terça-feira, 13 de novembro de 2012

Eletrochoque na gestão


Choque de Gestão nada mais é como uma forma de controle orçamentário para que se atinja maiores ganhos de produtividade com redução das despesas e eliminação do desperdício, melhor aplicação dos recursos do Governo e aumentando os benefícios para os cidadãos. Projetos semelhantes já foram implementados em diversas companhias de peso e atuantes no cenário nacional. 

Os benefícios qualitativos que se esperam com a implementação efetiva dessas ferramentas, são: Melhor utilização dos recursos governamentais; Redução dos desperdícios; Melhoria dos serviços; Estabelecimento de metas de despesas atingíveis; Formação de especialistas em cada tipo de despesa; Avaliação do desempenho de consumo dos gastos das diversas áreas, etc. 

Não é de hoje que eu chamo a atenção para a relação assédio moral e corrupção como um dos fatores que alimenta este tipo de violência, sobretudo no serviço público que é o meu caso. Não que nas empresas privadas não ocorra a mesma coisa, mas ali o nome que se dá é fraude, já na administração pública, improbidade.

Lendo uma matéria que trata sobre as melhorias que se fazem necessárias no setor portuário me deparei com a constatação, óbvia, sobre a necessidade de modernização das arcaicas estruturas portuárias, como a das Companhias Docas que rotineiramente aponto aqui como um dentre tantos elementos que descambam em situações que propiciam a prática odiosa do assédio psicológico. Lembro-me até de ter feito uma postagem com o título chefias arcaicas onde constato esta realidade. Aliás, como diz o ditado: pior cego é aquele que não quer ver.

Perceba que o que é apontado como um mecanismo prejudicial, é encarado pelos grupos que se apossaram da coisa pública como esperteza e benefício. Acontece que o parasita não se dá conta que é exatamente a esperteza dele que levará ao esgotamento e fragilidade do corpo, o que desencadeará uma reação, no primeiro momento pra livrar o corpo do parasita e no segundo, se nada puder ser feito, o corpo entrará em colapso e de qualquer forma o parasita perecerá, lógico que levando todos os outros com ele.

Eu não sei se este choque de gestão que chegará por aqui será bom ou ruim para os servidores públicos, mas sei que é algo necessário, pois é desanimador ir todos os dias trabalhar e ver como pessoas perversas se instalam e sugam a empresa, e, constatar que estou vendo ao vivo um mal que assola o país desde sua fundação, como se fosse um câncer que nunca acaba, ou uma doença crônica que nem mata e nem permite que o corpo ande em sua plena forma.

O que me pergunto é, como que todas as outras pessoas achavam que isso não iria ocorrer e se eximiram, ou se acovardaram e agora podem pagar por isso. Quantas vezes ouvi sermões de pseudomoralistas de que eu é que estava errado, pois “se todo mundo faz porque não fazer junto também” e que não adiantava nada brigar, pois de nada adiantaria. E agora...está ai a realidade, pelo menos a constatação daquilo que claramente estava errado e na contramão de tudo que se está fazendo atualmente no mundo. Tem hora que falar óbvio soa como loucura e você passa a ser ridicularizado.

Mas, basta uma simples palavra para identificar que tudo que se faz por aqui não anda nos conformes: capitalismo. Ora, é sabido que o capitalismo se pauta pela eficiência e corte de custos e que não tolera parasitas aos montes grudados nele. Nem é preciso ser gênio para saber disso, mas eles, não! Afinal de contas, são os mais espertos, os bandidões. Incrível!

A verdade é que o país e os cidadãos(ãs) não aguentam mais essa perniciosidade em seu meio. Ninguém tolera mais os discursos vazios de determinados políticos para explicar as mazelas que estão à vista de todos causadas por facínoras inescrupulosos capazes de qualquer coisa para enriquecer ilicitamente, pois não são competentes para o fazer por seus próprios braços. Enquanto inúmeros empreendedores se esforçam para manter negócios que produzem frutos para a sociedade não somente pelos empregos que ofertam, um bando de miseráveis solapa e onera os cofres públicos. Mesmo assim, a sociedade ainda está letárgica e sonolenta. Tem hora que não dá para ficar só nas palavras, mas é preciso ação, arregaçar as mangas, e reagir.

De qualquer forma já me dou por satisfeito pela constatação e propositura de solução que se ventila e não tenho o menor medo do que possa vir, pois tudo que consegui até hoje na vida foi por meu próprio esforço e nas maiores adversidades pelas quais passei me mantive em pé e não me entreguei sendo que meus esforços foram coroados. Por conta disso, tenho certeza que o divino esteve comigo o tempo todo e não me abandonou colocando seus guardiães à minha disposição e conforme a minha fé.

Para encerrar, posso dizer com orgulho que o meu andar é com a cabeça erguida, meu olhar é firme para frente e não me preocupo com que está atrás ou pelos lados, pois não devo nada a ninguém e muito menos estou nas mãos de quem quer que seja.

Raniery

raniery.monteiro@gmail.com