quinta-feira, 9 de junho de 2011

Um ano de Blog I



Como tudo começou.


No Brasil, por conta de sua desigualdade social, os concursos públicos são disputadíssimos e, portanto, não é nada fácil conquistar uma vaga. Toda uma indústria se cria por trás disso. Curso preparatório, apostilas, vídeo aulas etc. É muita gente querendo a mesma coisa.

É natural que você crie expectativas caso conquiste sua vaga. O que não se conta nos cursinhos preparatórios é o que as pessoas encontrarão depois de aprovadas.

Não é preciso pesquisar muito para descobrir que o que é público é complexo e todo tipo de situação irregular pode ser encontrada; é crônico e histórico.

Quando o recém contratado chega ao seu local de trabalho, se depara com funcionários que já estão lá durante anos, e, em alguns casos sentem- se como donos das empresas. Donos em todos os sentidos, inclusive da verdade; a deles, evidentemente.

Se der o azar, então, de ter atrapalhado algum esquema de contratação de terceiros- que é um negócio lucrativo ou de nepotismo arraigado- aí a pessoa pagará caro. Não é preciso falar que corrupção, fraude, e toda sorte de ilícitos prolifera, caso não aja uma gestão eficiente sobre essas empresas, e se você não se enquadrar terá vida curta.

Bom, nem preciso dizer que este é o ambiente preferido de psicopatas que se instalam ali confortavelmente e sem qualquer previsão de punição (já que controlam toda a engrenagem da coisa). Sentem- se soberanos e livres p/ agir.

Em 2004 prestei concurso e passei para a vaga disponibilizada na empresa pública que hoje trabalho. Foi uma alegria e sensação de objetivo atingido, dado a dificuldade que é se preparar, competir e passar em concursos dessa natureza.

Passei entre os primeiros e logo estava entregando documentos, fazendo exames, e me vi no curso de formação cheio de projetos, como é natural desse momento. Havia pedido demissão da universidade onde trabalhava e que gostava tanto, pela proposta de estabilidade, o que no caso, não é verdade.

Eu já havia sido alertado sobre o setor que desempenharia minhas atividades não era um lugar muito fácil, por assim dizer, mas quem imaginaria o inferno que estava por vir?

Passado o período probatório, que durou o curso de formação, fomos, então, designados para nossos locais de trabalho com seus respectivos chefes e colegas.

No começo, tudo as mil maravilhas, nos tratavam muito bem, em alguns casos. Até teve gente que disse que eu falava demais e que não era nada “daquilo que eu dizia”: no caso, esta pessoa está afastada do trabalho até o presente momento.

Seguiu- se alguns meses e de repente me vejo indicado pra trabalhar com a chefia. Não posso dizer que fiquei contente, pois eu não sabia muito bem o que aquilo representava de concreto e parece que minha intuição estava certa. O que me alentou é que trabalharia com um colega que tinha afinidade. Assim como eu, vários dos novos contratados foram sendo chamados também, o que parecia um curso natural, como em qualquer outro lugar...

O que eu não imaginava era que isso atrairia a inveja de alguns, que depois dos inúmeros transtornos que me causaram, fui entender, se tratar de um desvio comportamental: o chamado transtorno de personalidade.

Pois bem, minha presença lá ofuscava o brilho do narcisismo deles, mas isso em sua mente insana, já que pra mim era somente uma função a desempenhar e não me sentia melhor que ninguém por estar ali, aliás, não entendo como alguém pode pensar que aquilo é o topo do mundo.

Dentre eles, gostaria de chamar a atenção para o camarada que liderou a execração induzindo até superiores a se levantarem contra mim com a intenção deliberada de desestruturar minha situação na empresa: e vários deles, incrivelmente caíram em sua conversa. Conhecido como amigão de todos, foi fácil se aproveitar desse carisma junto às pessoas e trair sua lealdade, enganando- as.

Tempos depois, este comportamento revelou- se um padrão, já que ele agiu da mesma forma prejudicando outros colegas, sendo responsável, inclusive, pela demissão injustificada de um. Estranho é o fato de ele possuir uma habilidade incomum de induzir superiores a realizarem seu jogo.

Cerco armado, foi fácil convencer alguns superiores a me perseguir e começa a partir daí todo o processo de assédio moral descendente que se desencadeou sobre mim.

Não contente, o “cidadão” encabeçou uma campanha difamatória através de uma comunidade de uma rede social associada ao setor que trabalhamos. Seu objetivo, ali, era o de colocar todos contra mim, manipulando e distorcendo fatos e, assim, estimular a rejeição natural do grupo quando entende que alguém violou seus códigos morais: Funcionou.


Neste primeiro momento, então, ele e sua gangue conseguiram me isolar do grupo, tornando- o hostil a mim- provocando a emulação moral através do apelo emocional que instigavam nas pessoas: diziam que eu era um delator. Estas, por sua vez, tão confusas quanto eu, pela falta de informação consistente, mas levadas pela fofoca, acabavam por adotar atitudes agressivas comigo em diferentes níveis: umas deixavam de falar, ora por medo, ora por raiva, outras, já apelavam para a ofensa e até ameaças; As pessoas me retaliaram, muitas vezes sem saber o porquê ou sem sequer me conhecer, mas simplesmente pelo boato que se criou. Já a chefia, procurou me isolar nos postos de trabalho para que eu ficasse incomunicável sem poder dar minha versão do que estava acontecendo. 


Tal era o temor e ira diante da idéia de que eu seria um delator, o que me chama a atenção para o que de fato temem para serem delatados, pois, a não ser que sejam criminosos, não deveria temer uma possível e infundada delação, não é?

Seguiram, então, uma sucessão de perseguições, humilhações, e abusos por parte de colegas (curiosamente, ligados ao invejoso que iniciou tudo) e superiores que culminaram no meu afastamento por depressão, stress, pós traumático e síndrome ansiolítica.


Veja que por conta disso, os escalões superiores da empresa, estão tendo que lidar com a saia justa em que fui obrigado a promover pra me defender: processos judiciais que iniciarei e a denúncia que fiz junto ao MPT entre outras, que se preciso for, adotarei. Tudo por causa desse indivíduo que os chefes se deixaram levar, e, agora, já que caíram na onda dele, terão que responder por seus atos na justiça trabalhista.

Perceba que tudo se resolveria caso os responsáveis pela execração feita a mim no site de relacionamentos tivessem sido punidos. Todo esse mal estar, essa dor de cabeça, não estaria ocorrendo até hoje.

Eu me pergunto qual é a razão que levou o apurador a proteger e blindar aquelas pessoas, ou seja, o que deve ter por trás disso? É no mínimo suspeito.

Tentei a comunicação com cada setor da empresa, que como resposta, seguia- se retaliações mais intensas e punições arbitrárias. Veja que fui ao RH, assistente social, médico do trabalho, sindicato, chefia, sempre tentando o diálogo e a coisa só piorava.

Como são muito bem articulados, acabaram por apelar pra seus contatos em vários setores da empresa, incluindo aí o próprio RH, para que então, fosse possível caracterizar aí uma possível situação de demissão por justa causa. Não é preciso dizer que as punições foram muito bem encomendadas com a finalidade de deixar meus registros sempre atualizados dentro deste objetivo. Sequer dava pra contar com o sindicato, já que esse, em sua composição, é representado, adivinhe por quem?

Bem, tente ficar no meu lugar e imaginar como você reagiria na mesma condição. Perceba que não seria nada fácil, tal o grau de aviltamento e perversidade direcionada à minha dignidade humana, ferindo meu nome, honra e imagem, isso de forma repetitiva e consecutiva e sem que houvesse uma única punição aos envolvidos que, pelo contrário, ainda se viram prestigiados e estimulados em sua conduta réproba exatamente por quem deveria discipliná- los, o que pressuponho, então, cumplicidade em toda a ação.

Quem me atacasse ganhava pontos com a chefia, então, era uma festa só, dá pra perceber, não é?

O camarada entrava nesse jogo reproduzindo as ações do assediador somente porque isso agradava seu chefinho ou era divertido fazê- lo: eu os chamo de cãozinhos do chefinho, é, aquele tipo de gente medíocre que sente uma necessidade mórbida de ser capacho e rastejar diante de perversos e que não ligam pra coisas como amor próprio, brio ou dignidade. Eles são assim, essa é a sua natureza.

Nessas horas é que você enxerga o que é o ser humano. Colegas por afinidade viravam as costas, não se aproximavam para não serem associados a mim, outros sem motivo algum tornaram- se meus inimigos; gente que nunca me viu, falava mal de mim somente por conta das mentiras. Enfim, como dá pra perceber foram momentos difíceis e que até hoje repercutem (envolvendo os mesmos personagens), tudo por que eu sem saber atravessei o caminho de psicopatas.

Isso, foi o começo de tudo...

Cyberbullying

Raniery
raniery.monteiro@gmail.com