacelam nas rochas morrem afogados e pouquíssimos chegam ao outro lado da ilha e conseguem atingir seu objetivo.

Se a neurociência vem provendo farto conhecimento sobre a fantástica capacidade do cérebro e sua inteigência, não deveríamos manifestar tal distorção de pensamento, acreditando por pressupostos, de que seguir a maioria é uma condição necessária para se chegar a uma visão apurada da realidade.

Obviamente, devemos dar atenção ao que dizem as pessoas sem que com isso tenhamos que obrigatoriamente aderir subservientemente ao que pensam sem ponderarmos de forma independente a nossa visão de mundo. Ainda mais que nem sempre conseguimos saber as reais intenções de pessoas que dissimulam seus caracteres e exsudam maldade racionalizada.

Se, aceitarmos (submissamente) como natural o fato de que no grupo não somos nós mesmos e este nos induz a cometer atos que em condições "normais" não manifestaríamos comportamentos inadequados acabaremos como os personagens do lastimável episódio de humilhação da moça russa ou como os cafajestes da empresa pública que traem seus colegas por vinte moedas de pratas.
Basta pra isso imaginarmos que ninguém é obrigado a participar de grupo algum, mas que isso é alcançado por adesão deliberada, ou seja, é necessário cumplicidade para pertencer a qualquer grupo, isto é, pertencimento e característica inata ligada à adesão voluntária e comungada entre os membros dos grupos.

Portanto, não deveríamos aceitar a ditadura dos grupos, sobretudo, quando se tratar de justificativas para condutas aéticas.
Raniery

sexta-feira, 9 de março de 2018

Pessoas e...pessoas!

Marcus Lemonis, empresário famoso e de sucesso conhecido aqui na TV como “O Sócio”  é o fundador e Presidente (CEO) da Camping World e Good Sam, nos Estados Unidos, varejista de veículos para camping e de bens e serviços relacionados. Com faturamento estimado em de 3 bilhões de dólares americanos anuais em vendas a empresa emprega mais de 6.000 pessoas que adota os 3 pilares de sucesso: Pessoas, Processos e produto.

Com ênfase na importância das pessoas para o sucesso das pequenas empresas, ele entende que isso é tão óbvio que nem seria preciso mencionar ou chamar a atenção do pequeno empresário para o fato, entretanto, Marcus diz ainda que “é muito importante não somente ter as pessoas certas trabalhando para você, como tê-las nos lugares certos”. Sem contar da importância de se criar um ambiente favorável ao bom desempenho dos seus funcionários, para que deem o melhor de si.

De fato, isso não é novidade nos tratados de gestão e administração sendo lidado com questões ligadas à gestão de pessoas onde muito estudo e pesquisa coloca à disposição do empresário inúmeras ferramentas de gestão de pessoas em razão da eficiência das mesmas que culminarão no sucesso do negócio.

Curiosamente quem mais deveria dar atenção a isso, isto é, a aplicação de técnicas consagradas de gestão de pessoal as menosprezam em função de um pensamento tacanho fruto de uma cultura arcaica que preconiza o controle ditatorial sobre o, então, “agraciado” empregado que fora “abençoado” pelo patrão que lhe dera uma vaga em sua empresa.

Diferentemente do que o próprio sistema jurídico e mesmo de gestão afirma porquanto diz se tratar de uma relação contratual ou de negócio, ou seja, não há favores ou “bondades”...o que há de fato é uma relação profissional onde ambos se comprometem a cumprir com aquilo que está definido em contrato e em legislações cogentes.

Infelizmente ainda vivemos um patriarcalismo castrante que impede que o próprio capitalismo se desenvolva em patamares mais condignos com a sua própria prática e eu, particularmente, sustento a ideia de que sequer temos capitalismo por aqui, mas, sim, uma versão bizarra disso.

Daí, por que se falar em assédio moral a todo instante, já que há uma confusão muito grande na mente do empresário em geral sobre o que significa subordinação, comando e disciplina que se distorce em comportamentos assimétricos, de coação, ou coerção, gerando assim lides trabalhistas - não sem muita chantagem emocional - por parte do empregador, que se faz de sonso/ vítima ao propalar a ingratidão do empregado em ajuizá-lo em ações trabalhistas, como se o fato de contratar alguém nos desse o direito de humilhá-la de alguma forma.

Destarte, algum desajustado que ganha status de empreendedor/ empresário/ gestor, se acha na razão de atormentar a vida do trabalhador o expondo a situações de humilhação ou em condições vexatórias que chamam a atenção para o grau de perversidade e que ganha o estereótipo de “frescura” pelos que estão no entorno e não são alvo do assediador.

Vale a ressalva que tais episódios degradantes devem ocorrer cotidianamente e por muito tempo e ter a intenção de prejudicar o trabalhador, fazendo com que ele eventualmente peça demissão, ou, como no meu caso, armem uma demissão.

A propósito, foi exatamente dos chamados “pares” que meu caso culminou com uma decisão arbitrária que terá seu desfecho resolvido em fórum trabalhista. O curioso disso, é que em uma postagem minha sobre uma situação que questionei, fiz menção de que meu próprio superior (à época) corria o risco de ter seu cargo ameaçado pelo ganancioso “colega” envolvido no episódio...e, não deu outra, o malandro tomou seu cargo e o humilhou...

Mais interessante ainda é que enquanto eu era o alvo do assédio de vários chefes (entendiam que eu era um perigo ao grupo) se esqueceram de prestar a atenção nos “sonsos”, ou seja, aqueles que se fazem de bonzinhos, puxa sacos, entre outros, inclusive aqueles que na igreja cumprimentam os irmãos com “graça e paz”... e na frente do pastor cantam louvores, mas, lá no trabalho, andam de braços dados com o diabo e traem como Judas agindo como prostitutas ao se vendem por dinheiro.

Mas, como identificar do ponto de vista do Direito o que é assédio moral com vistas a ingressar com ação indenizatória contra os responsáveis? Hoje em dia, já se tem uma noção bem afirmada sobre o que configura ou não assédio moral, como, por exemplo:

  • fazer constante juízo depreciativo do funcionário e de seu trabalho, chamando-o de “burro”, “incapaz”, “ignorante”, entre outros termos pejorativos;
  • não delegar tarefas ao empregado para que ele se sinta inútil;
  • delegar atividades incompatíveis com a contratação do funcionário para humilhá-lo perante os demais;
  • fazer brincadeiras depreciativas com características do trabalhador ou com sua raça, cor, etnia, religião ou orientação sexual;
  • estabelecer metas claramente inatingíveis;
  • não fornecer, propositalmente, materiais necessários ao desempenho das atividades laborais;
  • impor carga horária elevada, injustificadamente;
  • difamar o empregado, circulando boatos que lhe sejam vergonhosos.

Este Blog reconhece os diferentes tipos de assédio moral, mas fica circunscrito tão somente aos subtipos conhecidos como descendente e horizontal, isto é, praticado pelo superior hierárquico e pelos pares e quando ocorre em conluio, como no meu caso, é dito como misto.

Foi exatamente isso que aconteceu comigo e pior, pois os pares ainda estavam em posição de representantes dos funcionários seja em associação ou mesmo em sindicato, entretanto, se utilizaram da boa fé de todos para promover a sua suja ascensão.

É interessante que a legislação brasileira não regule especificamente o assunto sem que com isso a justiça lhe feche os olhos, fique claro. É possível, inclusive, o rompimento do contrato de trabalho sem a perda dos direitos pertinentes onde o empregado “demite por justa causa” a empresa onde se deu o assédio moral.

Com as novas regras, desde novembro de 2017 o que muda é a arbitrariedade do juiz em determinar os valores indenizatórios que agora obedecem uma espécie de tabela

Conforme a natureza das infrações, teremos as respectivas quantias:

  • três vezes o salário, se leve;

  • cinco vezes o salário, se média;

  • vinte vezes a importância do salário, se grave.

Embora a atual legislação seja alvo de polêmica por ser considerada retrógrada o trabalhador não deveria aceitar os abusos de pseudo gestores que através das suas distorções de personalidade agem sem escrúpulos e de forma oportunista procuram se auto afirmarem às custas da dignidade do trabalhador que não deveria nunca ser objeto de questionamento.

Lute por sua Dignidade, não aceite o assédio moral!

Raniery

terça-feira, 21 de novembro de 2017

O Mundo Visto Por Cima

O mundo como o conhecemos muda a cada dia numa velocidade cada vez maior sendo que a mudança é o fator determinante. Na verdade, essa é uma lei do universo.

Major, protagonista do anime Ghost in the Shell - após ter passado por um aprimoramento onde seu cérebro é implementado em um corpo robótico, curiosamente, passa por uma crise de consciência (introspecção) vivenciando dilemas que a faz questionar sua própria existência e o mundo ao seu redor.
O que parece ser um cenário de um futuro improvável de ficção científica, na verdade, está se desenrolando bem “diante de nossos olhos” o que tornará tudo o que você acha tecnologicamente moderno como coisa obsoleta, aliás, já vimos esse filme.
Num mundo onde a política e a economia demonstram sinais de saturação é no espírito inovador e empreendedor que se dará a nova revolução. Daí, porque libertarmos o nosso espírito de antigos sentimentos escravagistas que somente servem de meio de manipulação de exploradores que só poderão afetar aqueles que estiverem debaixo de seu sistema.

Aliás, se entendêssemos os sistemas e seus princípios criaríamos a nossa própria realidade anulando assim a capacidade  que tais chantagistas têm de implantar o medo nas mentes das pessoas.

Pense por um momento: é pela dependência do emprego que o (mau) patrão acorrenta psicologicamente o empregado que, por sua vez, se habituou a se imaginar somente nessa categoria para conseguir obter a sua renda.

Mas, vamos supor que você seja levado para um lugar inóspito onde se veja obrigado a lutar pela própria vida: o que você faria? Faria qualquer coisa – certa ou errada, pois não teria opção.

Na verdade, há opção, mas a sua mente está entorpecida e seu senso de percepção obstruído, isto porque nós nascemos e vivemos imaginando que aquilo que nos ensinaram sobre a realidade é algo fixo e rígido quando, no entanto, se descobre, cada vez mais que não é assim que as “coisas” se dão.

Há milhares de anos Buda descobriu através da meditação que nós não nos resumimos aos nossos sentidos, isto é, aquilo que ouvimos, vemos, sentimos, memorizamos etc. Nossa mente sequer é o nosso cérebro. Os neurocientistas estão descobrindo o mesmo por meio de sofisticados equipamentos de varredura cerebral a ponto de hoje acreditarem ser possível, entre outras coisas fazer o download de seu cérebro para um dispositivo digital.

Por outro lado, estão em curso pesquisas para a criação de computadores biológicos ou, melhor, com o esgotamento da capacidade de computação estão buscando a computação quântica e biológica (bioinformática) e o aprimoramento humano.

Veja, então que uma ideia de um anime onde sua personagem tem seu cérebro implementado em um corpo androide pode vir a se tornar uma possibilidade plausível num futuro incerto.

Por outro lado, os neurocientistas descobriram que somos muito mais do que  nos dizem nossos cérebros (o que não é pouca coisa). Descobriram que ele possui uma capacidade neuroplástica, grosso modo, podemos nos reinventar ilimitadamente. Entretanto, quantas e tantas vezes não ficamos inertes por causa de ideias e pensamentos castrantes, fruto de coisas que nos disseram e que passamos a acreditar distorcendo não só a realidade como a nossa própria personalidade?

Essa persona que você pensa que é: o João, a Maria, o Joaquim são somente uma projeção que dá a ilusão de uma identidade, quando, na verdade, somos muito mais que isso. Somos mais que um ego.

Se descobrirmos dentro de nós uma capacidade empreendedora que não é exclusividade de “nerds” do vale do silício nem de gênios dos negócios, nos redescobriremos dentro de uma nova dimensão que sequer imaginávamos existir. Aliás, esta é uma capacidade que pode ser aprendida...caso queiramos, evidentemente. Ilusório, é viver numa zona que se pensava de conforto.

Lembra da teoria dos sistemas: dentro dela há dois princípios que se complementam: o da entropia e o da homeostase. O primeiro, em síntese, aponta para os movimentos caóticos de desintegração do sistema conquanto o segundo para a regulagem e preservação do mesmo.

Isso significa que dentro de você está a resposta para moldar a realidade que desejar através dos seus pensamentos que, sob controle, determinarão o que ocorre em volta – é o que fazem os sistemas: eles interagem trocando energia.

Resumindo: a mente molda a realidade. Tenha um sonho e o materialize transformando a realidade dominante e substituindo–a por aquela que você imaginou.

Pense: um boçal qualquer, desses que infestam aos montes, organizações públicas ou privadas – "gestorzinho de merda", mesmo! Desses que se associam a bandidos para parasitar e destruir as instituições só poderá chantagear alguém se, em primeiro lugar, o temerem; em segundo, se esse alguém achar que só aquele lugar pode ser a fonte de seu sustento, nesse caso, então, ficará a mercê do imundície.

Tem tanta coisa para ser feita e inventada, tanta necessidade para ser atendida que ficar a mercê de vermezinhos que se escondem na lama da podridão de seus mundos é um desperdício pecaminoso.

Só para exemplificar, basta acessar o site do Sebrae que será possível assistir diversos vídeos de gente de todas as idades e experiências que não se dobraram a uma realidade imposta e, que, não somente se reinventaram, como ainda apresentaram à sociedade uma solução onde ninguém via nada.

Viver com medo é negar a própria natureza! Questione a autoridade; discorde do “status quo”; se afaste dos limitados e acorrentados, supere a si mesmo. 

Faça o download de uma nova realidade construída e moldada por você.

         
Raniery

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Fala Sério!

Quem nunca teve a estranha sensação de se ver confuso com o comportamento inusitado e surpreendente de pessoas que achávamos que conhecíamos? 

Pense em um relacionamento que chega ao fim e os envolvidos mais se parecem com inimigos mortais que um casal que já viveu momentos felizes...

Venha comigo a um culto evangélico onde o cidadão emana uma luz vinda do etéreo em pleno estado alterado de consciência louvando ao Senhor e testemunhando os milagres alcançados por temê-lo e ser obediente aos seus mandamentos. Mas, me acompanhe numa aventura sinistra ao seu local de trabalho para identificar no mesmo corpo uma pessoa dissimulada armando traiçoeiramente contra o seu próximo e fique perplexo com a facilidade com que comutam seus estados e personalidades.

E o que dizer daquele parente que vive uma vida dupla que se comporta como sonso enquanto dissemina a intriga e a discórdia entre aqueles que são objetos de sua inveja e inadequação pelo complexo de inferioridade que lhe acomete? Ou, daquele garoto - conhecido da família - que sempre foi afeminado, mas vivia seu conflito, enquanto cumpria suas obrigações na paróquia local e, sentindo-se ameaçado pelos mais observadores, tentava atacar-lhes a imagem imaginando que ao fazê-lo tiraria a atenção de si em relação aos outros desconfiados?

E se, e tão somente se, nenhuma dessas pessoas, ou mesmo eu ou você fossemos quem pensávamos ser? E, se, de fato, nada disso fosse surpreendente, mas facetas de uma natureza que ainda não compreendemos e que há milênios os sábios  entenderam o que somente agora a neurociência vem descobrindo com o auxílio de tecnologia sofisticada desenvolvida por físicos em complexos centros de pesquisa?

A pergunta que se faz é: esse "EU" que penso ser é, de fato, uma entidade unificada, isto é, uma personalidade, ego, identidade distinta e única ou somos, na verdade, um processo de múltiplas sub-rotinas que o cérebro no fim projeta uma ilusão que nos faz acreditar que nos reconhecemos, ou seja, que temos autoconsciência?

A maior parte de nossos processos mentais ocorrem no subconsciente, daí a dificuldade que temos de libertar a nossa mente da influência e condicionamentos das emoções e percepções de padrões comportamentais preestabelecidos sem que saibamos de fato quem somos ou qual a verdadeira natureza de nossa essência. Nossa mente permanece limitada e confinada num ciclo completo de causa e efeito sem saber como essa lei funciona.

Por outro lado, ao darmos ao ego o que ele nos pede nos tornamos refém de nossas próprias mentes e acabamos buscando em coisas ilusórias e efêmeras a felicidade de um lado, e a fuga do sofrimento, do outro. Ocorre que tanto uma coisa quanto a outra são fruto de nossa mente. 

Aliás, o que imaginamos ser o "real" nada mais é que um modelo mental de tudo o que gravamos internamente desde o nascimento e não a materialização do mesmo. Nós identificamos o mundo ao nosso redor pelo mapa interno (modelo) que fazemos dele.

Partindo disso, é a nossa interpretação de mundo que  traduz o tipo de realidade que vivemos ou que estamos/ somos felizes ou não - e não o mundo em si. Tanto faz que circunstâncias estão excitando os seus sentidos, no fim, é a interpretação que você dará que formará o sentido que pretender, ainda que absurdo.

Destarte, é possível entender o que aquele "falso irmão" faz em dois lugares onde engana a todos o tempo todo numa busca inútil por aquilo que sua própria Bíblia ensina: o vento. Na igreja e diante dos sogros, ou na foto com alguns colegas de futebol do trabalho é o bom moço, mas nas sombras trama artimanhas contra aqueles que estiverem em seu caminho, ou seja, são sementes do mal.

Da mesma forma, entendemos as razões do homo afetivo que reluta em sair do armário e se vê ameaçado por cada sombra onde anda justamente por não ter resolvido qual tipo de reputação pretende ter na sociedade.

Se toda esta teoria ainda não pode pleitear a absoluta alcunha de verdade (não há verdades absolutas), por outro lado, nos fornece insights plausíveis que permitem que determinadas peças de quebra cabeças comportamentais se encaixem.

Isso nos fornecerá um indicador de como reagir socialmente ao mesmo tempo que ligará em nós um alerta para que façamos uma autorreflexão em relação a nós mesmos e aos nossos comportamentos e, quiçá, nos permitirá sermos menos rigorosos e mais compreensivos (assertivos) sem que com isso nos tornemos capacho de ninguém.

Então, e ao que parece, da próxima vez que observarmos a vida alheia - alguns chamam isso de fofoca - é bem possível que estejamos contemplando um processo em curso ao invés de somente alguém em plena sacanagem. 

Com isso, se abrirmos nossa própria mente, talvez, consigamos prever os passos seguintes do insidioso para nos anteciparmos. Ao mesmo tempo poderemos aprender muito de nossa essência ponderando sobre os comportamentos inadequados de algum desafeto para que nossa mente não nos iluda mais.
Raniery

segunda-feira, 29 de maio de 2017

We should love

"Heroes", música de David Bowie, escrita em parceria com Brian Eno e produzida por Bowie e Tony Visconti. A faixa foi gravada entre julho e agosto de 1977, e lançada em 23 de setembro daquele ano. 

O single acabou se tornando uma das canções mais reconhecidas do cantor. Em janeiro de 2016, após a morte de Bowie, a faixa chegou ao n°12 na UK Singles. ”Heroes" foi citada como a segunda faixa de Bowie mais regravada por outros artistas, atrás somente de "Rebel Rebel".

Inspirada em um beijo entre Tony Visconti e sua namorada (amantes) nas proximidades do Muro de Berlim, a canção tem um tom "dramático”.  Em 6 de junho de 1987, Bowie tocou " 'Heroes' " no Reichtag, em Berlim Ocidental, o que foi considerado um catalizador para a queda do Muro. Após a morte de Bowie, o governo alemão agradeceu o músico por "ajudar a derrubar o Muro", acrescentando que "você está entre os Heróis".

Desde seu lançamento, " Heroes " recebeu muitos elogios, como pode ser percebido pela sua frequente presença em listas de "melhores canções de todos os tempos"; Já foi dito que a canção "é talvez a afirmação definitiva do pop acerca do potencial triunfo do espírito humano sobre as adversidades".

Amor, é o tema tratado no filme “Jerry Maguire - a grande virada” porquanto um jovem e promissor agente de celebridades esportivas se cansa de todo o jogo sujo e cruel que se desenvolve no meio dos negócios em nome da competitividade e do dinheiro e passa a defender ideais superiores e inspiradores conquanto isso acaba se virando contra ele. O detalhe fica para o colega boçal que lhe invejava, mas que tem um momento de glória na derrocada do personagem. O cenário fica cada dia pior para Jerry, mas ao mesmo tempo uma onda de mudanças passa a ocorrer.

O longa está entre os filmes indicados a acadêmicos de administração como fonte de inspiração para uma nova forma de se fazer negócios onde somente o lucro a qualquer preço, ainda que pisoteando e esmagando pessoas, não deveria ser o fim em si mesmo. Na verdade, esta é uma ideia ultrapassada já, que entre outras coisas, a rentabilidade é elemento tão importante quanto o lucro e ainda mais, porquanto se situa em estratégias de longo prazo, ou seja, uma empresa rentável durante muito tempo é melhor que aquela que dá um grande lucro hoje e amanhã sofre uma queda vertiginosa.

Não só isso, mas trata-se da valorização das pessoas – os agentes principais de todo o processo. Jerry começa a aprender a dar valor para as pessoas que estão ao seu lado, o que inclui os seus agenciados que não serão mais vistos como máquinas de fazer dinheiro, mas indivíduos com sentimentos, dramas, idiossincrasias que precisam de atenção, tanto quanto os dólares tão almejados.

Se o filme está entre os chamados “cult”, sobretudo, entre os empreendedores, não é menos verdade que ele trabalha, e, muito bem, a superação de adversidades em nome de uma convicção/ inspiração pessoal. Dois momentos me chamaram atenção no que pese ao comportamento do grupo. No primeiro, quando Jerry está por cima, todos o bajulam, admiram e o invejam; no outro, quando ele está por baixo, e, sob intensa pressão, todos viraram as costas, à exceção de uma moça.  Isso demonstra entre outras coisas que a dependência da aprovação do grupo pode muito bem se tornar uma ilusão amarga de se experimentar.

Recentemente fui demitido de minha empresa após 12 anos enfrentando um assédio moral sistemático. Nesse período eu vi e vivi de tudo nessa questão. Não conheço ninguém que tenha passado tanta coisa nesse sentido quanto eu. Vi a traição de pessoas da família e de quem se dizia amigo; vi a covardia daqueles que se dizem cristãos, mas que se associam ao diabo; em cada onda que se seguia, ficava nítido quem era quem entre as pessoas. Portanto, talvez ninguém ali saiba tão bem o que é a natureza humana, ainda mais, quando exposta aos jogos sujos de gestores igualmente pútreos.

Prestes a encaminhar aos órgãos competentes toda a sujeira que ali está acontecendo para que investiguem e determinem que a empresa se ajuste e mesmo após a repercussão que as demissões injustificadas atingiram, é inacreditável que um gestor ligado a bandidos ainda continue a fazer da empresa pública seu ninho de delitos. Chegou ao ponto de ameaçarem de demissão os médicos do trabalho caso não recusem os laudos periciais de empregados que adquiriram lesões trabalhistas. A coisa é tão bizarra que o tal gestor fora flagrado ostentando uma arma aos funcionários - ou está com muito medo ou é um debilóide desequilibrado mesmo.

Amor e paixão pelo que se faz. Eu tenho visto alguns falsos representantes sindicais, que na ocasião da convocação de todos para que fossem à assembleia legislativa da câmara de vereadores de Santos se insurgir contra as demissões injustificadas, agora, posando de defensores dos seus representados. 

Lembro-me do principal fanfarrão fazendo campanha explicita nas redes sociais contra nós, nos chamando de vagabundos e posteriormente quando teve acesso indevido às nossas fichas, nos expôs deliberadamente pretendendo se gabar disso. Não, não foi somente o Jerry Maguire que teve um “colega” boçal que o sacaneou. E isso não passará batido.

“E as armas, atiravam sobre nossas cabeças (sobre nossas cabeças)
E nós nos beijamos, como se nada pudesse cair (nada pudesse cair)
E a vergonha, estava do outro lado”.

A segunda guerra terminara e a Alemanha e o mundo foram divididos por um muro...de intolerância. No Brasil, acabamos ficando à mercê de militares golpistas. Não era a minha guerra. Eu nada tinha contra russos ou norte-americanos, mas nem o muro e nem as armas nucleares foram fortes o bastante para vencer o amor, pois queríamos amar e não guerrear. O impossível parecia estar acontecendo quando os primeiros tijolos foram marretados...eles não venceram, e o muro caiu!

O trecho da música diz que a força do amor supera a violência dos truculentos e que não são os amantes (aqueles que acreditam) que devem se envergonhar, mas que envergonhados devem estar os covardes, pois necessitam de artimanhas às escusas para derrubar aqueles a quem temem, pois não estão à altura deles. Não, de nada adianta irem aos cultos orar a Deus fingindo serem santos, pois estão nús diante daquele altar e estão sob sentença. 

E não só isso: estão sem proteção e não podem pedi-la, pois lhe será negada, porquanto agiram contra aquele que não lhes fizera mal, portanto agiram contra o seu próprio Deus que é o seu julgador – além, de suas consciências! Eles sabem: “ninguém pode servir a dois senhores”; “não pode água e óleo se misturar e nem trevas a luz”...não sou eu quem diz isso, é a Bíblia deles. Estão sob condenação. E eu posso pedir justiça contra eles. A lei do retorno é implacável...

De outro lado, tudo isso, ao invés de me abater acelerou todo um processo que já estava em curso. Meu lado empreendedor tem vindo à tona numa velocidade quântica e da mesma forma como Jerry Maguire aprendeu eu tenho explorado minhas melhores competências/ habilidades e visto como as portas de oportunidades e possibilidades se abrem quando nos abrimos para o novo e para as mudanças. 

Eu sempre digo, “ninguém deveria viver com e pelo medo”, nenhuma sacanagem é demais que possa derrubar um espírito empreendedor. A lei da compensação acaba por nos advogar nessas horas contra as injustiças de pessoas medíocres.

Nenhum assédio moral é mais vitorioso que um espírito que não se dobra ou se entrega, nenhuma maldade é suficientemente forte que possa segurar um espírito cheio de luz e força de vontade. Os anjos se mobilizam ao redor daqueles que andam em justiça, mas se voltam contra os perversos para os destruir. 

Alguém disse: será que Deus não está usando o sacana como instrumento para que passemos por uma prova? Eu não acredito, pois isso abrandaria e justificaria a sacanagem. Mas, um indício de que estou certo encontra-se em uma passagem bíblica onde Daniel, um hebreu cativo, é jogado na cova dos leões por seus desafetos e os anjos impedem que os animais o devorem, mas o mesmo não ocorre com os covardes inimigos dele que foram destroçados pelos mesmos leões. Seja figura de ficção ou não, o texto deixa claro uma aversão a este tipo de gente num sentido interpretativo.

Mas, de tudo isso que passamos - decorrência da vida em grupo - a melhor lição que podemos tirar é a de não abaixarmos a cabeça diante das adversidades, ainda que no seu epicentro tenha o dedo de gente pilantra e mau caráter; pois a luz interior que portamos quando invocada faz surgir um indivíduo capaz de coisas que jamais imaginou quando estava tudo calmo na zona de conforto. 

É um convite a viver com paixão, buscar o que a vida pode nos dar de melhor, nos libertar dos grilhões escravizadores do medo, realizar, semear o melhor ao invés de rastejar como vermes em estados lamacentos. Então, ao invés de alimentar o ódio deveríamos amar...mesmo debaixo dos tiros de fuzis, pois, “mil cairão ao meu lado e dez mil a minha direita, mas eu não serei atingido”.

No final, Jerry tem a sua merecida virada, após superar os percalços iniciais e os ganhos foram maiores e melhores que se ele não decidisse dar ouvidos à sua consciência e adotado uma nova visão de mundo. A vitória...pertence aos perseverantes!


Sejamos amantes! Vivamos com paixão! Façamos o que mais gostamos! Tratemos ao outro da melhor maneira! Nos elevemos! 

We can be heroes...
Raniery

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ninguém deveria viver pelo medo!

O medo é uma forma de energia poderosa. Faz parte do conjunto de regulações de nosso sistema de mecanismos de defesa/ sobrevivência. Emoções são dispositivos evolucionários que permitiram que fossemos uma espécie bem-sucedida na Terra.

Pense: diante de você se encontra um enorme felino com presas gigantescas para fora franzindo o rosto e ao olhar ao redor você está no fundo da caverna. Seu coração parece que vai sair pela boca, seus braços estão molhados de suor e você está mais quente que picanha em churrasco. De repente, você olha para o chão e vê a sua lança...agora, é matar ou morrer.

Comida de Dente de Sabres você já tem, mas com 0,001% de chance de sobreviver num salto você parte para cima do gatêêênho que desacreditando parte em retirada em desabalada carreira. Quem imaginaria! Se você soubesse disso antes...evitaria estar com as calças borradas, é ou, não é?

Pois é, a adrenalina disponibilizada transformou um covardão em um monstro capaz de enfrentar um poderoso mamífero gigante pronto a predá-lo. Mas, e o medo? Para onde foi? Medo é energia, lembra? Não está lá para garantir a sobrevivência? Então, tanto faz se está em forma de choro, ou de raiva...pois, tudo é energia.

Tecnicamente, medo é um comportamento baseado em emoções sedimentadas em nossos mecanismos de defesa e sobrevivência que desencadeia processos fisiológicos, neurobiológicos e psicológicos. Um comportamento emocional constitui-se de um conjunto de reações frente a uma sensação advinda do meio e processada por nossos canais de percepção.

Ora, somos seres sociais e desenvolvemos nossos processos de vivência em grupo que se torna um novo ente, um sistema unificado como se fosse um único e novo super indivíduo. A função do grupo é condicionar o indivíduo. Levá-lo a adaptar-se às suas regras. E se isso não ocorrer...

Nas organizações, sobretudo, as mecanicistas o sistema burocrático/ hierárquico torna o processo de controle comportamental um fim em si mesmo. O poder de coação do superior ao subalterno torna-se mais relevante que o sentido disso. Daí,a implementação de um programa de punições, na verdade, uma cultura de punições para que o superior não sofra a mínima resistência.

Pavlov, Skinner e Matson estudaram os processos de condicionamento comportamental e propuseram suas famosas hipóteses de condicionamento. A conclusão é a de que o comportamento é um fenômeno que pode ser aprendido.

Não importará a verdade, o real, para o grupo o que importa é que seus indivíduos sejam cooptados. É uma relação imediata, portanto não aceita a análise da semântica por trás das conveniências que se perseguem.

Nesse sentido, alguém que ocupa um cargo de autoridade passará a demandar a mente daquele que estiver sob as suas ordens. Não será, outrossim, admitida a desobediência, por mais absurda que seja a ordem. E o medo será o canal manipulado pelo, agora, senhor do subordinado. Não nos esqueçamos que em economias capitalistas o empregador compra a força de trabalho e ganha legitimidade para demanda-la já que o risco do negócio lhe pertence –  essa é a regra do jogo.

Mas, algumas “viagens” acontecem pelo simples fato de que humanos não são seres racionais ou burocráticos. Tanto o chefe abusará, tanto quanto o empregado se insurgirá. Entretanto, o último está em desvantagem frente ao primeiro que determina a dependência dele pelo pagamento do salário, pelo excedente de mão de obra e pelo poder econômico.

Nessa relação, o medo torna-se moeda de troca. Há uma linha limítrofe finíssima entre o poder diretivo do empregador e o abuso ou assédio moral. Diante de um período de instabilidade econômica isso é recrudescido e a parte mais frágil torna-se refém das anomalias dissociais de gestores tiranos.

É o que vem ocorrendo em conhecida empresa de sociedade de economia mista aqui em Santos onde um gestorzinho de quinta categoria, envolvido com uma quadrilha de bandidos passou a deflagrar uma onda de terror e arbitrariedades. Para se ter uma ideia um de seus assessores fora flagrado em um vídeo onde bravateia um sistema de corrupção com desvio de quase R$ 370.000.000,00.

Acontece que o gestorzão que se auto admira e se diz adepto de Sun Tzu decidiu que iria reestruturar tal empresa e moraliza-la. Isso seria como fazer faxina numa casa com água de bosta. Quando se levanta as associações e relações do moralizador percebe-se o quanto a lama é o limite. Portanto, quando alguém tão sujo assim assume um cargo em empresa ou órgão público, imediatamente ele passará a demanda-lo pelo medo, porquanto, é necessário dissuadir qualquer um que for potencialmente capaz de “estragar” os seus esquemas.

Nesse lugar, os esquemas são sujos e atingem a todos os setores, onde, de cima pra baixo, se praticam atos de imoralidade pública. Isso, mesmo: com o dinheiro do contribuinte brasileiro o mal servidor pratica conluios para obter vantagens pessoais. São cargos comissionados, são assessores indicados, são os filhos ou as mulheres dos chefes beneficiados; e o cordão dos puxa sacos? Cada vez aumenta mais...

Ora, se no grupo alguém se insurgir, imediatamente, essa rede espúria funcionará para fagocitá-lo. Surgirão processos administrativos viciados, demissões arbitrárias, perseguições e muito, mas muito assédio moral. É um sistema eficaz de disseminação do terror e do medo.

Mas, e, se e tão somente se, o número de funcionários - que é desproporcionalmente maior que o número de salafrários - descobrir (perceber) que numericamente é mais forte que toda a organização deles? Ora, o medo trocará de lado e passará para o lado da bandidagem.

Eles podem sufocar um ou dois empregados? Sim, podem! Demitem alguns e dizem que foi por isso ou por aquilo, que são vagabundos, que dão prejuízo para a empresa e enganam a todos. Mas, como fariam isso com todos? Como explicariam o fato de todos serem demitidos? Qual é a chance disso acontecer?

Veja que o medo também possui uma característica psicológica, isto é, tem origem na mente, na interpretação que se faz do meio, do perigo, do risco e tal qual o homem das cavernas que olhou para a lança e se projetou para cima do Dente de Sabre, o assediador não fará diferente, e, fugirá amedrontado, pois cometeu o erro de subestimar os mecanismos de sobrevivência do grupo que atacou.

Reproduzir o discurso do demissor não desenvolverá nele alguma espécie de empatia, pelo contrário o adulador será seu brinquedinho sádico tal qual o gato que brinca com o alimento antes de devorá-lo.

São escórias humanas que vêm lá, não sei de onde e depois de devastar o lugar por onde passam, vão embora. Como uma nuvem de gafanhotos exaurem o lugar por onde passam e se vão sem olhar para trás. Ninguém deveria ceder às chantagens de corruptos! Se insurgir contra o mal que devorará o emprego do trabalhador é o caminho a ser tomado, pois a inércia somente os favorecerá.

Se for um servidor público a coisa então deve ser vista com outra dimensão, já que para ser admitido preparou-se, passou em todas as etapas exigidas, e não caiu de paraquedas indicado por algum malfeitor qualquer.

Cair na conversa manipuladora de gente envolvida com quadrilha é cometer o maior erro que Sun Tzu diz que não se pode:  "A arte da guerra é de importância vital para o estado, é uma questão de vida ou morte, um caminho tanto para a segurança como para a ruína. Assim nenhuma circunstância deve ser negligenciada".

Portanto, ninguém deveria viver refém do medo!
Raniery