segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Emofionante

O fungo é uma coisa inteligente. Ele encontra o caminho mais rápido entre os alimentos e até mesmo mostrou sinais de ter memória – apesar de não ter um cérebro. E agora, cientistas descobriram que o bolor limoso possui sentimentos.

O que sãoOs mofos, também chamados de bolores,  são espécies de fungos filamentosos que se desenvolvem em matéria orgânica. Estes mofos possuem a capacidade de decompor a matéria orgânica.

Aspectos Um tipo de mofo muito comum em nosso dia-a-dia é o bolor de pão. Assim como a maioria dos mofos, o bolor de pão possui um aspecto de algodão. Com relação à coloração, podem assumir, principalmente, tons esverdeados, azulados, avermelhados ou esbranquiçados.

Mofos perigosos - Alguns tipos de mofos são danosos a saúde humana, como é o caso do bolor de pão e de outros alimentos. Isto ocorre, pois eles estragam e apodrecem os alimentos. Ao comer um alimento (pão, fruta, legume, etc) é sempre importante verificar se o mesmo não se encontra embolorado. Em caso afirmativo, o certo é jogar o alimento no lixo.

Mofos úteis -  Existem também algumas espécies de mofos que são úteis aos seres humanos. Podemos citar como exemplo os mofos do gênero penicillium. Estes mofos servem para os cientistas como base para a produção de antibióticos (penicilina), usados para combater vários tipos de doenças.
Algumas espécies de mofos tão são usadas na fabricação de determinados tipos de queijos.

Para estudar a inteligência do Physarum polycephalum, a equipe comparou os movimentos do organismo com emoções humanas (usando um robô), através da medição dos sinais elétricos que o fungo produzia enquanto se locomovia em microelétrodos. Então os cientistas conseguiram converter os sinais elétricos produzidos em sons.

O Physarum polycephalum é  limo amarelo comum que varia em tamanho a partir de várias centenas de micrômetros até mais de um metro. É uma agregação de centenas ou milhares de organismos unicelulares idênticos que se fundem em uma enorme “célula”.

Os sons convertidos foram ponderados em um modelo psicológico e traduzidos para uma emoção específica. Assim, os dados registrados enquanto o bolor se movia atrás de alimentos eram equivalentes a felicidade. O ódio, por sua vez, foi adquirido quando o bolor foi submetido à luz, já que ele é sensível a luminosidade.

Obviamente, o bolor limoso é incapaz de demonstrar seus sentimentos. Portanto, os pesquisadores utilizaram a cabeça de um robô para demonstrar os resultados da pesquisa. O público, durante a conferência Living Machines, acompanhou as reações do bolor traduzidas pela cabeça robótica.

Portanto, da próxima vez, pense duas vezes antes de jogar seu alimento embolorado no lixo, afina de contas, o bolor também tem sentimentos.
Fonte: NewScientist

Ao ler esse artigo fiquei pensando em como a natureza é impressionante e surpreendente. Quem imaginaria que um bolor pudesse se emocionar. Por outro lado fiquei frustrado, pois temos pessoas que são incapazes de nutrir sentimentos nobres como compaixão, solidariedade, moralidade, enfim, um instrumento que a evolução nos dotou para que fossemos seres sociáveis e proporcionasse aos seres humanos serem bem sucedidos.

O artigo cita que mesmo sem cérebro o bolor emula sentimentos o que não deixa de ser paradoxal já que humanos com bilhões de neurônios possuem em sua espécie indivíduos incapazes disso.

Mas, ao que parece há sim uma analogia. Determinados tipos de mofos são perigosos à vida já que onde tocam apodrecem e contaminam as coisas. O análogo humano também. Determinadas pessoas destroem os ambientes por onde passam e os apodrecem com suas ações e mau caratismo.

Perceba que tanto o bolor quanto o mau caráter é encontrado em tudo que é podre. São agentes mórbidos que delatam estados de morte. O seu alimento, ou fonte de energia, são corpos em estado de putrefação e se por algum motivo você os consumir absorverá de sua toxidade e se contaminará.

Assim são as pessoas que optaram pela vida tortuosa que se insinua contra a sociedade. De praticamente todos os pontos de vista são réprobos em suas atitudes e ações. Eles infestam todo tipo de ambiente e disseminam seu veneno por onde passam, obviamente trabalhando no pleno silêncio.
Os bolores não gostam de luminosidade e coincidentemente suas cópias humanas agem às escondidas, nas sombras, e quando expostas também ficam raivosas e se tornam revanchistas. Nesse instante surge uma figura já conhecida: o assediador moral.

Assediadores sufocam as pessoas e não as deixam respirar da mesma forma que o mofo produz problemas respiratórios nas pessoas. Em um instante você está bem, no outro passa a sofrer de sintomas que desconhece a origem. Quando se deu conta do agente que causou o problema já está precisando de tratamento. A não ser que adote medidas preventivas ou que elimine o problema ou o ambiente propício ao desenvolvimento do agente patológico.

Outro dia fui a um comércio de tintas e perguntei ao vendedor se tinha tinta anti-mofo e o mesmo disse-me que não, mas só anti-fungos. Parei, fiquei olhando fixo para o vendedor e...desisti. Estava evidente que ele não sabia que ambos são a mesma coisa.

Da mesma maneira as pessoas sentem dificuldade em acreditar que uma determinada pessoa é ao mesmo tempo um assediador já que ela se disfarça de outras tantas cujas nomenclaturas diferem e a distanciam de um perfil agressor. 

O que concluímos acerca dos efeitos que o mofo produz de uma maneira geral é que não se pode deixar de tomar medidas que o elimine porque se incorrermos nesse erro ele tomará o ambiente e o deixará impossível de se conviver. Lembrando que em lugares a muito tempo tomados pelo bolor demandarão muito mais trabalho para desinfetar que outros onde estão no início de sua invasão.


Portanto, da próxima vez que olhar um mofo não subestime sua capacidade de causar danos ao ambiente e lembre-se: ele pode não nutrir sentimentos nobres sobre você.
Leia também:Dicas para eliminar o mofo de sua casa
Raniery



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