segunda-feira, 24 de março de 2014

Que Tipo De Idiota Destrói Organizações?

Já faz algum tempo que ouvimos sobre como a globalização afeta nossas vidas. 

De fato não há como negar isso. O mundo está interligado e cada vez mais interdependente. Nem é preciso dizer o quanto isto impacta as organizações de um modo geral.

A grande questão disso tudo é a que tem a ver comigo e com você. Qualificação disso, certificação daquilo, falar tal língua, reunião aqui e acolá, postura e comportamento organizacional, etc.

E só estamos falando no mínimo necessário pra se inserir no mercado de trabalho. Se quisermos um salário mais robusto estaremos só no começo da maratona, pois o mercado está exigente por conta dos fatores citados.

Tudo está relacionado a um contexto de mudança frenética com demandas cada vez mais complexas. O reflexo se dará diretamente nos níveis da economia, política, direito e mercados de uma forma geral, nesta espécie de ecossistema artificial.

Tudo por que há uma necessidade de competitividade que exige alta qualidade dos processos e meios de produção que são gerados por exigências de conhecimentos e informações cada vez maiores.
Ufa! Que trabalhão fazer funcionar toda esta engrenagem, não é mesmo?

Imagine os investimentos necessários pra mover este circo da economia. E se tiver dinheiro seu investido nesse processo? Obviamente que você exigirá rentabilidade, pois pretende lucrar e aumentar sua riqueza, pois tem o direito garantido pela livre iniciativa.

No entanto, há quem trabalhe contra tudo isso, por incrível que pareça. Mas, quem seria tão idiota a esse ponto? Porque não faz o menor sentido sabotar algo tão importante e que influencia a vida das pessoas de forma tão impactante.

Porém, é exatamente isto que faz um assediador moral quando ataca um dos bens mais valiosos de uma empresa e que deveria ser seu parceiro num compromisso que traz benefícios a ambas as partes.

A não ser que eu esteja extremamente equivocado, desconheço alguém que se motive a trabalhar e ser produtivo em um lugar onde a todo instante alguém o está prejudicando.  Lugares doentios tendem a adoecer as pessoas e estas não poderão ser úteis ou oferecer seus talentos e competências à organização.

Ora, se o objetivo de uma empresa é o lucro como poderia alguém em um cargo de confiança, por exemplo, agir desta forma contra seu próprio time? A não ser, que seja muito estúpido, não faz sentido tal comportamento, até por que irá desencadear uma série de prejuízos como faltas e afastamentos, ações judiciais, improdutividade, entre tantas outras.

Se o boçal não é um demente, então o que sobra é que ele está pouco se importando com a organização e isso é grave já que é um sintoma que poderá refletir em maiores e piores prejuízos levando a empresa até mesmo à falência  a despeito dos números  que no primeiro momento não demonstrarão isso.

Tais  gestores da destruição ainda insistem em existir nas entidades que se norteiam por  modelos arcaicos e desajustados diante dos atuais desafios caóticos que se apresentam. Organizações patriarcais no sentido de uma centralização mítica de poder e decisão estratégica favorecem a sobrevida destas ervas daninhas e acabam pagando um preço muito caro por isso.

Organizações que pretendem enfrentar um mercado hostil e competitivo não deveria se dar ao luxo de manter em seus quadros tumores cancerígenos  como esses, mas explorar processos eficientes indo muito mais além do que o óbvio e certo ou determinado. É uma questão de percepção arrojada e inovadora que é a condição necessária para enfrentar a altura os instáveis mercados pelo mundo afora.

Portanto, se uma empresa pretende ser ou se manter competitiva deveria expurgar de sua cultura organizacional práticas nocivas como o assédio moral. Priorizando valores mais eficientes em ambientes propícios desencadearia comportamentos mais produtivos e se manteriam em um nível autossustentável.


E quanto aos idiotas, seu lugar não é entre os competentes e que se adaptem ou fiquem de fora.
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Raniery
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@Mentesalertas