segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

É tempo de dar a volta por cima- Feliz 2011!

2011 está aí batendo às portas e todo um ano se foi e com ele muita coisa aconteceu.

A vida é feita de desafios e nem sempre o que nos é apresentado tem aparência de bom, mas se tudo fosse  simples assim, seria desafio? Portanto, precisamos desenvolver nossa capacidade de resiliência e,confesso, estou nesse processo. 

É necessário fazer a escolha: enfrentar com dignidade as adversidades ou sucumbir derrotados. Eu não disse que nessa batalha, em determinado momento, não fraquejaremos ou nos abateremos. O que eu quis dizer é: como reagiremos para dar a volta por cima?

A lenda mitológica da Fênix expressa bem o que estou pensando. Ela renasce das cinzas, lembra? Volta cada vez mais bela e forte e parece mesmo impossível destruí-la. Talvez nos pareçamos com ela, pois sentimos o mal que nos fazem, mas jamais nos entregamos, e, a cada ataque voltamos fortalecidos e mais corajosos.

Tudo na vida se aprende e, as experiências estão aí para nos tornar guerreiros vitoriosos; É tudo uma questão de como enxergamos as coisas.

Um Feliz Ano Novo de muita vitória pra você! 
Obrigado por estar acompanhando este Blog.
Muita proteção e luz a você que é do bem.



Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

sábado, 18 de dezembro de 2010

Direito de resistir


Flagrante de assédio moral
Toda vez que nos vemos diante de situações de abuso e de injustiça nos vêm à mente a lembrança de personagens que passaram e lutaram pelos mesmos ideais.


Destaco dois que estão no rol dos mais importantes da história, em minha opinião, pela relevância e impacto que tiveram em seus respectivos momentos, e que, sempre me inspiram a continuar a lutar e resistir a toda forma de abuso e opressão de seres perversos e cruéis:



Salah Al-Din
Saladino foi um chefe curdo muçulmano que se tornou sultão do Egito e da Síria e liderou a oposição islâmica aos cruzados europeus no levante. No auge de seu poder, seu domínio se estendia pelo Egito, Síria, Iraque, Iêmen e pelo Hijaz. Foi responsável por recuperar Jerusalém das mãos do reino de Jerusalém, após sua vitória na batalha de Hattin e, como tal, tornou-se figura emblemática na cultura curda, persa, árabe, turca, e islâmica em geral.
Saladino tornou-se célebre entre os cronistas cristãos da época por sua conduta cavalheiresca, conquistando o respeito de muitos dos cruzados.


Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas e que viviam de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.

No ano de 1675, o Quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após uma batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de recife.

O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, um grande ataque ao Quilombo. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e é entregue às tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história.
Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil colonial. O dia 20 de novembro é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.


Inspirado por esses grandes homens da história, entendo que, não se submeter a ações abusivas, perversas, ilegais de pessoas ou grupos que, de forma deliberada e dentro de sua megalomania, acham que podem ser os donos do destino de outros, é uma ação legítima.

Eu já ouvi inúmeros “conselhos” de que ser submisso, subverniente ou servil é atitude correta a ser tomada, afinal, “quem manda pode quem tem juízo obedece” ; “não adianta bater de frente com a chefia” entre outras frases com aura de sabedoria, mas que esconde dentro do espírito de quem as segue um cabestro psicológico implantado pelos manipuladores.

Na prática, ter bom senso (juízo) significa o resultado da razão e não de se amedrontar.

Ora, a razão deve ser fundamentada ou amparada por algum parâmetro, e, nesse caso, é a lei que subsidia toda linha de ação.

Portanto resistir é um direito legítimo diante do assédio moral


Raniery








A violação do Estado Democrático de Direito ou ofensa aos direitos fundamentais possibilita o uso da resistência, como argumento jurídico e político, na tentativa imperiosa do retorno à ordem democrática, portanto o direito de resistência não é mera admissão formal do texto constitucional, mas uma relação justa entre o comando normativo e as práticas constitucionais.





Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A perseguição aos cavaleiros templários



Criada em 1118, na cidade de Jerusalém com sua tomada na primeira cruzada, a Ordem dos Cavaleiros Templários tornou-se uma corporação de enorme poder político, militar e econômico por conta de inúmeras doações de terras na Europa que os tornaram influentes por todo o continente.

Com o surgimento de um reino cristão, nove cavaleiros templários pediram autorização para permanecer na cidade e proteger os peregrinos que para lá se dirigiam. Eles fizeram voto de pobreza e de castidade. O seu símbolo passou a ser o de um cavalo montado por dois cavaleiros, daí o nome da Ordem: Os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou Cavaleiros Templários.

Acredita-se que eles se dedicaram a escavações feitas em sua sede onde encontraram documentos e tesouros que os tornaram poderosos. Convém ressaltar que o Templo de Salomão era o local mais santo dos Judeus e também riquíssimo.

Graças ao empenho deles na defesa dos cristãos e à coragem demonstrada em inúmeras batalhas, os locais que guardavam tornaram-se locais extremamente seguros. Tal era a confiança que despertavam que não tardou para que suas instalações se transformassem em estabelecimentos bancários, ainda que informais, fazendo deles entre os séculos XII e XIII, os principais fornecedores de crédito a quem os poderosos da época recorriam.

Guerreiros ferozes e depositários de imensas fortunas foram alvos da cobiça do Rei Felipe IV, o Belo, da França, profundamente endividado com a Ordem e temeroso de seu poderio em consequência das incessantes guerras que movia contra os reinos vizinhos, resolveu apoderar-se de seus bens. Começou a pressionar o papa Clemente V a tomar medidas contra eles.

Muitos dos membros da Ordem na França foram detidos e queimados em estacas. Acusados de heresia e de pederastia perante a inquisição, os Templários foram denunciados por possuírem um esoterismo particular, sendo caluniados, espoliados e martirizados, retiraram-se para a Escócia, Inglaterra e Portugal, onde se juntaram à Maçonaria. Na noite do dia 12 para 13 de outubro (sexta-feira) de 1307, as suas instalações, por todas as partes do reino, viram-se invadidas pelos oficiais de Filipe IV.


Num processo forjado, nos quais os procedimentos inquisitoriais foram aplicados com a máxima crueldade possível, acusaram-nos de serem adoradores pagãos do diabólico Baphomet, de cuspirem na cruz, de negarem os sacramentos e de se entregarem a licenças sexuais uns com os outros. Arrancaram-lhes as confissões por meio de terríveis torturas e outros tormentos, quando, em meio a urros de dor, com as carnes dilaceradas e queimadas pelo largo uso que os inquisidores fizeram do strappado e do braseiro, concordaram em dizer aos seus torturadores o que queriam ouvir.

Perceba você, que foi a cobiça, o poder, a ganância e o medo em relação aos templários que deram início a uma das perseguições e destruições mais famosas da história. O sanguinário rei envolvido em suas guerras santas toma dinheiro emprestado dos cavaleiros, que até aquele momento eram úteis. Vendo que estava praticamente falido, caso tivesse que devolver o valor, teve uma idéia: tirar de seu caminho aqueles que lhe serviram. Para isso seria preciso criar uma acusação que tivesse peso conforme com a cultura da época, e, sendo assim, encabeçou uma campanha de destruição moral sem precedentes que culminou com a organização, da noite para o dia. Mas, como destruí-los e ainda assim ter respaldo da justiça da época? Simples- forjar uma série de acusações e contar com a cumplicidade do Papa.

Imagine-se no lugar deles. Ser acusado de um crime qualquer; forjando acusações sem a devida apuração (devido processo legal); debaixo de tortura para induzi-lo a confessar o que não cometeu; sem direito a ampla defesa e ao contraditório; tudo, em um julgamento armado. Ser condenado e sentenciado à morte com o respaldo da lei, de forma juridicamente perfeita, tudo “no papel”!

Será que essas práticas medievais ocorrem ainda hoje em nossos
dias?

Eu posso lhe afirmar que sim! A herança do mal atravessa gerações e tais práticas covardes ainda encontram-se vivas e contextualizadas em nossos dias.

Mas, não é preciso chegar ao ponto em que os templários chegaram, pois hoje existem meios de desmascarar as manobras e os ardis que este tipo de imundície humana arma nos bastidores fétidos de seus escritórios. Para isso, basta que você se esforce em conhecer, ainda que minimamente, seus direitos e deveres e de preferência sob a consultoria de um profissional do Direito qualificado.

Se for funcionário ou empregado público como eu e, se ver envolvido em algum inquérito armado, jamais vá sozinho e leve consigo seu advogado. Nunca confesse nada, já que ninguém é obrigado a gerar prova contra si. Não caia nas armadilhas e induções de mal intencionados que muitas vezes são bandidos travestidos de funcionários/ empregados públicos.

Resista a toda forma de arbítrio e abuso de poder. Use seu direito de resistir. Pense no lema dos templários- dos verdadeiros templários: “Liberdade, igualdade e fraternidade”. Ainda mais que os templários de hoje não são mais como aqueles e se afastaram dos ideais e princípios que juraram defender para se sujarem e se enlamearem com toda sorte de situações réprobas em nome do poder. Pelo menos onde trabalho é o que fazem.
Raniery

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Lógica, paradoxo ou... Motivo?

Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a verdade".


Em "O universo de Stephen Hawking", é discutida a questão da viagem no tempo ao passado como sendo algo impossível por conta dos paradoxos que o universo acaba criando. O mais conhecido é o paradoxo do avô. O que aconteceria se alguém voltasse ao passado e matasse o próprio avô antes que tivesse filhos? Nesse caso, o viajante não poderia ter nascido nem voltado no tempo para matar o avô.


Muitas vezes nos deparamos com situações que nos parecem verdadeiros paradoxos, sem lógica alguma.

 

Você está em sua empresa trabalhando e começa a ouvir o boato de que determinado colega está sendo perseguido pelo chefe. Só que ele tinha uma relação aparentemente tranquila com tal pessoa, afinal fazia parte da equipe, era o braço direito do camarada e agora... Isso!

 

Você não entende, não tem lógica, então conclui: algo aconteceu! E deduz - o que o colega fez para o chefe para ter merecido isso?

 

A psicóloga Marina Parés Soliva afirma que por traz de uma situação de assédio moral pode se esconder uma fraude, um ilícito, corrupção etc.

Marie france Hirigoyen aponta para um comportamento perverso. Mas as duas deixam claro que é o comportamento transgressor do assediador a razão ou o motivo para tal perseguição. É evidente que o funcionário poderia ser um indisciplinado, mas, e quando seu histórico não demonstra isso? E se ele passa a agir assim, então a empresa deveria aplicar os dispositivos disciplinares que possui, e a perseguição não é um deles.


Imagine você, que alguém na empresa está com algum “esquema” em curso e um subordinado seu começa a atrapalhar, descobre por acaso ou não quer participar. Você acharia razoável pensar que essa pessoa se tornaria uma ameaça ao fraudador? E se assim o for, não seria um motivo plausível para ser atacada, desmoralizada e descartada, do ponto de vista do criminoso? Seria isso um motivo?


Sabemos que em várias empresas há, por exemplo, supervisores que são autorizados a  contratar terceiros, e lucram com isso para aprovar determinadas pessoas ou empresas prestadoras de serviços sem o conhecimento da empresa em que trabalham. Esquemas de corrupção, ilícitos e fraudes em empresas públicas acontecem todos os dias.

 

Portanto, o que parece ser um paradoxo, que não compreendemos, pode estar escondendo alguma sujeira, e que a vítima está, de alguma forma, atrapalhando.

 

E se essa pessoa vier a ser você?



Raniery


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nepotismo e o assédio moral


O termo “nepotismo” tem sua origem no latim nepos, que significa neto ou descendente. Esta palavra é utilizada para designar a contratação privilegiada para cargos comissionados de parentes de autoridades e de funcionários públicos.

Em agosto de 2008, o Supremo Tribunal Federal aprovou a súmula vinculante 13 que proíbe o nepotismo nos Três Poderes. O texto da súmula afirma:

“A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até 3º grau, inclusive da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou ainda de função gratificada da administração pública direta, indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.

O abuso do poder é uma atividade explorada por tantos séculos no Brasil, que exterminá-la exigirá de nós muito suor. Quantos escândalos e denúncias já acompanhamos pela mídia de autoridades que empregam seus familiares mesmo depois da aprovação da súmula vinculante 13? A indignação é tamanha que muitas vezes nos leva ao caos de nossos pensamentos.

A prática do nepotismo tem trazido aos Três Poderes uma atmosfera de desprestígio, pois o currículo dos contratados não é analisado, e sim a sua filiação! As pessoas que assumem cargos públicos devem ser profissionais aptos para exercer tal função. Vamos seguir o exemplo dos cargos preenchidos por concurso público. As pessoas que passam nos concursos têm uma história de estudos e dedicação. Não conseguiram este cargo por acaso, tiveram que provar que são capacitadas para exercer a profissão. Os cargos comissionados não exigem provas e títulos, mas deve ser preenchido por cidadãos capazes de ajudar a Administração Pública caminhar.

O currículo deve valer muito mais que uma certidão de nascimento!

E quando o parente contratado, sem concurso, é participante do esquema de assédio moral? Aí a coisa fica mais séria não é?

Eu mesmo sinto isso na pele, pois tive recentemente que escutar "graça" de uma filha de gerente de RH em relação às faltas injustificadas que estranhamente aumentaram sem explicação e sem comprovação e a mesma em tom de sarcasmo ainda disse-me que estranhara o fato de eu ainda não ser punido já que eu estava sendo acompanhado em minhas faltas. Perguntando- lhe então qual seria o critério adotado para punição a mesma me diz que não saberia dizer. Veja só, ela está lá há anos, é paga para isso, e não soube dar uma simples resposta. O hilário é que uma segunda contratada disse-me que achava que era tantas faltas em tal período e uma terceira então corrigiu e disse que seria, sem demonstrar confiança no que falava, três faltas em um mês sem justificar. O detalhe é que em nenhum dos casos eu me enquadro

Lembro-me de ter entregado atestado pelo período de recuperação e na volta recebi uma punição de advertência e não entendi o por que. Fui ao setor para questionar e me deram algumas razões que não convenceram. Posteriormente a isso, um colega que na sequência entregou o seu atestado, me disse que assim que eu sai ouviu o seguinte comentário: "Esse aí tiramos de letra..."

Fui levantar junto aos setores responsáveis o que estava acontecendo e a mentira foi descoberta ficando clara a intenção de me prejudicar.

Eles simplesmente fazem o que querem na certeza da impunidade. Pelo menos é o que pensam.



Raniery
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