quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A sabedoria do bem e a estupidez do mal

Numa longínqua floresta da Bretanha antiga vivia um velho feiticeiro conhecido por seus poderes mágicos. Dizia a lenda que ele descendia de uma linhagem de druidas.


Em um determinado dia um garoto o procurou querendo ser seu aprendiz. Disse-lhe que conhecia diversos sistemas mágicos, inúmeros rituais, observava os sabás minuciosamente, até já havia contatado seu santo anjo guardião. O velho sábio, porém em nada se impressionou e estava mais interessado em cuidar de seu cultivo de sálvias, artemísias e hissopos.


Frustrado, o aspirante insiste em que o velho mago seja seu mestre.


O místico ancião então lhe dirige o olhar como quem está analisando suas verdadeiras intenções e lhe pergunta:


- "E por que você quer que eu lhe ensine a arte da antiga tradição?"


Então o jovem se apruma e, de forma pomposa, numa última tentativa de impressioná- lo declara:


- "Pra ser o mais poderoso mago que já existiu! Controlar a natureza, reis e o universo."


Um silêncio eterno tomou conta do local.


Alguns minutos depois o velho sábio responde:


- "Você precisa responder a duas questões mais importantes que existem pra alguém que quer tamanho poder."


- "Diga- me quais são, então"! Retrucou o afoito aspirante.


-"Você terá que dizer qual é a diferença entre a sabedoria do bem e a estupidez do mal. Da sua resposta, dependerá seu objetivo na vida."


Não é preciso dizer que todo entusiamo do jovem ganancioso se desfez e decepcionado com a resposta do ancião retirou- se e nunca mais voltou àquele lugar.


A sabedoria do Bem:


Há um imenso poder no bem. Revoluções derrubaram a tirania ao longo de nossa história.


Herói é aquele que conquista a lealdade pela integridade e decência.


Aquele que defende a verdade e a justiça, trata os outros com honra e compaixão encontrará companheiros leais para ficar ao seu lado.


Homens como Gandhi, Martin Luther King e Nelson Mandela obtiveram a lealdade de milhões de pessoas que marcharam juntas para libertar seu povo e mudar uma realidade.




A estupidez do mal:


O maldoso está destinado a fracassar por sua estupidez em agir assim. A razão é simples: quem é que gosta de um perverso? Se alguém o apóia é pelo medo- e esse apoio virá de subordinados, cúmplices, desonestos, tão estúpidos quanto seu "líder".


Aqueles que seguem os perversos não podem ser mais que covardes traiçoeiros, que trairão e abandonarão seus aliados se isso lhes for vantajoso.


Os arrogantes, gananciosos e obcecados pelo poder estão cegos por sua própria incapacidade de imaginar que não existem outros iguais a eles que se unirão pra derrubá-los.


Em seu insano impulso destrutivo imaginam o tempo todo que aqueles a quem fizeram mal estão planejando a retaliação, afinal, é o que fariam.


Quanto mais pessoas prejudicam, maiores se tornam os exércitos imaginários de seus inimigos. E assim são derrotados por sua própria paranóia.


Nesse mundo de desconfiança e traição, eles se voltam contra seus próprios parceiros e inevitavelmente seus medos os destroem




Raniery
raniery.monteiro@gmail.com
@mentesalertas