segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Esse Filme Eu Já Vi

Não tem jeito: é somente olhando para o passado que compreendemos o que acontece com o ser humano.

É da nossa natureza a curiosidade em compreender a nossa própria realidade. Aliás, foi esta mesma característica que nos trouxe até aqui no atual estágio das civilizações.

Você em algum momento já se perguntou porque é que vivemos em sociedade? O que parece obvio pode fornecer a resposta para algumas questões da própria dinâmica humana.

Segundo os teóricos das constituições, os Estados modernos, fruto da evolução jurídica das civilizações  é derivado, em sua origem, dos núcleos básicos formados, inicialmente, por pequenos grupos que foram se tornando complexos até atingir seu atual estágio.

Seja como for, fato é, que vivemos em estado de interdependência e é essa característica que nos permitiu tamanho domínio sobre o planeta. É evidente, que não dá para pensar em um mundo onde tudo seja as mil maravilhas, mas é como nos organizamos para sobreviver.

Este formato deu tão certo que desenvolvemos em nosso cérebro centros de controle da consciência que nós fazem querer viver em sociedade. Então, essa é a nossa natureza e não tem nem o que se discutir.

Como fruto de nosso desenvolvimento concluímos que teríamos que nos organizar para que pudéssemos nos desenvolver plenamente e utilizamos de outra ferramenta evolucionária para isso: a cultura.

Tudo que aprendíamos passávamos adiante aos membros do grupo e isso sedimentava a coesão e capacidade de identidade. Era preciso, então, definir os limites de cada um, pois liberdade total seria pernicioso e acarretaria abusos. Criamos as regras.

Recentemente, onde trabalho, os chefes estão perplexos e indignados sentindo- se traídos, pois foram induzidos a assinar um acordo de reconfiguração de cargos e salários e a empresa os ignorou não cumprindo sua parte- mas, onde está a novidade?

Eles, durante anos, fizeram tudo que lhes era mandado, fosse certo ou não ou seja, se submeteram a tudo o que lhes era dito. De acordo com as regras da boa política, não contrariaram seus superiores em nada para que fossem vistos com bons olhos e no fim auferir alguma vantagem disso.

Mas, de nada adiantou. Todos esses anos simplesmente foram jogados no lixo pelo comportamento arbitrário daqueles que só pensam em si. Só que isso era previsto, afinal de contas como confiar em alguém inescrupuloso, sujo, transgressor de regras e ainda achar que não,fará o mesmo com você. Até por que, para gente assim, pessoas são coisas que se descartam quando não se quer mais.

Por isso que a grande malandragem é viver de forma estável onde os acordos são cumpridos e as regras e princípios e direitos servem para todos e não para privilegiados que se utilizam das proximidades para levar vantagem sobre o grupo.

A conclusão que se chega é que a "espertez
a" cedo ou tarde cobrará o seu preço e  ela não é dada à fraternidade, pois não se sente à vontade em dividir o que toma. Já, o que está devidamente organizado e segue os meios acordados sem desvios parece garantir a todos as mesmas chances.
Raniery





raniery.monteiro@gmail.com
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