quarta-feira, 23 de março de 2011

A sarna da xenofobia


A Xenofobia e o racismo assombram o mundo novamente.

Os episódios vão desde ataques de skinheads em São Paulo e sites nazistas no sul do país, declarações infelizes de uma estudante de direito no Facebook, até escritores e candidata à presidente na Europa.

Nos primeiros casos poderíamos atribuir a atitude a uma suposta formação precária das pessoas, já no segundo caso não! Parece-me que o ódio tem maior capacidade de envolver as pessoas que preferem abrir mão do bom senso e inteligência pra pautar suas ideologias em questões que não se sustentam por si só, aliás, ideologia nem sempre é sinônimo de coisa boa.

Na Alemanha, que viveu o horror do holocausto induzida por um degenerado, um escritor- Thilo Sarrazin, decide insuflar pessoas com suas teorias nazistas de superioridade racial, que ele chama de inteligência genética. Vai saber se não se inspirou no anjo da morte de Hitler...!

Na França, a candidata e líder populista de extrema direita- a xenófoba Marine Le Pen, que faz oposição à Sarkozy, é contrária a uma Europa comum.

Na Itália, temos Berlusconi, mas... o que falar do primeiro ministro viciado em menores de idade, não é?

Ao que parece, para determinadas pessoas, o mundo não está violento o bastante. Precisam de mais ódio e guerras pra alimentar sua sede de sangue. Nem o passado histórico que causou uma devastação mundial foi suficiente pra que alguns ditos humanos aprendam alguma coisa.

Nesse mundo caótico, estamos precisando urgente de que os pacificadores assumam o poder em várias áreas de nossa existência, pois os promotores da miséria humana estão servindo o seu senhor com determinação implacável: seu nome? O mal.

Eu acredito nas pessoas, e que elas são a maioria por todo o nosso planeta. Aqui no Brasil, por exemplo, entre muitos contrastes e desigualdades, vemos judeus e árabes em convivência pacífica; temos budistas, hindus, protestantes, umbandistas e católicos praticando suas religiões. Mesmo assim vez por outra alguma anomalia insiste em se manifestar, mas de forma geral lidamos relativamente bem com as diferenças. Acredito que precisamos avançar muito ainda, porém me parece que estamos numa rota positiva e não voltando à trás nas sombras dos guetos e campos de concentração.

Vamos acordar humanidade!


Raniery
raniery.monteiro@gmail.com
@mentesalertas