segunda-feira, 24 de junho de 2013

Terceiro Ano e Continuando a Lutar

A guerra é uma questão de vida ou de morte, diz Sun Tzu, em A Arte da Guerra. De fato, o milenar general, foi capaz de façanhas espetaculares contra oponentes esmagadoramente mais fortes que os Estados que defendeu.

O reino de Chu ameaçava invadir o reino de Wu e, seu rei, então, solicita a intervenção do estrategista, mas incrédulo quanto sua capacidade de ajudar seu reino.

O convicto militar se propõe a treinar as concubinas do rei e transforma-las em soldados capazes de combater. Cético, o monarca tripudiou e subestimou a capacidade do mestre da guerra.

E foi o que aconteceu. Depois de um início dramático que custou a vida das preferidas do rei aquele grupo de mulheres tornou-se uma força de combate disciplinada.

O improvável aconteceu e o reino de Chu numericamente inferior em termos de exército derrotou o poderoso e cruel reino de Wu.

O Brasil parou nesta semana com a onda de protestos contra as mazelas que acontecem por aqui: corrupção, falta de infra estrutura, gastos públicos superfaturados, saúde, transporte, segurança precários. 

Saturada, a população decidiu enfrentar o poder coercitivo do Estado na figura de suas forças de segurança pública e foi pras ruas reivindicar.

Isso demonstra que se organizados, os cidadãos deflagram a pressão necessária capaz de incomodar os inertes, negligentes, omissos e corruptos governantes que, então, cedem em seus atos inescrupulosos. Evidentemente, que há muita coisa ainda a ser mudada, mas o recado foi dado.

Da mesma forma, são as questões ligadas ao tratamento indigno que se dá ao trabalhador/ trabalhadora nas empresas que permitem ou promovem o assédio moral. Indignar-se e combater este tipo de postura se faz imperativo para que consigamos promover mudanças positivas. Até por que, terrorismo psicológico não é condição de trabalho, é violência e abuso.

E tem sido assim, nos três anos do Mentes Alertas. Se o Blog se confunde com minha realidade, por outro lado, tornou-se uma estratégia eficiente de propagação de informações e denúncias, que expõe os atos inescrupulosos de pessoas nefastas qe utilizam a coisa pública para deflagrar processos persecuritórios, de caráter pessoal, se utilizando de pretextos disciplinares hipócritamente, sendo que são os principais anarquistas e promotores do caos, insubordinação e indisciplina.

De lá pra cá o MPT vem desempenhando um importante papel na fiscalização desses atos. E, de fato, os TACs vêm produzindo uma série de mudanças palpáveis, não sem muita dificuldade, evidentemente, já que mentiras, dissimulações e engodos são características da natureza sórdida de tais “gestores”.

E não poderia ser diferente já que, dada a sua característica anti social, como venho alertando durante todo este período, eles não deixariam de praticar suas falcatruas. Aliás, desonestidade é seu sobrenome, então, não seria surpresa alguma agirem de tal modo. Fora o fato do gostinho desafiador de enganar a procuradoria e, por tabela, a lei.

Nesse período, as mudanças foram acontecendo a força. Não sem um preço, é lógico. Covardes que são, encomendaram minha cabeça ao DP que se encarregou de promover um procedimento informal e por debaixo dos panos para me demitir.

Alegando indisciplina, chegaram ao ponto de mandar a médica do trabalho me constranger. Enviaram assistente social a minha casa. Teve “agente secreto” violando minha privacidade, enfim, fazendo seu jogo sujo como seria de se esperar. 

Não fosse o gerente, eu não poderia sequer ter a chance de me defender, o que viola os princípios do devido processo legal que, conforme o atual regimento disciplinar, é prerrogativa da empresa pública. Mas, como por aqui, o que se escreve não se cumpre e como devemos fazer o que falam, mas não o que fazem, no sentido das regras que impõem, mas não seguem, esperar o que deste lugar, né?

Falando no gerente, já sabemos que estão promovendo campanha pra derrubá-lo do cargo e se aproveitaram de suas férias para lhe tiraram toda a autoridade. Em lugares assim, aquele que não entra no jogo sujo passa a ser alvo de descarte. Em relação ao procedimento contra mim, ele explicou que minhas faltas teriam ligação com o assédio moral pelo qual passo por aqui, e, foi censurado por seu superior, como não poderia deixar de ser diferente.

De todas as mudanças que estão ocorrendo, nenhuma é melhor que a psicológica. O grupo não se intimida mais e as pessoas estão perdendo o medo de confrontar as injustiças denunciando os desmandos; portanto, eu que era uma voz solitária, hoje, tenho ao meu redor uma legião de companheiros que se associaram a mim.

O que antes era apenas um rosto, fácil e vulnerável para se atacar, agora conta com um espectro já que a estratégia que adotamos foi do sigilo nas denúncias, o que acaba causando desconforto aos perversos já que não se pode retaliar quem não tem rosto pra ser identificado. 

Aliás, fica aí a dica pra você que ainda não se aliou a nós nas denúncias. Posso testemunhar que seu nome será devidamente preservado, portanto, não se intimide, denuncie mesmo, pois só assim poderemos combater as ações destas pessoas inescrupulosas.

Aos poucos estamos avançando e importantes conquistas estão acontecendo a despeito do que falam nos bastidores tentando minimizar, mas como essa escória humana, de caráter extremamente duvidoso, vive e existe para a prática do mal, é certo dizer que não pararão de aprontar. Logo, entende-se que não se pode relaxar e é preciso prosseguir na luta e conscientização para cada vez mais os trabalhadores se motivem a defender sua dignidade.

Portanto, o engajamento do trabalhador(a) na luta contra o assédio moral é um processo tão desgastante e difícil quanto a própria agressão, no entanto, é a única forma de se fazer prevalecer a tutela constitucional sobre a dignidade da pessoa humana. É um caminho árduo, mas é o único que temos se quisermos promover mudanças positivas na luta contra as injustiças. 

A exposição é o preço que se paga e a retaliação é dada como certa; isso, é claro, se for uma luta solitária, mas se os trabalhadores entenderem que a violência praticada contra um colega de trabalho é, na realidade, a agressão contra todos, quem terá que se inibir e temer são os agressores. Como vimos quando ocorre a união na luta contra a injustiça o impacto disso transforma a realidade.

Posto isso, avancemos para o próximo ano determinados, e de minha parte não recuarei, independentemente do que façam, ainda mais que não estou só, por isso, conto com a continuidade do seu apoio, divulgando o blog e se engajando contra o assédio moral.
Raniery

 raniery.monteiro@gmail.com