domingo, 28 de julho de 2013

Malandragem Dá Um Tempo!

Eu costumo dizer que quero ver o final do filme quando vejo a esperteza e malandragem de determinadas pessoas.

Que ninguém é perfeito, isso é um fato, mas tem gente que extrapola e pauta sua vida pela transgressão deliberada de princípios básicos da convivência social. Elas estão em todo o lugar, em qualquer família, profissão, religião, ou seja, em qualquer lugar onde haja um agrupamento humano organizado. Mas, determinados lugares parecem ser o habitat perfeito para essas pragas se reproduzirem e procriarem.

Por lá seu mau-caratismo é incentivado e até mesmo procurado por aqueles que pretendem conquistar objetivos por meios ilícitos. É o estilo de vida malandra  que serpenteia no seio social e por onde passa deixa um rastro de prejuízo que é de difícil detecção pelas pessoas em geral já que é muito bem encoberto por estes especialistas em manipulação e dissimulação.

Os parasitas humanos não gostam de se esforçar como as demais pessoas para conquistar seus objetivos. Desta forma lançam mão de todo tipo de ardil e esquema para como dizem, “ se dar bem”. Tenho escutado coisas como: AH! Ele tá se arrumando sem prejudicar ninguém”. Será mesmo? Pense: como alguém que se utiliza de artifícios desonestos poderia conseguir o que quer sem passar alguém pra trás ou obter alguma vantagem de forma desequilibrada e desigual, isto é, por meios ilícitos.

Aliás, será mesmo que sangue-sugas como esses conseguem mesmo tudo o que querem na vida? E o que conseguem é duradouro? Tenho minhas dúvidas. Em conversas com colegas dias desses me falaram de um conhecido malandro que bate no peito de ganhar dinheiro por meios escusos que teria perdido o apartamento (supostamente conseguido com dinheiro desonesto) vivendo atualmente pagando aluguel. Se de fato isso é verdade, então, onde está tal esperteza e malandragem, pois o dinheiro que veio fácil, sem suor, não conquistado, mas subtraído foi embora do mesmo jeito que entrou.

Nessa linha, muitas vezes as pessoas só enxergam o começo da história- aquele momento em que o danadão botou a mão na “bufunfa".

Acontece que a energia que você emite na vida não se dispersa, mas deixa um regiro com endereço e nome que será devidamente compensado. Só que pessoas assim não acreditam nisso e como possuem um transtorno de personalidade repetem as mesmas condutas num ciclo que nunca termina. Sabe aquelas pessoas que conhecemos, geralmente na família, que dizemos estar sempre batendo a cabeça- repetindo os mesmos erros e não aprendendo com eles? Então, o fim de cada malandragem é paradoxalmente não ter fim, porque, evidentemente, nunca conseguirão o tão almejado “se dar bem na vida“.

são pessoas que se aproximam para se dar bem às custas de você. 

Mas há o psicopata parasitário, que só se aproveita das pessoas mais vulneráveis para conseguir o que ele quer. Esse não adotará, necessariamente, uma conduta criminosa, mas provocará estrago no ambiente social.

O parasita pode passar a vida inteira sem chamar a atenção, apenas a manipular os outros, aproveitar-se do próximo, desestabilizar famílias, passar a rasteira em alguém para se dar bem. Não é nada fácil identificá-los. A dissimulação é um dos principais sintomas que compõem a psicopatia. A simpatia e o carisma encobrem o seu verdadeiro perfil. Em geral, quando percebemos a possibilidade de alguém ou um conhecido ser psicopata, o dano já está feito.

Veja a seguinte história que aconteceu com um colega: Um picareta (Eduardo Luz Camargo) que estava hospedado no hotel que sua sogra trabalha veio com uma história mirabolante daquelas (e eles são muito persuasivos e adoram contar uma história) de que havia arrematado em um leilão da receita equipamentos eletrônicos caríssimos, mas que os venderia a preço de custo pra ele. O verme nem pagou sua estadia no hotel e se mandou deixando todos no prejuízo.

O Artigo 171 do CP dá o nome pra isso de estelionato - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

Pelo que meu colega disse há uma quadrilha que trabalha junta onde um seria o irmão dele e a outra, filha. Eu, particularmente não acredito, pois dando uma olhada em seu perfil no Facebook não há indícios de laços familiares que apontasse isso, logo, por dedução e sabendo como funciona tais esquemas concluo que ninguém é parente de ninguém e são sim uns salafrários.

Meu amigo, então, conheceu outra vítima deles, desta vez do Rio de Janeiro e descobriram que o farsante ao aplicar os golpes se utiliza dos mesmos “modus operandis”. Mas, no caso do rapaz do Rio, a suposta filha (Fernanda Prado) foi usada como isca seduzindo o rapaz e causando os mesmos prejuízos que conta em sua página-Sinestesia.

Perceba, então, como essas pessoas - se é que devemos chamá-las assim - agem sem o menor escrúpulo se aproveitando da boa fé das pessoas e ainda tripudiam delas as chamando de trouxas por serem como todos nós: completos do ponto de vista ético/ moral. Evidentemente, que o fato de sermos pessoas que não passam a vida tentando prejudicar o próximo signifique não sermos cautelosos quanto a estes vermes humanos, pelo contrário, devemos, sim, oferecer nossa confiança e boa fé a todo aquele que delas fizer por merecer. 

No caso do meu amigo, se ficou no prejuízo ganhou na experiência e por ser uma pessoa fantástica, fora do comum decidiu compartilhar com todos o fato que o vitimizou para que não caiam no mesmo golpe. Posso dizer que de trouxa ele não tem nada, mas é uma das pessoas que mais admiro pelo conjunto geral de características positivas que possui que destoa de muitos de sua idade. Basta dizer, que este tipo de criminoso passa a vida enganando até mesmo a polícia e a justiça com anos de experiência que dirá de nós cidadãos comuns.

Onde trabalho, por exemplo, tem um monte de pilantras que deveriam estar no xadrez, mas que em sua ficha são empregados exemplares, ou seja, no papel (como eles gostam de dizer) são profissionais da melhor qualidade, mas quem os conhece sabe a imundície que são.

O que conforta é saber que gente assim não constrói nada e o que ganha de forma ilícita escoa pelo ralo tão facilmente como foi conseguido, mas aqueles que conquistam seus objetivos com o fruto de seu trabalho, contribuindo com a sociedade terão seus esforços coroados com o sucesso. Ademais, pode-se tirar algo que é material de alguém, mas sua capacidade e competência, seu caráter e determinação não podem ser solapados.

Se você tiver a paciência de pesquisar verá que em todas as religiões, filosofias, e determinados conhecimentos o esforço da conquista é louvado e incorporado ao próprio subconsciente que programa nosso cérebro para o sucesso por este meio, aliás, nossa história evolutiva funciona deste modo.

Para aqueles que gostam de alardear a esperteza e malandragem como meio de vida a ser seguido me convençam, por favor, se vale a pena ser acometido pela paranóia de ser descoberto ou não ser respeitado ficar estigmatizado como ladrão, 171, ou, ter que conviver com a certeza de que cedo ou tarde o preço pelo que fizeram será cobrado? Só não vale racionalizar ou culpabilizar os outros para tirar o foco de si, pois isso não entra na categoria argumento que é o elemento necessário para convencermos.

AH! Já ia esquecendo. E o assédio moral, o que é que tem a ver com o comportamento dos desonestos? Tudo! Ou você pensa que um pilantra não se sente ameaçado pela presença do honesto? Ele nem precisa fazer nada, basta não participar dos esquemas que já será tido como problema e daí passará a ser perseguido para que saia do meio das imundícies. Simples, assim. Se não acredita, faça o teste! Sugiro que primeiro passe em um concurso; depois não se corrompa ou não facilite pro tranqueira local e depois me diga se foi assediado ou não.

Portanto, eu quero ver é o fim do filme, seu desfecho e as conseqüências decorrentes das ações, lembra? Pra toda ação, há uma reação, no mínimo, igual e oposta? A energia emitida é aquela que será devolvida. Isso, no mínimo.
Raniery







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