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Apego aos paradigmas

Os dinossauros surgiram em nosso planeta na Era Mesozóica, conhecida por isso como Era dos Grande Répteis. Esta era  durou de 248 milhões a 65 milhões de anos atrás. Os dinossauros surgiram há aproximadamente 220 milhões de anos, e dominaram o planeta durante toda a Era Mesozóica.Pesando, na maioria dos casos, toneladas, os enormes répteis alimentavam-se de carne, frutas, plantas e de insetos. Tinham uma grande dificuldade de deslocamento em função de seu peso.

A teoria da extinção dos dinossauros 

A idéia mais aceita para explicar a extinção dos dinossauros é a que defende a queda de um asteróide na região do atual México, no período Cretáceo. De acordo com paleontólogos, esse asteróide teria aproximadamente 14 km de diâmetro e no momento do impacto, levantou uma nuvemde poeira que cobriu a Terra por meses, impedindo a penetração de raios solares. Muitos animais e vegetais morreram com a falta de luz solar. Sem alimentação abundante, os dinossauros foram morrendo com a falta de alimentos.

Surgimento dos mamíferos após o fim dos dinossauros:

A descoberta na Mongólia do fóssil de um mamífero primitivo deu novo impulso à tese de que os mamíferos modernos apareceram assim que os dinossauros sofreram sua dramática extinção, há cerca de 65 milhões de anos. Estudos recentes apontavam a aparição dos mamíferos modernos entre 140 e 80 milhões de anos atrás, muitos anos antes da colisão de um asteróide com a Terra que teria extinguido os dinossauros.

Recentes estudos moleculares afirmam que os mamíferos modernos viviam já muitos antes de os dinossauros desaparecerem, no final do Cretáceo.  A morte dos dinossauros criou uma oportunidade para um crescimento explosivo dos mamíferos modernos. "Você tem todos esses nichos ecológicos que foram ocupados pelos dinossauros. Eles se extinguiram, e você tem enormes espaços abertos", explicou o pesquisador.

Mamíferos placentários - como cães, gatos, ratos, baleias, elefantes e humanos - parem seus filhotes após longas gestações. Das 5.416 espécies vivas de mamíferos, 5.080 são placentárias. Os demais são marsupiais, como cangurus, que alimentam sua cria em bolsas, e os raríssimos monotremas, como o ornitorrinco, mamífero que põe ovos.

Toda essa análise começou com a descoberta do Maelestes, um fóssil bastante completo, descoberto no deserto de Gobi, na Mongólia, durante uma expedição conjunta da Academia Mongol de Ciências e do Museu Americano de História Natural. Aquele roedor, um desses becos evolutivos sem saída, viveu 75 milhões de anos atrás, mais ou menos ao mesmo tempo em que os dinossauros velociraptor, oviraptor e protoceraptor.

Verdadeiros imperadores de sua época, até a queda do asteroide, os dinossauros dominaram absolutos naquele período sem terem rivais à altura. Mas a mudança os pegou de surpresa e não tiveram tempo de se adaptar, portanto, a extinção os pegou.

O que é Paradigma:

Paradigma é um termo com origem no grego “paradeigma” que significa modelo, padrão. No sentido lato corresponde a algo que vai servir de modelo ou exemplo a ser seguido em determinada situação. São as normas orientadoras de um grupo.

O paradigma seria o conjunto de elementos linguísticos que podem ocorrer no mesmo contexto ou ambiente. Os elementos são substituídos por outros que vão ocupar a mesma posição.

O paradigma é um princípio, teoria ou conhecimento originado da pesquisa em um campo científico. Uma referência inicial que servirá de modelo para novas pesquisas.

Paradigma, portanto, pode ser visto como um norte, isto é, um modelo ou pressuposto de onde se parte para conclusões mais específicas ou acabadas e não um mecanismo de engessamento mental. Mas, determinadas pessoas os tem como fins em si mesmos e se agarram a verdades imutáveis, daí terem tantas resistências às mudanças.

O poder de adaptação:

Os mamíferos foram a mais improvável das formas de vida a passar a dominar o planeta sendo que fatores como oportunismo e adaptabilidade permitiram que isso ocorresse. E cá estamos nós, fruto de um processo evolucionário para contar a história.


Menores, mais frágeis em relação aos colossais lagartos não seriam apontados pela lógica como os sucessores certos a dominar o planeta. Pense: se você fosse um dinossauro acreditaria que um ser menor o substituiria? Pois, é! Muita gente ainda se agarra a antigos conceitos e fórmulas ultrapassadas e tentam forçar a barra sobre os demais, tudo porque se recusam a adotar novos modelos mais eficientes e atualizados. O que fica claro aqui é que o que pode ter dado certo no passado pode não funcionar hoje.


A resistência a mudanças pode ser sintoma de outras coisas como a incompetência mesmo. Setores onde empregados desatualizados e antigos se agarram não permitindo a evolução natural das dinâmicas humanas impedem novos modelos de gestão. É aí que você se defronta com bizarrices como, por exemplo, não se aceitar o afastamento de empregada grávida por que não possui o plano de saúde indicado pela empresa, ou o atestado de óbito pelo mesmo motivo. 


É inacreditável? Eu sei. Lido com isso todos os dias e ainda não me resignei com tanta imbecilidade humana. É muita incompetência e comodismo juntos. O mais engraçado é que estas pessoas se esclerosaram no seu mundinho e não dão espaço para os que estão chegando de oxigenar tais ambientes. O mais irônico é que te olham como se você estivesse errado em não concordar. Pararam no tempo. Vivem em total falta de sintonia com a atualidade e não possuem o menor interesse em mudar, afinal, como dizem, “sempre foi assim”.


Junte tudo isso, acrescente uma pitada de sensação de ameaça que domina suas mentes paranóicas e entenda como surgem situações de assédio moral. Quando confrontados em suas debilidades passam a ficar rancorosos e se tornam terroristas morais. Divida-os nos diversos setores existentes e, voilá!


Portanto, há um imperativo de necessidade de se produzirem mudanças que acompanhem demandas atuais. É assim em tudo, na vida, na economia, no trabalho etc. É o curso natural das coisas. Cedo ou tarde terão que desistir, nem que seja pela extinção
forçada.
Leia mais: 
                  






Raniery
raniery.monteiro@gmail.com

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