segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A covardia do machismo

Todo e qualquer agressor é um covarde por excelência, mas entre a grande variedade existente, talvez, nenhuma seja pior do que aquele que agride mulheres.

Este tipo de imundície humana, se não for um psicopata, é um maldito machista criado no seio da sociedade.

Quando nasce, o menino é “educado” pra ser o machão:

- Filho meu, tem que “comer” todas. Não aceita mulher mandar em casa, aliás, não aceita que mulher sequer pense. Pra que elas precisam pensar? Comigo é domada no tapa.

Esse discurso é incutido na mente do futuro desajustado social. E assim, nosso pequeno monstrinho, vai aprender, logo cedo, de que forma tratar uma mulher.

Quando não é o pai que distorce a mente do filho, é a própria mãe que estimula essas anomalias humanas, criando verdadeiros parasitas que são incapazes de fazer o mínimo, como colocar seu próprio prato de comida, e, quando formar uma família, adivinhe o que vai acontecer. Esse camarada vai chegar do trabalho e se sentirá revoltado se sua escrava não já tiver deixado tudo pronto pra ele comer, e, se isso acontecer,... é aquela surra. Eles são “a encarnação do mundo cão” em seus lares.

Não respeitam ou consideram ninguém, muito menos as mulheres, que para esses vermes, não passam de empregadas ou objetos de alívio sexual.

É interessante observar que são pessoas autoritárias, abusivas e violentas. Muitas vezes somente em casa é que manifestam sua truculência. Já no trabalho,... quanta diferença! São umas moças.

Eles espancam mulher e filhos sem dó e nem piedade. Querem ter o domínio e o controle da situação: são eles que mandam no barraco.

São covardes que não permitem que a mulher trabalhe para que fique uma eterna dependente dele e, assim, poder manter o ciclo de aprisionamento de todos, além de atormentá- los com chantagem emocional, fazendo com que sua família sinta-se culpada por suas agressões. Como a família não tem pra onde ir, fica refém desse terrorista social.

Seja como for, a vítima, em determinado momento, terá que tomar uma decisão: viver a vida toda nesse tormento psicológico e agressões físicas ou se libertar e começar a vida de novo. De qualquer forma, não será fácil.

É preciso denunciá- los e se afastar deles. Acompanhamento psicológico pra família toda também será muito importante para o resgate da auto- estima e superação dos traumas.

O importante mesmo é uma mudança de pensamento na sociedade, não aceitando de forma alguma este tipo de cultura nociva que estimula o machismo.

Eu, particularmente, tenho uma proposta pra esses machistas: eu os convido pra vir pra academia de boxe bater em homem. Melhor, pra cada machista, três boxeadores. Assim fica mais interessante, da mesma forma que é desigual bater em mulher, não é mesmo? Damos aquela surra no machista e depois lhe perguntamos se gostou da experiência, pois a repetiremos se necessário. Mas, acredito que eles não aceitarão, já que coragem não é o seu forte.

De qualquer forma, em uma delegacia da mulher, diante de uma delegada brava, eles ficam calminhos e mansinhos como santos. E diante de um juiz, então, praticamente adquirem asas e auréolas.

As pessoas de bem precisam reagir contra essas escórias humanas e não omitirem- se. Hoje é possível fazer denúncias anônimas que, no final, produzirão o mesmo efeito: grade para os machões.




Raniery
raniery.monteiro@gmail.com
@mentesalertas